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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Clipe com melhores momentos do GP de Mônaco revela pergunta de Hamilton: “Tem certeza que é melhor ficar na pista?”*

*Por: Grande Prêmio

A conversa de rádio que decidiu o GP de Mônaco passou em branco pela transmissão da prova da TV, mas não pelo clipe oficial da FOM com os melhores momentos da sexta etapa do campeonato. O vídeo trouxe à tona a pergunta feita por Lewis Hamilton ao seu engenheiro, que equivocadamente o chamou aos boxes logo em seguida.

Depois do acidente entre Max Verstappen e Romain Grosjean, Peter Bonnington entrou no rádio de Hamilton e avisou: "Safety-car, safety-car, vamos ficar na pista".

A esta mensagem, Hamilton respondeu com preocupação: "Tem certeza que é melhor ficar na pista? Estes pneus perderam a temperatura. Todo mundo vai estar com os supermacios agora".

A reação da equipe no pit-wall foi a de chamar o britânico para um pit-stop, seu segundo na corrida. E, por questão de segundos, ele saiu atrás de Nico Rosberg e Sebastian Vettel, perdendo a liderança da prova a menos de 15 voltas do final.

Irritado, Hamilton fez cara de poucos amigos no pódio monegasco (Foto: AP)


Diretor-esportivo da Mercedes, Toto Wolff já isentou o piloto de culpa, apesar desta mensagem pelo rádio. Niki Lauda, presidente não-executivo do time, contou que havia muita gente falando e que a confusão era grande.

Wolff explicou, logo após a prova, que a Mercedes errou a conta e pensou que a diferença de Hamilton para os adversários na verdade era de 4s a mais. Por isso optou pelo pit-stop.

Com relação à preocupação de Hamilton, os engenheiros também poderiam tê-lo avisado que Rosberg e Vettel não fariam pit-stops. Mas, como já foi ressaltado nos últimos dias, a decisão precisou ser tomada em questão de segundos e, por se acreditar que haveria tempo suficiente para a nova parada, ela foi feita. Os pneus supermacios não deram vantagem a Hamilton na pista para que ele conseguisse as ultrapassagens, e o inglês terminou em terceiro.

Ao jornal alemão 'Bild', Wolff declarou que, da próxima vez, a decisão será tomada com base na lógica e no senso comum, e não no computador. 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Chefe da Ferrari: "Para que preciso de Lewis Hamilton se tenho Vettel?"*

*Por: GloboEsporte

O impasse na renovação de contrato de Lewis Hamilton com a Mercedes começou a gerar rumores de um possível namoro do britânico com a Ferrari. Líder da temporada e atual campeão mundial, o inglês já teria sido abordado no ano passado para o lugar de Fernando Alonso, mas preferiu seguir com as Flechas de Prata. Com a incerteza sobre o futuro de Kimi Raikkonen em Maranello, o flerte com Hamilton pode ter sido retomado, especula a imprensa europeia. O chefe da Ferrari, Maurizio Arrivabene, no entanto, tratou de rebater os boatos:

- Para que eu preciso de Lewis Hamilton quando tenho um peso-pesado com Vettel? – questionou.

Sebastian Vettel tem sido a principal ameaça à soberania de Lewis Hamilton em 2015 (Foto: AP)

Hamilton e Vettel são os grandes destaques da temporada 2015. Enquanto o inglês dá sequência à sua soberania e lidera o campeonato, o tetracampeão se mostra renovado na Ferrari e aparece como principal ameaça ao rival, tendo surpreendido ao vencer o GP da Malásia, válido pela 2ª etapa da temporada.

Segundo o novo comandante da equipe mais vitoriosa da Fórmula 1, seria mais interessante para o time trazer um jovem piloto para fazer companhia ao tetracampeão mundial:

- Eu prefiro observar um jovem e talentoso piloto para se unir com Sebastian – explicou.

De acordo com a imprensa alemã e finlandesa, o tal “jovem e talentoso piloto” na mira da Ferrari seria Valtteri Bottas, atual companheiro de Felipe Massa na Williams. Segundo o jornal “Bild” haveria, inclusive, um pré-contrato dele assinado com a escuderia vermelha para a próxima temporada. Para a imprensa da Finlândia, no entanto, esse acordo seria visando apenas 2017.

Hamilton lidera a temporada 2015 com 93 pontos após quatro etapas. Vettel é o terceiro, com 65, atrás do parceiro do britânico, Nico Rosberg, que anotou 66. A Fórmula 1 volta neste fim de semana com o GP da Espanha, com transmissão da TV Globo no domingo a partir das 9h (horário de Brasília).

domingo, 12 de abril de 2015

Hamilton controla corrida e vence de ponta a ponta em dobradinha da Mercedes na China. Massa é quinto*

*Por: Grande Prêmio

Fácil, extremamente fácil. Se em Sepang, há duas semanas, o forte calor e a entrada do safety-car jogaram contra Lewis Hamilton, o GP da China devolveu o dono do melhor carro do grid ao topo do pódio. Líder dos três treinos livres do fim de semana e pole-position da terceira etapa da temporada 2015, o bicampeão do mundo não teve nenhuma dificuldade para vencer a corrida deste domingo (12) em Xangai. Soberano ao longo de toda a prova, o piloto da Mercedes só perdeu a liderança para Nico Rosberg quando foi aos boxes realizar seus dois pit-stops. De resto, foi um verdadeiro passeio. Lewis garantiu sua segunda vitória na temporada, a quarta em Xangai e a 35ª da carreira. Opaco em todo o fim de semana, Rosberg, em momento algum, chegou a ameaçar seu companheiro de equipe e teve de se contentar com o segundo lugar.

Em que pese não ter conseguido brigar de forma ativa pela vitória neste fim de semana, Sebastian Vettel terminou o GP da China com outra performance muito positiva neste seu início de trajetória pela Ferrari. Com um ritmo de corrida bastante consistente do início ao fim das 56 voltas de prova, o tetracampeão mundial não deixou a dupla da Mercedes se desgarrar na frente e por vezes fez tempos de volta melhores em relação a Hamilton e Rosberg, chegando a impor uma pressão no piloto alemão. No fim, Seb cruzou a linha de chegada em terceiro e evidenciou mais um passo à frente da Ferrari, cada vez mais próxima da rival Mercedes.

Kimi Räikkönen ficou novamente atrás de Vettel. Desta vez, contudo, o finlandês fez uma corrida limpa e não enfrentou os problemas que marcaram sua jornada na Malásia. Ainda assim, o piloto não chegou a fazer frente ao seu companheiro de Ferrari. Com bom ritmo de corrida, Kimi teve um domingo relativamente tranquilo e conseguiu finalizar em quarto, logo à frente de Felipe Massa.

Na largada, o brasileiro da Williams acabou perdendo duas posições com o assédio do companheiro Bottas pela parte externa do curvão, também sendo superado por Räikkönen. Na briga entre os finlandeses, o mais velho partiu para cima do mais novo na curva 3, e foi aí que Massa se aproveitou para ao menos recuperar um posto perdido. Bem, e basicamente foi isso. A Williams não tinha ritmo algum para seguir a Ferrari, que foi para as cabeças incomodar a dupla da Mercedes. Da mesma forma, era melhor que as Lotus, que se surgiram como quarta força da corrida. Pode-se dizer, então, que Massa fez uma corrida solitária com Bottas. É o segundo quinto/sexto lugares seguidos da equipe de Grove na temporada.

Livre dos problemas com o diferencial da sua Sauber que prejudicaram seu fim de semana na Malásia, Felipe Nasr teve outro desempenho de destaque em seu ano de estreia na F1. O jovem brasiliense largou em nono e ao longo de praticamente toda a prova esteve na zona de pontuação. Aproveitando também do bom rendimento do C34 equipado com a unidade de força da Ferrari, Nasr voltou a marcar pontos ao terminar a corrida deste domingo em oitavo lugar.

Lewis Hamilton venceu pela quarta vez Xangai (Foto: AP)

Confira como foi o GP da China de F1

Quando o grid se formou na reta principal de Xangai, a temperatura ambiente era amena, na casa de 21ºC, mas, no asfalto, os termômetros já registravam 47ºC, muito devido ao sol que brilhava no céu azul chinês. Na formação das posições de largada, com exceção de Daniil Kvyat, da Red Bull, e Carlos Sainz Jr., da Toro Rosso — que optaram pelos médios —, todo o resto decidiu sair com os pneus macios — como se sabe, a turma do top-10 precisa começar a prova com os compostos escolhidos ainda na fase intermediária da classificação.

Ao fim da volta de apresentação, o pole Lewis Hamilton já deixou evidente o ataque que faria a seguir. O inglês alinhou o W06 #44 atravessado na marca da posição de honra do grid. Por isso, quando as cinco luzes se apagaram, Lewis tocou o carro para cima de Nico Rosberg e fechou a porta, contornando sem problemas a primeira curva. Rosberg se colocou logo atrás, na segunda colocação. Sebastian Vettel, por sua vez, não teve chance de ameaçar as Mercedes, mas foi capaz de manter o terceiro posto.

Já Felipe Massa viveu uma largada tumultuada. Primeiro, o brasileiro perdeu o quarto lugar para o colega Valtteri Bottas, que saiu muito bem da quinta posição. O finlandês se colocou por fora na primeira curva e acabou levando vantagem na sequência para se manter à frente. Mas isso mudaria em seguida. 
 
Isso porque Kimi Räikkönen veio ainda melhor. O nórdico da Ferrari passou rapidamente por Massa e foi logo para cima de Bottas. Sem demora, Räikkönen ultrapassou o compatriota da Williams e assumiu o quarto posto. E quem aproveitou a disputa dos dois finlandeses foi Massa, que soube recuperar posição em cima do companheiro de equipe.

Lewis Hamilton mantém a ponta na largada do GP da China em Xangai (Foto: AP)

Um pouco mais atrás, Daniel Ricciardo, que estava em sétimo no grid, saiu muito mal e perdeu diversas posições. E quem se aproveitou da quase não largada do australiano foi Romain Grosjean, que pulou para sétimo, e Felipe Nasr, que passou a ser oitavo.

Assim, a ordem na primeira volta era: Hamilton, Rosberg, Vettel, Räikkönen, Massa, Bottas, Romain Grosjean, Felipe Nasr, Marcus Ericsson e Pastor Maldonado.

Ainda mais no fundo do pelotão, Carlos Sainz acabou rodando e caindo lá para trás, em 18º, atrás dos dois carros da McLaren. Mais à frente, Ricciardo se viu em uma briga com o companheiro pelo 14º posto. Enquanto, Maldonado já aparecia em nono, depois que superou Ericsson — que chegou a perder ritmo por um instante mais tarde e acabou perdendo posição para Max Verstappen.

No bloco intermediário, a ordem com dez voltas a partir do 11º era: Ericsson, Nico Hülkenberg, Sergio Pérez, Ricciardo, Kvyat, Fernando Alonso, Jenson Button, Sainz Jr., Roberto Merhi e Will Stevens. Hülkenberg abandonou um giro mais tarde.

Lá na frente, Hamilton e Rosberg iniciaram um revezamento de volta rápidas, com vantagem para o inglês. Por isso, a diferença entre eles não passava de 1s. Enquanto isso, Vettel vinha 4s3 atrás. Já Räikkönen acompanhava o companheiro de equipe de perto, enquanto Massa já tinha 2s para Bottas.

No fim da 11ª passagem, Nasr foi o primeiro a parar. O brasileiro da Sauber veio aos boxes buscar os pneus médios. Maldonado veio aos pits uma volta mais tarde.

Aí, novas paradas. Vettel veio no giro 14 e voltou à pista com os macios. Massa e Bottas nas duas passagens seguintes, mas optaram pelos médios. A Mercedes ficou um pouco mais. Hamilton decidiu visitar os boxes no fim do giro 15 e retornou com os macios. Rosberg trocou na seguinte e também saiu com os compostos de cor laranja.

Nesse meio tempo, Kvyat, que havia herdado diversas posições por conta da largada com os pneus médios, surgiu escapando da pista, devido a uma falha do motor Renault. É, a vida na Red Bull não é das melhores...

Depois das paradas, a ordem com 20 voltas completadas era assim: Hamilton (+2s), Rosberg, Vettel, Räikkönen, Massa, Bottas, Maldonado, Grosjean, Nasr, Verstappen — vinha em uma briga ferrenha —, Pérez, Ericsson, Ricciardo, Sainz, Button, Alonso — o espanhol acabara de perder posição para o inglês —, Stevens e Merhi.

Pouco depois, Verstappen finalmente venceu o embate contra Nasr e assumiu o nono posto. Enquanto isso, a briga seguia séria entre Ricciardo e Ericsson pelo 12º posto. Mas o sueco acabou tendo um fôlego depois de um erro do australiano.

Na ponta, Hamilton vinha 2s3 à frente de Rosberg, que já sofria a ameaça de Vettel, que se aproximara perigosamente – a diferença era de 1s5 e caindo. Na verdade, os carros prateados estavam em um ritmo de poupar pneus.

Enquanto Alonso se queixava no rádio da perde de rendimento do motor Honda, o compatriota Sainz apareceu lento na pista, com aparente falha de câmbio. Só que o contratempo durou pouco, e o espanhol da Toro Rosso logo voltou ao desempenho normal.

E quem não dava trégua era Vettel. O alemão da Ferrari imprimiu um ritmo muito forte em cima dos pneus macios do segundo stint da prova e andava perto de Rosberg, guiando em torno de um décimo melhor que o compatriota. Räikkönen vinha um pouco mais trás, mas bem à frente de Massa e Bottas. 

No grupo intermediário, Maldonado, Grosjean, Verstappen e Nasr se mantinham no top-10. Mais atrás, o companheiro de Felipe, Ericsson, tentava, sem muito sucesso, afastar Ricciardo. Os dois brigavam pelo 11º lugar. 
 
O australiano chegou a superar o sueco na volta 28, mas acabou errando de novo na sequência e perdeu a posição, tendo de recomeçar os ataques em seguida. E conseguiu a ultrapassagem na 30ª passagem.

No fim da volta 30, a Ferrari chamou Vettel para os pits. O alemão voltou à pista com os pneus médios e em quarto, logo atrás do colega Räikkönen. Rosberg foi na sequência. Enquanto isso, Hamilton ficou mais um pouco e começou a andar mais forte, deixando evidente que estava apenas controlando a prova, para poupar pneus.

Lewis parou na 34. E voltou em segundo com os compostos médios. Räikkönen, por sua vez, ficou na pista e pulou para primeiro, mas isso durou apenas por uma volta. O finlandês foi aos boxes na passagem seguinte.

E os pits ainda ficaram mais movimentados nas voltas seguintes, com Massa, Bottas, Ricciardo, Alonso e Pérez. Nesse meio tempo, Maldonado passou reto pela entrada do pit-lane e foi parar na brita. O venezuelano conseguiu se recuperar e visitar os boxes. Só que voltas mais tarde, na 42 mais precisamente, Pastor rodou e perdeu muitas posições.

Falando nisso, a ordem depois das paradas de pit era: Hamilton, Rosberg, Vettel, Räikkönen, Massa, Bottas, Grosjean, Verstappen, Nasr, Ricciardo, Ericsson — esses dois, inclusive, repetindo uma disputa que durou praticamente a prova toda, com vantagem para o australiano —, Pérez, Button, Maldonado, Alonso, Sainz, Stevens e Merhi.

A parte final da corrida viu um Hamilton tranquilo e sobrando na frente. Rosberg apenas acompanhava o colega, sem qualquer chance de disputa. Vettel vinha mais atrás, também seguindo os rivais de longe. Räikkönen mantinha foi o quarto posto, à frente das duas Williams.

Na verdade, as voltas finais viram uma curiosa disputa no fundo do grid, entre Button e Maldonado pelo 13º lugar. Os dois chegaram a trocar posições, com Alonso sempre ali na espreita. Apesar de bonitas manobras, Pastor e Jenson acabaram se tocando no fim da reta. Pior para o piloto da Lotus, que foi parar fora da pista. Melhor para Alonso, que tomou as colocações de ambos. Button ficou em 14º. Maldonado, por sua vez, foi obrigado a abandonar. Mas o incidente foi parar na mesa dos comissários.

E essa não foi última grande emoção de pista na China - uma falha no motor da Toro Rosso fez Verstappen parar no meio da reta principal, obrigando o safety-car para encerrar a corrida com duas voltas para o fim. Então, fim de papo.

Hamilton conduziu a Mercedes à vitória, sua quarta em solo chinês e a segunda em 2015. Rosberg completou a dobradinha, à frente do Vettel, que vai de novo ao pódio. Räikkönen foi o quarto. A Williams terminou mais atrás, com Massa à frente de Bottas. Grosjean, Verstappen, Nasr, Ricciardo e Ericsson completaram o top-10. Enquanto a McLaren teve condição de pela primeira vez no ano completar uma corrida com seus dois carros.

E foi isso. Agora, a F1 reúne já no próximo fim de semana na pista do Bahrein, para a quarta etapa da temporada 2015.

F1, GP da China, Xangai, Final:

domingo, 15 de março de 2015

Hamilton vence fácil GP da Austrália do 'resta um'. Massa é quarto e Nasr termina em histórico quinto lugar*

*Por: Grande Prêmio

Como já se previa, a Mercedes deu um passeio em Melbourne. Não tomou conhecimento de ninguém e tratou de assegurar a primeira dobradinha de 2015. E com Lewis Hamilton. Ou seja, o inglês deu o pontapé inicial na temporada do mesmo jeito que terminou em 2014: vencendo. E bem. O atual campeão converteu a pole avassaladora do sábado em uma vitória acachapante neste domingo (15), como que diz: ‘Esse titulo já é nosso’. Nico Rosberg até ensaiou uma reação, mas não pôde com a boa forma do companheiro de equipe.

O pódio prateado foi completado por Sebastian Vettel. A Ferrari se deu melhor que a Williams no pit-stop e colocou o alemão em posição de completar o top-3, à frente de Felipe Massa. É justiça dizer que o brasileiro tentou até o fim roubar de volta a colocação, mas não foi desta vez.

O outro Felipe fez história. Nasr tirou tudo que pôde da Sauber, soube segurar com maestria o ímpeto de Daniel Ricciardo nas voltas finais e cruzou a linha de chegada em quinto, se tornando o melhor brasileiro a estrear na F1.

O GP da Austrália também vai ficar conhecido pelos vários infortúnios e pelo grid enxuto. Apenas 15 carros largaram. A formação tão pequena vivida pela F1 foi em 1981, no GP de San Marino, em que 14 bólidos saíram para a corrida.

Confira como foi o GP da Austrália da F1

A abertura da temporada 2015 da F1 nem bem havia começado, e o grid já apresentava desfalques em Melbourne. Pouco antes dos carros irem à pista para a formação das posições de largada, veio a confirmação da Williams que Valtteri Bottas estava fora do GP da Austrália. O finlandês sentiu fortes dores nas costas durante o Q2 e teve seu desempenho no Q3 afetado. Mais tarde, depois de alguns exames, foi constatado que Bottas havia sofrido lesões leves no tecido da parte inferior da coluna. Só aí seriam 17 carros – a Manor Marussia, embora na pista, não teve como colocar seus dois pilotos para correr durante o fim de semana australiano.

Mas como desgraça pouca é bobagem. Assim que os pits foram abertos, 30 minutos antes da largada, Kevin Magnussen já apareceu lento pela pista, com uma fumaça suspeita na traseira do MP4-30. Era o motor da Honda que abria o bico. Fim de história. 16 carros largariam, porém... Menos de um minuto depois, Daniil Kvyat ficou parado. Falha no câmbio da Red Bull provocou a parada e tirou o russo da etapa no Albert Park. 15 carros, então, alinharam no grid para a primeira corrida do ano.

Eis aí a turma de 2015 em foto antes da largda (Foto: Getty Images)

Dito tudo isso, vamos para a primeira largada de 2015. Quando as luzes se apagaram na ensolarada e quente Melbourne, o pole Lewis Hamilton saiu em linha reta, tracionou bem e não deu chances para o colega Nico Rosberg, que acompanhou de longe até a primeira curva. Felipe Massa também partiu em segurança do terceiro posto, trazendo Sebastian Vettel em quarto. 
 
E Kimi Räikkönen foi quem estava no meio da primeira confusão do ano, quando houve um toque com Vettel. Mais lento pelo lado de fora da curva 1, o finlandês ficou refém da situação. Felipe Nasr e Pastor Maldonado, que vinham logo atrás, tentaram evitar um choque o ferrarista. O brasileiro teve sucesso, o venezuelano não. Com o choque, Maldonado foi parar na barreira de pneus da curva 2, abandonando, assim, a prova. O safety-car imediatamente foi chamado.

A ordem nesse momento era: Hamilton, Rosberg, Massa, Vettel, Carlos Sainz, Nasr, Daniel Ricciardo, Räikkönen, Max Verstappen, Nico Hülkenberg, Sergio Pérez, Marcus Ericsson, Jenson Button e Romain Grosjean.

Com a corrida sob bandeira amarela, Ericsson e Grosjean foram aos boxes. O sueco aproveitou para mudar os pneus médios pelos macios. Já o francês teve parar de vez.

A prova ganhou velocidade novamente na abertura da terceira volta. E Hamilton tratou de novo de manter a ponta, com vantagem para Rosberg. Massa seguiu os dois, trazendo Vettel. Pouco mais atrás, Nasr veio forte e já superou Sainz na primeira curva — o espanhol ainda perderia lugar para Ricciardo. Enquanto isso, Räikkönen segurava o ímpeto de Verstappen.

Lá na frente, Lewis ia tentando manter Nico sob controle, a diferença estava acima de 2s. Massa vinha a 2s5 de Rosberg, com Vettel seguindo de muito perto. Nasr estava mais longe, 4s do alemão da Ferrari, mas já tinha no encalço Ricciardo, Sainz e Räikkönen. Verstappen e Hülkenberg completavam o top-10, mas vinham distante do grupo intermediário — 2s era a desvantagem.

Não demorou nada, e o finlandês da Ferrari passou o espanhol da Toro Rosso, se aproximando agora de Ricciardo. Mais à frente, Vettel reduzia a diferença para Massa, apenas 0s6 separava dos dois. Na ponta, Hamilton e Rosberg já protagonizavam o gato e rato, com o alemão se alternando nas voltas rápidas. A vantagem do líder variada de 1s2 a 1s5. Tudo isso com dez voltas.

A ordem, portanto, era: Hamilton, Rosberg, Massa, Vettel, Nasr, Ricciardo, Räikkönen, Sainz, Verstappen, Hülkenberg, Ericsson, Button e Pérez. Aliás, estes dois últimos acabaram se tocando em uma tentativa de ultrapassagem mal sucedida do mexicano na curva 3, que acabou rodando.

A volta 16 marcou o pit-stop de Räikkönen. Parada muito ruim para o finlandês. Os mecânicos da Ferrari tiveram dificuldades em encaixar o pneu traseiro esquerdo. Kimi perdeu muito tempo e voltou no fundo do pelotão, atrás de Ericsson.

Na pista, Hamilton e Rosberg continuavam se revezando nas voltas mais rápidas. Enquanto isso, a Williams chamava Massa para a troca de pneus no giro 22. O brasileiro voltou atrás de Ricciardo e perdeu tempo tentando superar o piloto da Red Bull. O australiano entrou no fim daquela volta, abrindo, assim, a passagem para Felipe. Mas já era tarde, e isso cobraria seu preço mais tarde.

Vettel entrou dois giros depois. Pit-stop perfeito da Ferrari agora, o que permitiu ao tetracampeão retornar à pista na frente de Massa.
A Mercedes veio aos pits logo em seguida, primeiro com Hamilton na 26 — Nasr seguiu o inglês nos boxes. Rosberg parou no giro seguinte. As posições entre os prateados, entretanto, não mudou depois das paradas. Todo mundo aí foi buscar os pneus médios nessa fase da prova.

Com 30 voltas e depois da rodada de pits, a ordem da prova era: Hamilton (+2s2), Rosberg, Vettel, Massa, Räikkönen, Verstappen, Nasr, Ricciardo, Hülkenberg e Ericsson. De todos aí, apenas o holandês vinha sem paradas, e, com exceção do finlandês e do sueco, todo mundo vinha andando em cima dos pneus médios.

Isso mudaria a seguir com o pit-stop de Verstappen. Aliás, o jovem de 17 anos não pôde ir mais além. O motor o traiu. Assim, na volta 34, o mais jovem estreante da F1 abandonava a prova.

De volta à pista, Hamilton liderava com 1s6 de vantagem para Rosberg. Vettel vinha seguro em terceiro, à frente de Massa, que tinha Räikkönen no encalço. Mais atrás, Nasr tentava se livrar de Ricciardo, que tinha boa vantagem para Hülk, Ericsson e Sainz fechavam o top-10.

Aí a corrida alcançou a volta 40. E foi nela que Räikkönen foi chamado pela Ferrari para trocar os pneus macios pelos médios. Só que de novo uma falha no encaixe comprometeu a prova do finlandês. E comprometeu bem. Na volta à pista, Kimi sentiu que algo estava errado e, sem opção, teve de abandonar.

Assim, como a saída do campeão de 2009, Nasr subiu para quinto, sempre seguido por Ricciardo. A briga entre os dois se tornavam cada vez mais acirrada, assim como a disputa entre Vettel e Massa.

O brasileiro da Williams vinha tirando diferença para o ferrarista, ameaçando o pódio do alemão. Lá na frente, Hamilton cravava volta mais rápida em cima de volta mais rápida, como forma de mostrar a Rosberg que qualquer reação seria em vão.
 
Lewis Hamilton venceu na Austrália (Foto: Getty Images)
 
E assim teve fim o primeiro GP de 2015. Lewis Hamilton fechou a etapa australiana com a primeira vitória na temporada, comandando a dobradinha da Mercedes. Sebastian Vettel garantiu o pódio na primeira prova pela Ferrari, tendo Felipe Massa em quarto. Já Felipe Nasr foi o melhor brasileiro a estrear na F1 com o ótimo quinto posto, segurando Daniel Ricciardo até o fim.

A colocação de Nasr foi ainda mais impressionante, levando em consideração que a Sauber não somou sequer um ponto em 2014. Também é a melhor estreia de um novato da equipe suíça, superando o sexto lugar de Kimi Räikkönen na Austrália em 2001. Nico Hulkenberg ainda colocou a Force India em sétimo, à frente de outro carro da Sauber, o de Marcus Ericsson.

O novato Carlos Sainz Jr. foi o nono, enquanto Sergio Pérez finalizou em décimo, depois de uma última ultrapassagem em Jenson Button já no fim da corrida. Um alento também para a McLaren, que conseguiu terminar a prova, apesar de todos os problemas.

A F1 volta daqui a duas semanas, em Sepang, na Malásia.

sábado, 14 de março de 2015

Hamilton ganha primeira batalha interna contra Rosberg sai na pole na Austrália. Massa é 3º e Nasr quase vai ao Q3‏*


O ano virou, mas o domínio da Mercedes e de Lewis Hamilton continua o mesmo. O atual campeão mostrou força e venceu a primeira batalha interna da temporada 2015 da F1, ao conquistar com maestria e frieza a pole-position para o GP da Austrália, na tarde deste sábado (14) em Melbourne, madrugada no Brasil.


O britânico de 30 anos deu o pontapé inicial na luta pelo tri com o tempo de 1min26s237. Já Nico Rosberg errou na primeira volta rápida da fase final da classificação e teve de se contentar com o segundo posto do grid, com uma diferença de mais de meio segundo para o colega de equipe.

A Williams recuperou seu posto de melhor do resto com Felipe Massa. Com uma volta precisa nos instantes finais, o brasileiro virou 1min27s718 e garantiu o terceiro lugar, ainda que 1s3 atrás de Lewis. O desempenho de Massa empurrou Sebastian Vettel e a Ferrari para o quarto posto.

Kimi Räikkönen abre a terceira fila e terá Valtteri Bottas a seu lado no grid. Daniel Ricciardo tentou levantar a torcida no fim, mas vai sair mesmo do sétimo posto, à frente do novato Carlos Sainz Jr. As duas Lotus fecham o top-10, com Romain Grosjean melhor que Pastor Maldonado. Já o outro Felipe, o Nasr, passou muito perto do Q3 e vai sair em 11º neste domingo, na estreia na F1. 
Confira como foi a definição do grid da F1 para o GP da Austrália

A primeira sessão classificatória de 2015 começou com um novato na pista. O espanhol Carlos Sainz Jr. foi quem primeiro cruzou os pits para ganhar o asfalto do parque Albert no início do Q1. O jovem estreante da Toro Rosso foi seguido pela dupla da Lotus, pelo companheiro Max Verstappen, pelas duas Sauber e por Daniel Ricciardo. Todos deixaram os boxes calçados com os pneus médios.
Um instante mais tarde, a Mercedes mandou seus dois pilotos, que foram seguidos por Kimi Räikkönen, que já veio usando os pneus macios – único neste primeiro momento.

Aí que Felipe Nasr já inaugurou a tabela com 1min32s540, liderando um pelotão inicial que tinha ainda Verstappen, Carlos Sainz Jr., Daniel Ricciardo, Ericsson, Romain Grosjean e Pastor Maldonado.

Sebastian Vettel imitou o companheiro de Ferrari na sequência e também saiu com os macios. Por isso, não teve dificuldade de superar o então líder Räikkönen. O alemão encabeçava a lista de tempos com 1min29s307.

Nesse meio tempo, muita gente escapava da pista, entre eles Jenson Button, Nico Hülkenberg, que saíram na curva 1, e Carlos Sainz Jr. Outro drama vivia Daniil Kvyat. Informações davam conta de um problema no RB11 do russo, ainda na garagem.

Enquanto isso, Lewis Hamilton e as duas Williams também já estavam na pista, sempre com pneus médios. Assim, a tabela já mostrava a realidade da F1. Hamilton liderava com 1min28s586, seguido por Rosberg, Vettel, Bottas, Räikkönen, Massa, Hülkenberg, Verstappen, Grosjean, Pérez, Kevin Magnussen, Button, Ericsson, Ricciardo e Nasr. Kvyat e as dupla da Manor, Will Stevens e Roberto Merhi, seguiam sem tempo.

Dessa gente toda, apenas as duas Mercedes e das duas Williams tinham tempos registrados sem o uso dos macios.

Os dois minutos finais dessa primeira parte da classificação foram agitados, com os 18 pilotos na pista, incluindo Kvyat e sua problemática Red Bull. A Manor, entretanto, teimava em não sair.

Portanto, o resultado final desse Q1 viu Hamilton e Rosberg à frente, seguidos por Massa, que fez uma volta muito boa no minuto final, e por um impressionante Verstappen. Vettel, Grosjean, Sainz, Bottas, Hülkenberg e Räikkönen fecharam a lista dos dez melhores, sendo que Ricciardo, Maldonado, Pérez, Kvyat e Nasr conseguiram integrar a folha dos classificados para o Q2.

Já os eliminados foram: Ericcson, Button e Magnussen - estes dois últimos apenas confirmaram a frágil situação da McLaren em 2015. É a pior classificação da história da equipe inglesa na F1

A Manor Marussia, apesar do esforço épico, ficou mesmo de fora do GP da Austrália.

Os 15 minutos de Q2 tiveram início com Felipe Nasr sendo o primeiro a ir para a pista. O brasileiro da Sauber tacou os pneus macios já no primeiro stint. Valtteri Bottas e os dois pilotos da Force India logo se juntaram a Felipe na pista. Também calçados com os compostos de risca amarela.

A volta de Nasr foi em 1min29s614, quase três décimos melhor que a de Nico Hülkenberg, o segundo colocado nessa fase inicial. Mas não tardou para Bottas cravar 1min28s012 e se posicionar na ponta.

Foi então que Lewis Hamilton botou ordem na casa. Com os laranja, o inglês assustou com 1min26s894, contra 1min27s097 do colega Nico Rosberg, que o seguia na pista. Vettel, 0s7 atrás dos carros prateados, aparecia em terceiro como melhor do resto, à frente de Räikkönen, Bottas, Massa, Sainz, Grosjean, Ricciardo e Verstappen completavam o top-10 pouco mais de cinco minutos para o fim da parte intermediária da sessão.

Como de costume, os minutos finais viram uma pista congestionada. E a lista dos classificados mudou até a bandeirada. Hamilton, Rosberg e Vettel se mantiveram no top-3. Já Bottas pulou para quarto, empurrando Räikkönen para quinto. Massa se garantiu com um sexto tempo.

Felipe Nasr vai largar em 11º em Melbourne (Foto: Getty Images)

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Hamilton tira Massa da liderança e volta a colocar Mercedes na frente no penúltimo dia de testes da F1 em Barcelona*

*Por: Grande Prêmio

A Mercedes tornou a liderar um dia de testes da F1 em 2015. Neste sábado (28), Lewis Hamilton foi o dono da melhor marca entre os nove pilotos que treinaram no Circuito da Catalunha, em Barcelona, na Espanha. E usando pneus mais duros do que os adversários mais próximos.

Até a hora do almoço, a liderança pertencia a Felipe Massa e à Williams com um tempo de 1min23s262 nos compostos supermacios. Kimi Räikkönen, também com os supermacios, virou 1min23s276 na Ferrari.

Hamilton, à tarde, anotou 1min23s022 com os pneus macios no carro da Mercedes — equipe que segue sem usar os compostos mais moles que tem à disposição.

Lewis Hamilton liderou no Circuito da Catalunha (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

Mas não foi um dia de tanta quilometragem para a Mercedes, não perto do que o time já chegou a fazer nesta pré-temporada. Hamilton ficou um bom tempo parado nos boxes enquanto a equipe executava mudanças na parte mecânica do carro — nenhum problema foi confirmado.

Hamilton foi, portanto, 0s240 mais veloz que Massa, este sim dono de uma boa quilometragem. O brasileiro passou das 100 voltas e não enfrentou problemas. Ele tem comemorado a boa confiabilidade do seu carro. Räikkönen seguiu imediatamente atrás até o fim da tarde e fechou em terceiro lugar.

O dia teve pouquíssimas interrupções, ao menos até a hora final. Foi só então que aconteceram as duas bandeiras vermelhas do sábado. A primeira delas, causada pela Sauber de Marcus Ericsson. A segunda, pela Toro Rosso de Carlos Sainz. Ambos, no entanto, passaram confortavelmente das 100 voltas antes de enfrentarem as falhas mecânicas.

Sainz foi o quarto colocado, à frente de Romain Grosjean com a Lotus, e de Ericsson.

Hülkenberg, sétimo colocado, surprendeu pela excelente quilometragem. O segundo dia da vida do VJM08 da Force India foi ainda melhor que o primeiro, permitindo ao alemão completar 157 giros. Ninguém andou mais que ele, que igualou o total rodado por Nico Rosberg no primeiro dia de trabalhos da pré-temporada, em Jerez.

A McLaren Honda tornou a andar pouco. Kevin Magnussen, reserva do time, teve uma manhã tranquila e deu 38 voltas. À tarde, quando foi retomar as atividades, notou um vazamento de óleo que veio a encerrar os trabalhos. A equipe explicou que o vazamento aconteceu em um local muito fundo do chassi e era melhor fazer uma boa investigação para que Jenson Button tivesse um domingo livre de problemas.

O último dos 12 dias de testes da F1 antes de o campeonato de 2015 começar acontece neste domingo, também em Barcelona. A sessão vai das 5h às 14h (horário de Brasília) e será acompanhada AO VIVO e em TEMPO REAL pelo GRANDE PRÊMIO.

F1, Treinos coletivos, Barcelona, dia 7:

 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Williams anda rápido pela primeira vez, e Massa lidera quinto dia de testes de pré-temporada em Barcelona*

*Por: Grande Prêmio

Felipe Massa foi o piloto mais rápido do quinto dia de testes da F1 em Barcelona. Na primeira vez em que a Williams resolveu andar um pouco mais veloz, o brasileiro colocou pneus macios para cravar 1min23s500, o tempo mais rápido de todas as sessões de treino realizadas no Circuito da Catalunha.

A Williams, que havia prometido realizar uma simulação de classificação nesta semana em Barcelona, enviou Massa à pista com os compostos de banda amarela. Ele retornou aos boxes imediatamente após marcar este tempo. A melhora em relação aos pneus médios foi de 1s1.

Até então, o melhor tempo dos pneus macios havia ficado na casa de 1min24s5, na semana passada, com Daniel Ricciardo. Massa havia feito 1min26s com estes mesmos compostos na última sexta-feira.

Na comparação com a Mercedes, o melhor tempo das Flechas Prateadas continua sendo o 1min24s321 anotado por Nico Rosberg no domingo, com pneus médios. Portanto, se o alemão melhorar o mesmo que o brasileiro conseguiu, será 0s3 mais rápido. Nesta quinta-feira, Lewis Hamilton fez 1min24s881 com os médios antes de perder o restante do dia com um problema no MGU-K do F1 W06 Hybrid.

Hamilton, no entanto, foi o terceiro colocado. No fim da tarde, Marcus Ericsson usou pneus supermacios para marcar 1min24s276 — ainda acima do melhor tempo deste tipo de composto, conquistado por Romain Grosjean no domingo.

Felipe Massa foi o mais rápido da quinta-feira (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
O que chamou a atenção com relação a Ericsson foi um long-run que ele realizou durante a tarde, com tempos bastante consistentes em torno de 1min30s-1min31s enquanto ele usava pneus médios. Com pneus duros, o ritmo passou a oscilar mais. Felipe Nasr declarou no fim de semana que melhorar esse aspecto do carro era importante para o campeonato.

Em termos de bandeiras vermelhas e paralisações, o dia foi bastante tranquilo. Houve uma pausa de menos de dois minutos pela manhã depois que Daniil Kvyat ficou parado no fim do pit-lane e outra de 12 minutos à tarde devido à quebra da Toro Rosso de Carlos Sainz. Apesar disso, ambos voltaram a andar e passaram da casa das 70 voltas.

Kvyat foi o quarto colocado, com Romain Grosjean completando o top-5.

A McLaren Honda pouco andou. Somente sete voltas foram percorridas por Jenson Button antes que um vazamento no sistema hidráulico exigisse a troca do motor. Seu melhor giro cronometrado foi de 1min31s479.

A equipe acabou sendo mais notícia fora da pista do que dentro, com uma coletiva realizada por Ron Dennis para falar a respeito de Fernando Alonso. Ele admitiu que o espanhol ficou inconsciente após o acidente do último domingo, mas reafirmou que nenhuma lesão foi encontrada nos exames.

As atividades da F1 em Barcelona serão retomadas nesta sexta-feira com acompanhamento AO VIVO e em TEMPO REAL do GRANDE PRÊMIO. O treino começará às 5h (de Brasília).

F1, Treinos coletivos, Barcelona, dia 5:

Rosberg diz que está pronto para bater Hamilton*

*Por: AutoRacing


Nico Rosberg diz que está determinado a bater o atual campeão mundial Lewis Hamilton na disputa pelo título de 2015.

“A derrota fortaleceu Nico Rosberg”, declarou o alemão, referindo-se a si próprio na terceira pessoa, à Sport Bild. “Ele está mais astuto, porque aprendeu muito no ano passado. Agora, há menos situações que são desconhecidas para mim. Estou pronto para qualquer coisa que possa acontecer na pista. Estou melhor preparado”.

Rosberg disse que um de seus pontos fracos em 2014 foram seus duelos roda a roda contra o agressivo Hamilton.

“Hamilton fez um trabalho melhor, então é o que preciso melhorar em 2015″, admitiu ele. “Será um bom ano de qualquer maneira. Não cometi muitos erros na temporada passada. Nenhum erro é sempre melhor, mas nenhum piloto pode conseguir isso – nem mesmo Lewis”.

Falando sobre Hamilton, Rosberg espera que seu companheiro de equipe esteja totalmente motivado para 2015.

“Nós dois estamos muito envolvidos nesta competição enorme. Sou o oponente favorito que ele quer bater, o que é uma motivação suficiente. Tem sido assim desde que tínhamos 13 anos de idade”, concluiu Rosberg.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Maldonado lidera testes da F1 em Barcelona pela segunda vez na semana. Massa termina em sétimo*

*Por: Grande Prêmio

Pastor Maldonado liderou os treinos coletivos da F1 em Barcelona pela segunda vez em três dias. No circuito em que conquistou sua única vitória na categoria, há três anos, o venezuelano da Lotus cravou 1min24s348 com pneus supermacios na tarde deste sábado (21) e assim desbancou o líder do período da manhã, Max Verstappen.

O holandês de apenas 17 anos também calçou supermacios e andou leve em seu melhor giro, ainda antes do almoço, e foi o que mais quilômetros percorreu: quase 600 km. Foram 129 voltas, praticamente dois GPs da Espanha completos.

Verstappen ainda provocou uma bandeira vermelha no fim do dia, ao ficar parado na saída dos boxes, a menos de meia hora do encerramento das atividades.

Lewis Hamilton foi o terceiro colocado com a Mercedes, marcando 1min26s076 no melhor de seus 96 giros.

Pastor Maldonado, duas vezes o mais veloz em Barcelona (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
Os treinos coletivos deste sábado já começaram atípicos. Em apenas 1min25s a bandeira vermelha foi acionada pela primeira vez. A razão foi uma saída de pista de Sebastian Vettel após a curva 4. Ele não chegou a bater, mas se viu parado na caixa de brita e só saiu de lá guinchado. Hamilton, que também estava na pista para uma volta de instalação, relatou que o traçado estava escorregadio. O alemão acabaria o dia com mais de 100 voltas e o quinto lugar.

Além da paralisação causada por Vettel, uma outra ocorreu ainda na manhã no momento em que a McLaren de Jenson Button parou na curva 7. Isso, um dia depois que Fernando Alonso conseguiu treinar sem grandes dificuldades com o MP4-30. Foram mais cinco voltas até a pausa do almoço e uma longa espera à tarde até que se descobrisse que o problema foi similar ao que havia sido registrado com o mesmo Button na quinta-feira. Para poder seguir rodando neste sábado, foi preciso reduzir a potência do MGU-K. Um novo selo do sistema de recuperação de energia cinética será colocado no carro para o teste de Alonso no domingo.

Marcus Ericsson foi quarto com a Sauber depois de passar praticamente toda a manhã esperando a equipe executar a troca da caixa de câmbio do C34. Seu melhor tempo foi 1min26s340.

Daniil Kvyat foi mais um que deu mais que 100 voltas, terminando em sexto, seguido por Felipe Massa, que andou somente na parte da manhã. À tarde, Valtteri Bottas entrou no cockpit e participou de muitas simulações de pit-stop antes de realmente se preocupar em marcar tempos. Seu melhor foi 1min27s556.

As atividades serão retomadas neste domingo (21) com o quarto e último dia de testes da segunda bateria da pré-temporada. Devido ao término do horário de verão, os treinos terão início às 5h (de Brasília) e se encerrarão às 14h. O GRANDE PRÊMIO cobre tudo AO VIVO e em TEMPO REAL.

F1, Treinos coletivos, Barcelona, dia 3:

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Tempos da manhã não mudam, e Ricciardo fecha sexta-feira na ponta em Barcelona*

Por: Grande Prêmio

A volta que Daniel Ricciardo deu no período da manhã se manteve como a melhor do dia até o encerramento das atividades desta sexta-feira em Barcelona. Felipe Massa se aproximou no final, mas foi terceiro.

Pela primeira vez na pré-temporada da F1 em 2015, a Red Bull terminou um dia na liderança. Daniel Ricciardo fez seu melhor tempo ainda no período da manhã e mesmo assim se manteve até o encerramento das atividades desta sexta-feira (20) à frente da concorrência.

Ricciardo cravou 1min24s574 usando pneus macios pouco antes do almoço, em uma volta lançada, para desbancar o então líder Sergio Pérez. Kimi Räikkönen foi pelo mesmo caminho e anotou 1min24s584, apenas 0s010 atrás. Enquanto isso, Felipe Massa aapreceu no fim da tarde, também com pneus macios, para ficar a menos de um décimo de segundo da dupla: 1min24s672.

Claro que o resultado de um dia de testes de pré-temporada não quer dizer muita coisa, mas essas três equipes vem se apresentando como as principais candidatas à briga pelo posto de segunda força na F1 em 2015.

A Red Bull também pode comemorar outra coisa além do tempo de volta: a ótima quilometragem. No melhor dia de trabalhos dos rubro-taurinos até aqui, Ricciardo deu 137 voltas com o RB11, enfim livre de problemas. Muitas delas foram ainda no período da manhã em meio a simulações de pit-stop — o australiano ficou mais de uma hora entrando e saindo dos boxes para permitir o treino dos mecânicos.
Fernando Alonso (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
Mas teve uma equipe que andou mais que a Red Bull, e você certamente deve ter pensado na Mercedes. Ao todo, foram mais de 150 giros.

A equipe, para isso, resolveu poupar Rosberg, que só andou pela parte da manhã. O alemão ainda está se recuperando de uma lesão no pescoço. À tarde, Lewis Hamilton retornou ao carro depois de passar mal na quinta-feira e chegou às 90 passagens.

Outro foco de enorme interesse na pré-temporada, a McLaren Honda teve seu melhor dia de trabalhos: 59 voltas com Fernando Alonso ao volante. O time ainda não tinha andado tanto em um único dia. O trabalho consistiu em checagens referentes à confiabilidade do carro, o que deve seguir assim pelo restante da semana. A performance só deve ser testada na última bateria de testes da pré-temporada.

As paralisações foram poucas: a única realmente mais demorada se deu quando Carlos Sainz saiu da pista na curva 9, parando na área de escape. Pela manhã e à tarde, respectivamente, a Red Bull e a Sauber haviam estacionado na saída dos boxes.

Os trabalhos da pré-temporada vão continuar neste sábado, a partir das 6h (de Brasília), com acompanhamento AO VIVO e em TEMPO REAL do GRANDE PRÊMIO.
F1, Treinos coletivos, Barcelona, dia 2:

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Verdades reveladas

Por: Edu Carvalho.

A Fórmula 1, como qualquer outro esporte, apresenta muitas lendas e mitos. Todo bom espaço para discussões deve primar pela pluralidade e pelo respeito a visões alternativas e mais realistas.

Abaixo segue uma lista com verdades que não só precisam ser lidas, mas, acima de tudo, expostas:

- “O Vareio” nunca existiu. Ele não passa de uma invenção de cérebros maquiavélico-cornetas. Massa nunca recebeu aval da Ferrari para lutar de igual para igual com o Ladrón de Maranello (F.Alonso), isto é, nunca houve de verdade disputa entre eles, o que significa para qualquer ser racional uma só certeza: O vareio é uma invenção, ele não existe no mundo real.

- Fernando Alonso (também conhecido como Lolo, Choronso, Ladrón de Maranello) não é, nem de longe, o melhor piloto da atualidade. Provas disso são: Venceu somente dois campeonatos (e ambos quando tinha o melhor carro do grid), perdeu para um novato quando tinha, novamente, o melhor carro, vem sendo estuprado há anos pela dupla Vettel-RBR e jogou fora dois campeonatos por erros individuais de quem tremeu na base na hora de decidir (largada podre em Abu Dhabi 2010 e largada mais podre ainda no GP Japão 2012). Além de tudo isso, o espanhol é hipócrita e desonesto, sempre tentando tirar o mérito dos adversários que o vencem.

- “A Bottada” é irmã do Vareio, isto é, tem a mesma origem. É filha caçula da mente perversa de cornetas que perseguem a todo custo o mais talentoso piloto brasileiro desde Ayrton Senna: Felipe Massa. Assim como seu irmão mais velho, a Bottada também é uma invenção e só existe no mundo da fantasia. Garanto: Calculando corrida por corrida, perfórmance por perfórmance, excluindo, obviamente, os problemas que o Massa teve, o mesmo teria terminado à frente do Bottas em pontos e o Masseio já seria perceptível. Infelizmente, nosso grande Massa teve uma temporada atípica e de muito azar em 2014, mas a história será diferente em 2015.

- Lewis Hamilton é a maior farsa da história da Fórmula 1. Sendo considerado por muitos o piloto mais rápido em ritmo de corrida desde Senna, o inglês sempre teve a seu lado os melhores carros e, como se isso não fosse suficiente, ainda foi, por muitíssimo tempo, protegido pelos seus chefes de equipe. Sua trajetória na Fórmula 1 é um claro exemplo de "estar no lugar certo na hora certa", o primeiro campeonato vencido por ele foi sobre o destemido Massa na última curva da última volta da última corrida do campeonato: Não há campeonato mais circunstancial e injusto que esse! Na referida temporada, contou com falhas da Ferrari e uma dose cavalar de sorte. Nem sempre os melhores e mais merecedores vencem – essa máxima resume a temporada de 2008. Em 2014 não foi diferente: A partir de um incidente normal de corrida na Bélgica, conseguiu unir todo o time contra o parceiro de equipe, Nico Rosberg, que, infelizmente, de mãos atadas, teve que se conformar com um amargo e injusto vice-campeonato.

- Sebastian Vettel é o mais completo piloto do grid e também o mais injustiçado. Hamilton e Alonso buscam sempre puxar saco um do outro e boicotar o alemão que tem o mesmo número de títulos que os dois juntos. Vettel, há anos, mostra que tem braço e força mental para ganhar campeonatos perdidos como os de 2010 e 2012, mas, mesmo assim, raramente tem seu talento reconhecido pelos fãs do inglês e espanhol invejosos, ah, e de ambos também.

- Felipe Massa é mais piloto que Rubens Barrichello. Basta analisar temporada por temporada e tudo se torna claro. Até campeonato o Massa já disputou, enquanto Rubinho teve que se contentar em ser capacho do Schumi por anos a fio. De que adianta ter mais perícia na chuva se ser primeiro piloto é o que conta? Massa, mesmo que apenas por duas temporadas, foi 1º piloto da Ferrari e é hoje o da Williams – e o Rubinho? Comandou em algum momento?

Para refletir.

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