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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Clipe com melhores momentos do GP de Mônaco revela pergunta de Hamilton: “Tem certeza que é melhor ficar na pista?”*

*Por: Grande Prêmio

A conversa de rádio que decidiu o GP de Mônaco passou em branco pela transmissão da prova da TV, mas não pelo clipe oficial da FOM com os melhores momentos da sexta etapa do campeonato. O vídeo trouxe à tona a pergunta feita por Lewis Hamilton ao seu engenheiro, que equivocadamente o chamou aos boxes logo em seguida.

Depois do acidente entre Max Verstappen e Romain Grosjean, Peter Bonnington entrou no rádio de Hamilton e avisou: "Safety-car, safety-car, vamos ficar na pista".

A esta mensagem, Hamilton respondeu com preocupação: "Tem certeza que é melhor ficar na pista? Estes pneus perderam a temperatura. Todo mundo vai estar com os supermacios agora".

A reação da equipe no pit-wall foi a de chamar o britânico para um pit-stop, seu segundo na corrida. E, por questão de segundos, ele saiu atrás de Nico Rosberg e Sebastian Vettel, perdendo a liderança da prova a menos de 15 voltas do final.

Irritado, Hamilton fez cara de poucos amigos no pódio monegasco (Foto: AP)


Diretor-esportivo da Mercedes, Toto Wolff já isentou o piloto de culpa, apesar desta mensagem pelo rádio. Niki Lauda, presidente não-executivo do time, contou que havia muita gente falando e que a confusão era grande.

Wolff explicou, logo após a prova, que a Mercedes errou a conta e pensou que a diferença de Hamilton para os adversários na verdade era de 4s a mais. Por isso optou pelo pit-stop.

Com relação à preocupação de Hamilton, os engenheiros também poderiam tê-lo avisado que Rosberg e Vettel não fariam pit-stops. Mas, como já foi ressaltado nos últimos dias, a decisão precisou ser tomada em questão de segundos e, por se acreditar que haveria tempo suficiente para a nova parada, ela foi feita. Os pneus supermacios não deram vantagem a Hamilton na pista para que ele conseguisse as ultrapassagens, e o inglês terminou em terceiro.

Ao jornal alemão 'Bild', Wolff declarou que, da próxima vez, a decisão será tomada com base na lógica e no senso comum, e não no computador. 

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Consultor da Red Bull diz que Verstappen deu pequena amostra de seu real potencial em Mônaco: “Foi fantástico”*

*Por: Grande Prêmio

O desempenho de Max Verstappen no GP de Mônaco de F1 foi apenas um vislumbre do pleno potencial do piloto de 17 anos. A opinião foi dada por Helmut Marko, o conselheiro da Red Bull e principal responsável pela estreia do filho de Jos no Mundial neste ano.

O holandês foi um dos destaques da prova monegasca tanto pela velocidade e agressividade nas ultrapassagens quanto pelo controverso acidente que sofreu com Romain Grosjean no fim da corrida e que lhe rendeu uma punição para a etapa do Canadá, onde vai perder cinco posições no grid de largada.

"Max foi fantástico", disse o austríaco em declaração ao site 'Motorsport.com'. "Infelizmente, ele teve um pit-stop ruim. Mas foi muito divertido quando seguiu a Ferrari de (Sebastian Vettel) e ultrapassou (Valtteri) Bottas. Você pode ver que existe potencial ali", completou o consultor.

Max Verstappen impressionou em Mônaco (Foto: AP)

"Eu diria que o acidente foi mais um incidente de corrida. Romain também esteve envolvido. Ele tentou impedir quando Max já estava ali", acrescentou.

Marko também reservou elogios aos pilotos da Red Bull, que conseguiram em Monte Carlo o melhor resultado da equipe austríaca no ano, com o quarto e o quinto lugares de Daniil Kyvat e Daniel Ricciardo, respectivamente.

O consultor também gostou da cooperação entre os dois no fim da prova, quando o time pediu ao russo que deixasse Ricciardo passar. Como o australiano estava com pneus novos, havia uma chance de tentar o pódio. Mas acabou não dando certo, e Daniel devolveu o posto ao colega na volta final.

"Ambos os pilotos foram muito bem. Foi uma ótima cooperação entre Kvyat e Ricciardo, então deu tudo certo. Na verdade, creio que Daniel precisava de mais duas voltas para ter a chance de passar (Lewis) Hamilton. De toda a forma, foi o primeiro fim de semana sem problemas para Kvyat e ele mostrou que pode fazer", afirmou o dirigente.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Podcast 2015 #07 | GP de Monaco

Alguns representantes da rede F1 - Fórmula 1 fizeram análises excelentes do GP de Monaco, uma corrida dividida em duas - antes e depois do acidente do Verstappen com o Grosjean. Quem foi o culpado? Verstappen é muito jovem pra F1? O que aconteceu com os estrategistas da Mercedes? Como Hamilton vai se comportar daqui pra frente? E Rosberg? E as ordens de equipe da RedBull, certo ou errado? Tudo isso, mais a opinião sobre a corrida dos brasileiros, a evolução dos pilotos e equipes, brigas de torcidas e a expectativa pro GP do Canadá está presente no pod, entre outras zoeiras internas que só o nosso povo vai entender, com a competência e a irreverência que nós conhecemos e amamos - Vale a pena ouvir e divulgar :D

Quem participou da 7ª edição de 2015: 

Coordenação
- Thiago Jones
Apresentação - Will Rauber
Comentaristas - Thiago Jones, Junior Gomes, Alvaro Wanderley e Diego Madruga.
Ouvindo em OFF - Débora Longen.

Acesse o link abaixo, que direciona ao soundcloud e ouça o podcast onde e quando quiser - faça download pra não depender da internet e poder ouvir no ônibus, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê!
 
Podcast 2015 #07 | GP de Monaco - https://soundcloud.com/thiago-jones-2/podcast6-gp-de-monaco
 
 
 
 
Para saber como concorrer a uma das disputadíssimas vagas no time do podcast, clique aqui.  

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Bolão 2015 - Classificação Geral pós GP de Mônaco - Equipes

Segue classificação geral por equipes do Bolão após o GP de Mônaco:


Bolão 2015 - Classificação Geral pós GP de Mônaco - Individual

Segue classificação geral do Bolão após a etapa de Mônaco do Mundia de F1:

065 - Igor Noronha 240
041 - Diego Madruga 235
051 - Carlos Araujo 200
003 - Alvaro Wanderley 180
044 - Vitor Veine 180
046 - Gustavo Muller 180
002 - Roberto Sabbag 175
010 - Kelen Luzia 175
050 - Alfredo S2 Barrichello 170
10º 028 - Andre #14 165
11º 031 - Alex Pedroni 165
12º 001 - Maradona 160
13º 005 - Debora Longen 160
14º 016 - Juinor Gomes 160
15º 040 - Francisco Wherther 160
16º 047 - Daniel Brizzante 160
17º 014 - Ciro dos Santos 155
18º 019 - Rodrigo Carvalho 155
19º 025 - Marco Aurelio Moreira 155
20º 045 - William Balbino 155
21º 057 - Antonio Pacheco 155
22º 018 - Dan Chandler 150
23º 076 - Rodrigo Pioio 150
24º 053 - Fabricio Dutra 145
25º 023 - Orange Comet 140
26º 026 - Renato Magalhães  140
27º 033 - M.Vitor Avancini 140
28º 054 - Gabriel Carlos 140
29º 004 - Camila Kaihatsu 135
30º 021 - Thales Ex-Ray 135
31º 052 - Fausto Teixeira 135
32º 056 - Bruno Arcuri 135
33º 062 - Rodolfo Brandão 135
34º 069 - Eduardo Rocha 135
35º 071 - Ted Alves 135
36º 012 - Renata Vasconcellos 130
37º 013 - JeanRii 130
38º 038 - Thiago Jones 130
39º 042 - Milton Junior 130
40º 075 - Diego Lemos 130
41º 024 - Gustavo Luzorio 125
42º 067 - Suiuk Vieira 125
43º 072 - Marcio 125
44º 015 - Sonny Corleone 115
45º 032 - Andre Castilho 105
46º 049 - Bruno Schossland 105
47º 060 - Driele 105
48º 063 - Fabiano Vasconcelos  105
49º 030 - Arthur Médici 100
50º 070 - Guto Reis 100
51º 008 - Leandro Santos 70
52º 011 - Paulo Andre 70
53º 039 - Guilherme Henrique 70
54º 009 - Edu Carvalho 65
55º 017 - Rai 65
56º 061 - João Nilsen 65
57º 074 - Mão 55
58º 037 - Rafael Zambra 40
59º 068 - Wilkerson Schubert 40
60º 027 - Rozelito Cruz 35
61º 035 - Samuel Ferreira 25
62º 058 - Cesar Reis 25
63º 066 - Eduarda Mietlicki 20
64º 043 - Bruno Veine 15
65º 048 - Filipe Moura 15
66º 006 - Will FS 0
67º 007 - Maico Rian 0
68º 020 - Davi Peixotto 0
69º 022 - Zeca Roscoe 0
70º 029 - Felipe Zelin 0
71º 034 - JEduardoCS 0
72º 036 - Bruno Marchese Pedra 0
73º 055 - Aymar 0
74º 059 - Maicow Teodoro 0
75º 064 - Alexandre Soares 0
76º 073 - Nylbert Oliveira 0

Bolão 2015 - Classificação GP de Mônaco - Individual

Segue classificação do Bolão na etapa de Mônaco do Mundia de F1:

070 - Guto Reis 30
005 - Debora Longen 25
028 - Andre #14 25
042 - Milton Junior 25
053 - Fabricio Dutra 25
058 - Cesar Reis 25
062 - Rodolfo Brandão 25
065 - Igor Noronha 25
076 - Rodrigo Pioio 25
10º 011 - Paulo Andre 20
11º 054 - Gabriel Carlos 20
12º 075 - Diego Lemos 20
13º 001 - Maradona 15
14º 002 - Roberto Sabbag 15
15º 003 - Alvaro Wanderley 15
16º 010 - Kelen Luzia 15
17º 016 - Juinor Gomes 15
18º 018 - Dan Chandler 15
19º 021 - Thales Ex-Ray 15
20º 031 - Alex Pedroni 15
21º 033 - M.Vitor Avancini 15
22º 040 - Francisco Wherther 15
23º 044 - Vitor Veine 15
24º 049 - Bruno Schossland 15
25º 051 - Carlos Araujo 15
26º 067 - Suiuk Vieira 15
27º 072 - Marcio 15
28º 008 - Leandro Santos 10
29º 012 - Renata Vasconcellos 10
30º 063 - Fabiano Vasconcelos  10
31º 004 - Camila Kaihatsu 5
32º 014 - Ciro dos Santos 5
33º 015 - Sonny Corleone 5
34º 019 - Rodrigo Carvalho 5
35º 024 - Gustavo Luzorio 5
36º 025 - Marco Aurelio Moreira 5
37º 026 - Renato Magalhães 5
38º 030 - Arthur Médici 5
39º 038 - Thiago Jones 5
40º 047 - Daniel Brizzante 5
41º 050 - Alfredo S2 Barrichello 5
42º 052 - Fausto Teixeira 5
43º 057 - Antonio Pacheco 5
44º 060 - Driele 5
45º 069 - Eduardo Rocha 5
46º 071 - Ted Alves 5
47º 074 - Mão 5
48º 006 - Will FS 0
49º 007 - Maico Rian 0
50º 009 - Edu Carvalho 0
51º 013 - JeanRii 0
52º 017 - Rai 0
53º 020 - Davi Peixotto 0
54º 022 - Zeca Roscoe 0
55º 023 - Orange Comet 0
56º 027 - Rozelito Cruz 0
57º 029 - Felipe Zelin 0
58º 032 - Andre Castilho 0
59º 034 - JEduardoCS 0
60º 035 - Samuel Ferreira 0
61º 036 - Bruno Marchese Pedra 0
62º 037 - Rafael Zambra 0
63º 039 - Guilherme Henrique 0
64º 041 - Diego Madruga 0
65º 043 - Bruno Veine 0
66º 045 - William Balbino 0
67º 046 - Gustavo Muller 0
68º 048 - Filipe Moura 0
69º 055 - Aymar 0
70º 056 - Bruno Arcuri 0
71º 059 - Maicow Teodoro 0
72º 061 - João Nilsen 0
73º 064 - Alexandre Soares 0
74º 066 - Eduarda Mietlicki 0
75º 068 - Wilkerson Schubert 0
76º 073 - Nylbert Oliveira 0


domingo, 24 de maio de 2015

Rosberg ganha liderança após erro da Mercedes com Hamilton e repete Senna com vitória em Mônaco. Nasr pontua*

*Por: Grande Prêmio

Inacreditável. Lewis Hamilton tinha uma vitória praticamente certa do GP de Mônaco. Líder de forma dominante durante praticamente toda a prova, o britânico foi chamado pela Mercedes para realizar um pit-stop adicional durante o período de safety-car gerado pela forte batida de Max Verstappen em Romain Grosjean. Foi um erro clamoroso da equipe campeã do mundo, que acabou proporcionando a vitória de Nico Rosberg neste domingo (24). Foi a terceira consecutiva do alemão no Principado, igualando Graham Hill, Alain Prost e Ayrton Senna, o último a alcançar tal feito. Sebastian Vettel terminou em segundo, enquanto Hamilton acabou tendo de se contentar com o terceiro lugar.

Ao fim da corrida, Niki Lauda, presidente não-executivo da Mercedes, se mostrou inconformado com o erro da equipe na tática de Hamilton. "Eu sinto muito. Vou pedir desculpas. Vamos analisar e entender como tomamos a decisão errada de chamá-lo aos boxes". O austríaco foi endossado por Toto Wolff, chefe da Mercedes. "Perdemos a corrida do Lewis com o erro. Pensamos que a diferença era diferente do que realmente era. Ele falou que tinha perdido a temperatura dos pneus, devíamos ter revisado e feito o julgamento correto. Pedimos desculpas. Jogamos fora a corrida dele", disse o dirigente à emissora Sky Sports.

Daniil Kvyat acabou terminando em quarto, seu melhor resultado na F1. O russo acabou sendo ultrapassado por Daniel Ricciardo, que ganhou sua posição após o período do safety-car, mas a Red Bull pediu que o australiano devolvesse a posição. Ricciardo finalizou em quinto, enquanto Kimi Räikkönen foi sexto. Sergio Pérez fez grande corrida pela Force India e garantiu um bom sétimo lugar. Destaque também para Jenson Button, que levou a McLaren aos primeiros pontos na retomada de casamento com a Honda. Oitavo lugar para o britânico, enquanto Fernando Alonso abandonou.

Felipe Nasr, em sua estreia correndo em Mônaco de F1, também conseguiu realizar uma bela prova. Sem se envolver em incidentes e com uma tocada madura, o jovem de 22 anos levou a Sauber novamente aos pontos depois de duas corridas longe do top-10. Beneficiado pelo abandono de Alonso, Nasr terminou a corrida em Monte Carlo em nono, enquanto Carlos Sainz Jr. foi décimo depois de ter largado em último. Felipe Massa não teve o mesmo bom desempenho do xará, acabou se envolvendo em um incidente na primeira volta e teve sua prova arruinada, terminando apenas em 15º.

Confira como foi o GP de Mônaco de F1: 

Boa parte da expectativa em torno do GP de Mônaco está sempre na tensa largada devido à curva Sainte Dévote, a primeira do lendário circuito de Monte Carlo. Apenas Nico Hülkenberg, Alonso, Valtteri Bottas, Will Stevens e Roberto Merhi largaram com pneus macios; os demais, com os supermacios. Ao apagar das luzes vermelhas, Hamilton manteve a liderança, seguido por Rosberg e Vettel. A primeira volta foi marcada por um incidente foi entre Alonso e Hülkenberg. O alemão tocou no carro da McLaren na entrada da Mirabeau e bateu no guard-rail, tendo de trocar a asa dianteira depois. Alonso acabou sendo punido em 5s pela direção de prova.

Massa também levou azar. O brasileiro, que já não vinha tendo um grande fim de semana, se envolveu em um enrosco na primeira volta e teve seu pneu dianteiro direito danificado, ficando bem para trás em relação aos seus oponentes. Restou a Felipe ir aos boxes para fazer a troca e também colocar um novo aerofólio, mas suas chances de conquistar um bom resultado, no caso, somar pontos, já tinham ido por água abaixo.

Lewis Hamilton mantém a liderança da corrida após a largada em Mônaco (Foto: AP)

Lá na frente, Hamilton tentava abrir vantagem perante Rosberg. Com seis voltas completadas, o britânico tinha pouco mais de 2s de frente em relação ao seu companheiro de equipe. Vettel vinha em terceiro e tentava acompanhar o ritmo de corrida da Mercedes. Mais atrás, Pastor lutava com Verstappen pela oitava colocação e travava um grande duelo com o adolescente holandês. Depois de fazer uma bela ultrapassagem, o venezuelano vinha com esperança de finalmente pontuar na temporada, mas depois se envolveu em um incidente com o piloto da Toro Rosso e levou a pior, tendo de abandonar novamente uma corrida em 2015. Maré de azar enorme para o sul-americano.

Alheio à disputa pelo pódio, ao menos nas primeiras voltas, Kvyat fazia bela corrida e estava à frente de Ricciardo — vencendo temporariamente o duelo interno da Red Bull —, com Räikkönen vindo apenas em sexto lugar. Pérez era outro que tinha bom ritmo de prova e seguia em sétimo lugar, andando à frente de Verstappen. As McLaren pareciam com muito potencial para finalmente chegar aos pontos em 2015, com Button em nono e Alonso fechando o top-10, ainda que o bicampeão do mundo tivesse prevista uma punição para cumprir. Nasr vinha logo atrás, em 11º.

Com os carros mais distantes uns dos outros e as diferenças mais ou menos consolidadas, o GP de Mônaco era uma corrida sem grandes emoções, muito mais baseada em táticas do que em disputas dentro da pista. Bottas, por exemplo, antecipou seu pit-stop e colocou pneus supermacios na 16ª volta, não precisando mais realizar nenhuma parada. A vantagem de Hamilton para Rosberg seguia relativamente confortável, enquanto Vettel tentava se aproximar do compatriota na luta pelo segundo lugar, mas o fato é que não havia nenhuma perspectiva para ultrapassagem.

Muito mais lentos, os carros da Manor Marussia ficavam para trás e eram os primeiros retardatários da prova. Mais um desafio para os líderes do GP de Mônaco, uma vez que o fator tráfego sempre acaba influindo nos rumos da disputa. Outro desafio era entender o rendimento dos pneus, uma vez que os compostos macios rendiam melhor em comparação ao supermacios, teoricamente mais rápidos.

Depois de se queixar via rádio de problemas nos freios do seu W06 Hybrid, Hamilton informou que tudo estava novamente de volta ao normal. E assim, o britânico acelerava ao limite para abrir vantagem em relação a Rosberg. Com 25 voltas já completadas, o bicampeão tinha mais de 4s de frente para Nico, mesmo tendo de lidar com o tráfego intenso na pista. Lewis, definitivamente, parecia ter a corrida na mão em Mônaco.

Em comparação com Hamilton, Rosberg negociou bem mal suas ultrapassagens no tráfego. Não à toa, a diferença subiu em mais de 2s, avançando para pouco mais de 6s. Lewis seguia voando na pista antes de parar, marcava 1min19s748, então melhor volta da corrida, enfiando 9s de vantagem para Rosberg na volta 31. Vettel seguia na cola do alemão da Mercedes e não o deixava escapar. Mais atrás, Kvyat, então quarto colocado, foi o primeiro dos ponteiros a fazer seu pit-stop, como também fizera Verstappen. Mas o holandês levou azar na colocação da roda traseira direita, perdendo mais de 30s nos boxes, arruinando suas chances de chegar aos pontos. Assim, Nasr alcançava a zona de pontuação em Mônaco.

Ainda sem parar para troca de pneus, Ricciardo seguia à frente de Räikkönen no duelo que valia a quarta colocação. Pérez ocupava o sexto posto, com Kvyat vindo logo atrás. Button finalmente parou para efetuar seu pit-stop na 37ª volta e seguia na zona de pontuação, assim como Alonso, mesmo depois de fazer sua parada e cumprir a punição pelo incidente com Hülkenberg. Nasr permanecia no top-10.

Massa teve problema no pneu no começo do GP de Mônaco (Foto: LAT Photographic)

Quando a corrida alcançou a metade das suas 78 voltas, a maioria dos pilotos realizou o pit-stop obrigatório, como Hamilton, Rosberg, Vettel, Ricciardo, Kimi e Pérez. Na prática, pouca coisa mudou nas colocações depois da troca de pneus, exceção feita a Räikkönen, que conseguiu ganhar a posição de Ricciardo devido ao melhor trabalho da Ferrari nos boxes em Monte Carlo. Lewis seguia confortável demais na liderança da corrida e apenas um grande erro ou um problema no seu carro lhe tiraria sua segunda vitória no GP de Mônaco.

Na volta 42, Massa realizou seu segundo pit-stop, agora para colocar pneus supermacios no seu FW37. Mas o brasileiro já estava uma volta atrás do líder Hamilton e à frente somente dos carros da Manor Marussia. Não havia qualquer perspectiva real de Felipe chegar aos pontos, diferente do seu xará Nasr, que passou a ocupar o nono lugar depois do abandono de Alonso, que encostou seu carro na área de escape da Sainte Dévote. Fernando foi outro piloto que viveu um terrível fim de semana em Mônaco.

O tráfego intenso em Mônaco gerou algumas situações curiosas e interessantes envolvendo Verstappen. Retardatário, porém com um ótimo ritmo de corrida, o talentoso holandês acompanhou Vettel, na esteira das bandeiras azuis, e conseguiu fazer boas ultrapassagens e ganhar posições importantes, passando Bottas e seu companheiro de Toro Rosso, Carlos Sainz Jr. O mais jovem piloto da história da F1 tentou fazer o mesmo com Grosjean, mas o franco-suíço impediu a manobra e manteve seu décimo lugar no GP de Mônaco, resistindo à pressão do adolescente. Era o único duelo de fato na corrida, que se aproximava do fim. Lá na frente, Hamilton era soberano e tinha mais de 17s de frente para Rosberg.

Mas a disputa entre Verstappen e Grosjean não terminou bem para o holandês, que bateu muito forte na entrada da Sainte Dévote. Grosjean acabou retardando a freada, e Max acabou batendo na Lotus e passou reto, acertando de frente e em cheio no soft-wall do trecho. O piloto acabou saindo do carro bem, mas a pancada fez com que a direção de prova acionasse o safety-car virtual e, segundos depois, o safety-car propriamente dito, para ajudar na retirada do STR10.

O acidente de Max Verstappen acabou mudando os rumos do GP de Mônaco deste domingo (Foto: Reprodução/Twitter)

Aí a prova mudou totalmente, já que Hamilton seguiu a orientação da equipe, que apostou em uma parada no fim, entrou nos boxes para colocar pneus supermacios, proporcionando a Rosberg ganhar a liderança da corrida, com Vettel assumindo o segundo lugar. Hamilton caiu para terceiro, mas com pneus mais novos e, teoricamente, mais rápidos. Lewis, via rádio, já reclamava com a equipe por ter perdido a corrida, cujo desfecho era imprevisível.

A relargada aconteceu na volta 71. Hamilton teria sete voltas para tentar brigar pela vitória, mas Rosberg disparou na frente, deixando a disputa entre Lewis e Vettel. Apesar do melhor rendimento dos pneus supermacios, o fato é que Sebastian defendia bem sua posição, não dando qualquer chance ao britânico, que acabou desistindo de lutar e acabar em terceiro, vendo seu principal oponente vencer novamente em Mônaco. Enquanto Rosberg festejava como nunca, Hamilton, cabisbaixo, mostrava enorme decepção com a decisão da Mercedes no fim da prova.

F1, GP de Mônaco, Monte Carlo, final:

 

terça-feira, 19 de maio de 2015

A Insustentável Leveza de Montecarlo

Por Carlos Frederico Pereira da Silva Gama




Numa F1 com mais países, mais corridas e mais dinheiro envolvido, os recordes caem facilmente diante de uma audiência globalizada de centenas de milhões que falam línguas diferentes.

Emerson Fittipaldi era o campeão mais jovem desde 1972, aí veio Fernando Alonso. E depois de Alonso, Sebastian Vettel. E hoje pilotos de 17 anos como Max Verstappen já marcaram pontos...

Alain Prost era o recordista de vitórias desde 1993, aí veio Michael Schumacher. Hoje temos três pilotos em condição de chegar perto de Schumacher em vitórias: Alonso, Vettel e Lewis Hamilton.

Ayrton Senna era o recordista de poles desde 1994. Aí veio Schumacher. Vettel e Hamilton têm condição de chegar a 69 poles position em suas ainda longas carreiras.

Prost tinha o recorde de voltas mais rápidas desde 1993. Aí veio Schumacher. E Kimi Raikkonen já igualou Prost. Com mais alguns anos, o finlandês pode superar o alemão.

Prost também tinha o recorde de pódios desde 1993. Aí veio Schumacher. Alonso, Vettel, Hamilton e Raikkonen ainda têm tempo de superar o alemão.

Riccardo Patrese tinha o recorde de GPs disputados desde 1993. Aí veio Rubens Barrichello. E hoje, entre outros, Jenson Button e Alonso podem quebrar essa marca.

Mas uma dúvida certamente permanece.

Será que alguém superará um dos recordes mais marcantes da história da F1?

As seis vitórias de Senna no Principado de Mônaco.
 

Monaco Grand Prix



O recorde de vitórias no Grande Prêmio de Mônaco – disputado desde 1929 – ficou durante 24 anos em mãos de Graham Hill, apelidado Mr. Mônaco. Em 1969 Hill venceu pela 5ª vez.

A primeira vitória de Senna foi em 1987. Com a belíssima Lotus-Honda, Senna venceu após a quebra do motor turbo de Nigel Mansell, da Williams-Honda, que era o melhor carro da época. O feito de Senna foi quase tão valorizado quanto um título, à época. A primeira vitória do Brasil em Montecarlo colocou Senna na liderança do Mundial, depois vencido por Nélson Piquet (Williams).
 

Senna debuta no Principado com Lotus-Honda turbo, 1987.



Senna comemorou em dobro sua primeira vitória, já que se considerava legítimo vencedor da edição de 1984. Com a frágil Toleman e num aguaceiro, Senna deixou para trás campeões mundiais como Niki Lauda. A prova foi interrompida quando Senna ultrapassava Prost. Valeu o resultado da volta anterior (a 31ª volta). Prost foi declarado vencedor. Começava uma rivalidade marcante.


Senna, o mais rápido na chuva com a Toleman-Hart turbo, 1984



No anos seguinte – despedida dos turbos na F1 – Senna estava ao volante de um carro invencível pela primeira vez na carreira. A McLaren-Honda turbo venceria 15 das 16 corridas do Mundial 1988 (8 de Senna, 7 de Prost). Em 15 delas largaria da pole-position (13 vezes Senna e apenas 2 Prost).

Uma das vitórias mais fáceis de Senna naquele ano teria sido em Montecarlo.

Senna fez a pole-position 1.427 à frente de Prost. 1 segundo e meio. Com o mesmo carro.

Quase 3 segundos atrás viria a primeira não-McLaren, a Ferrari de Gerhard Berger.

Montecarlo é única entre as pistas históricas da F1.

Nem um templo do automobilismo, como Monza. Nem um inferno como os 22 km de Nurburgring, desenhada pelas mãos de Adolf Hitler. Nem uma pista de testes da indústria automobilística, como Indianapolis. E também não era um aeroporto militar, como Silverstone.
 


Apesar do glamour da monarquia monegasca e dos iates de milionários e jet-setters internacionais enganarem os olhos, Montercarlo é algo mais prosaico: um conjunto de ruas.

Um estreito labirinto cortando o sinuoso litoral do Principado, entre cassinos, tabacarias e o famoso túnel onde Senna teria sentido a presença de Jesus Cristo (acelerando para além da imaginação).

Ruas são exigentes inclusive com carros invencíveis. A dificuldade do traçado nivela o equipamento. Sem espaço no mais das vezes para ultrapassagens, o controle do carro supera os cavalos no motor.

Montecarlo é daquelas pistas generosas com pilotos extraordinários, diante dos meramente bons.

Vale lembrar que Senna adorava pistas de rua. Como Detroit, onde venceu três vezes seguidas.

Em 1988 Senna fez sua especialidade: largou na pole e liderou as primeiras 66 voltas. Abriu mais de 1 minuto de vantagem para Prost. Em seguida, se distraiu e bateu no guard-rail. Fim de prova e vitória de Prost (sua 4ª por lá).

Senna prestes a pular o muro, sem a McLaren-Honda turbo, 1988


Seria a última frustração de Senna com as conquistas de Prost no Principado.

Em 1989 – já com motores aspirados – Senna novamente largou na pole.

E novamente colocou 1 segundo em Prost.

E dessa vez liderou todas as voltas e venceu com quase 1 minuto de dianteira.

O 2º lugar de Prost manteria o francês na ponta do Mundial, conquistado na batida de Suzuka.
 

Senna sem zebras, de McLaren-Honda aspirada, 1989


Em 1990, outro francês apareceria no caminho de Ayrton: o jovem Jean Alesi.

Com Prost numa forte Ferrari, Senna faria a pole com menos de meio segundo de vantagem.

Poucos milésimos atrás, em 3º, o prodígio Alesi, com uma frágil Tyrrell.

Prost aguentou 30 voltas atrás de Senna. Nas demais, Alesi ficou colado no brasileiro.

Chegou em 2º lugar pouco mais de 1 segundo atrás, performance memorável que lembrou 1984.

A vitória de Senna ajudaria na briga com Prost pelo título mundial, ganho numa batida...em Suzuka.

Alesi, Prost e Senna, de McLaren-Honda aspirada, 1990


Senna desfrutaria de seu último carro superior em 1991, quando venceu sem adversários as 4 primeiras corridas da temporada e o Mundial, por antecipação, em Suzuka (sem batida dessa vez).

A 4ª vitória foi exatamente o Grande Prêmio de Mônaco.

Senna fez mais uma pole. A surpresa foi a 2ª colocação da Tyrrell de Stefano Modena, apenas meio segundo atrás. A Tyrrell usava o motor Honda de Senna do ano anterior. O segundo melhor carro de 1991 (Williams-Renault) largaria apenas na 2ª fila com Patrese (6 décimos atrás) e 3ª fila (Mansell, 8 décimos atrás).

Modena ficou 42 voltas atrás de Senna até seu motor quebrar. Numa frágil Ferrari, Prost herdaria o 2º lugar mas o perderia para Mansell. Senna venceu com folga de 18 segundos.
 

Senna de boa voa no Principado, McLaren-Honda aspirada, 1991


Senna viveu seu ano mais difícil na F1 em 1992. Tinha um bom carro, a McLaren-Honda 4/7A com motor V12. Mas a Mclaren competia contra “um carro de outro mundo” – a obra-prima Williams-Renault FW14B, com todas as maravilhas tecnológicas conquistadas na era pós-turbo. Eram poucas as chances de vitória de Senna (ou de qualquer outro piloto) na primeira metade do ano. Na Williams, Mansell venceu as 5 primeiras corridas do ano largando da pole, com enormes vantagens.

Mansell largou na pole quase 1 segundo à frente do companheiro Patrese. E mais de 1 segundo à frente de Senna. Em Montecarlo. Isso era a prova do “carro de outro mundo” denunciado por Senna.

Nas 70 primeiras voltas Mansell abriu enorme vantagem e deu voltas em todos na pista, exceto Patrese e Senna. Sua melhor volta foi quase 2 segundos mais rápida que a melhor volta de Senna (e 2.5 segundos mais rápida que a melhor volta de Michael Schumacher no 3º melhor carro, Benetton).

Mas o Principado não perdoa distrações. Mansell tocou o guard-rail na volta 70 e danificou os pneus. Sua volta foi 30 segundos mais lenta que a de Senna, mais o tempo de parada nos boxes.

Mansell ficou uma volta preso com retardatários e perdeu mais 3 segundos. Mesmo assim, Senna tinha só 5 segundos de vantagem para o inglês, faltando 5 voltas. Mansell tirou 1 segundo na volta 73. E tirou 3 segundos na volta 74, quebrando o recorde da pista.

As ruas de Montercalo transformadas em circuito têm 3328 metros de extensão.

Nas 3 voltas finais: faltou pista para Mansell. Ou sobrou Senna na pista?

Torcemos loucamente pela vitória de Ayrton. Em Montecarlo tudo é possível.

A 5ª vez a gente nunca esquece. Senna iguala Graham Hill, McLaren-Honda aspirada, 1992.


A torcida era necessária. A vantagem do “carro de outro mundo” continuou em 1993.

E dessa vez, no lugar de Mansell, estava Prost. Em busca de seu quarto título.

E Senna dessa vez tinha se oferecido para correr de graça na Williams. E teve o dissabor de ser vetado pelo contrato de Prost – que tinha uma cláusula, digamos, anti-Senna.

Depois de ensaiar uma fuga para a Fórmula Indy, Senna assinou um contrato corrida a corrida com a McLaren, que já não teria mais os motores Honda e teria que se virar com uma versão inferior dos motores Ford da Benetton. A cada corrida Senna embolsou 1 milhão de dólares.

Era o preço a se pagar diante da vantagem da Williams.

Nos treinos de Mônaco a diferença se tornou constrangedora. Prost fez a pole 1 segundo à frente.

Entre Prost e Senna (dois erros nos treinos, duas batidas), o veloz Schumacher, pouco mais de meio segundo atrás. Schumacher ficou à frente de Senna no Mundial 1992. Era a nova estrela da F1.

Prost queimou a largada. Depois de 11 voltas liderando sem forçar, Prost fez uma parada desastrosa nos boxes para cumprir punição. Seu motor apagou. Prost voltou 1 volta atrás de Schumacher.

O alemão liderou também sem problemas 21 voltas. Até sua suspensão quebrar.

E Senna liderou as demais voltas sem ser incomodado pela outra Williams invencível, de Damon Hill.
Venceu com quase 1 minuto de vantagem. Uma vitória quase por acaso? E 1984?

Pela 6ª vez. Mr. Mônaco.

E líder – quase impossível – do Mundial de 1993, eventualmente vencido por Prost.

Prost queima. Schumacher quebra. Senna se torna Mr. Mônaco. McLaren-Ford aspirada, 1993.


Senna não teria a chance de uma sétima vitória, enfim na invencível Williams.

Morreria em 1994, em Imola, um GP antes de Montecarlo, juntamente com Roland Ratzemberger.

Na primeira pole da carreira de Schumacher, a 1ª fila do grid estava vazia.
 

A ausência de Ayrton Senna em Montecarlo, 1994.


O vazio sulcado nas ruas do Principado nunca foi preenchido (mesmo com 5 vitórias, Schumacher).

Mas uma coisa não mudou. Vitórias improváveis (como Olivier Panis, 1996) são possíveis por aqui.

Uma vez por ano, vemos a família real de Mônaco no pódio.

E nas ruas, todo dia, caímos na real. Recomeça o grande prêmio da vida.

Montecarlo é a síntese das contradições da F1. A democracia do asfalto e a aristocracia do pódio.

O mesmo braço que segura o volante durante 2 horas ergue o champagne por alguns segundos.

A insustentável leveza da vida.


(Carlos Frederico Pereira da Silva Gama é professor de Relações Internacionais da UFT e assiste o Grande Prêmio de Mônaco desde a Era de Ouro da F1)


 

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