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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Hamilton tira Massa da liderança e volta a colocar Mercedes na frente no penúltimo dia de testes da F1 em Barcelona*

*Por: Grande Prêmio

A Mercedes tornou a liderar um dia de testes da F1 em 2015. Neste sábado (28), Lewis Hamilton foi o dono da melhor marca entre os nove pilotos que treinaram no Circuito da Catalunha, em Barcelona, na Espanha. E usando pneus mais duros do que os adversários mais próximos.

Até a hora do almoço, a liderança pertencia a Felipe Massa e à Williams com um tempo de 1min23s262 nos compostos supermacios. Kimi Räikkönen, também com os supermacios, virou 1min23s276 na Ferrari.

Hamilton, à tarde, anotou 1min23s022 com os pneus macios no carro da Mercedes — equipe que segue sem usar os compostos mais moles que tem à disposição.

Lewis Hamilton liderou no Circuito da Catalunha (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

Mas não foi um dia de tanta quilometragem para a Mercedes, não perto do que o time já chegou a fazer nesta pré-temporada. Hamilton ficou um bom tempo parado nos boxes enquanto a equipe executava mudanças na parte mecânica do carro — nenhum problema foi confirmado.

Hamilton foi, portanto, 0s240 mais veloz que Massa, este sim dono de uma boa quilometragem. O brasileiro passou das 100 voltas e não enfrentou problemas. Ele tem comemorado a boa confiabilidade do seu carro. Räikkönen seguiu imediatamente atrás até o fim da tarde e fechou em terceiro lugar.

O dia teve pouquíssimas interrupções, ao menos até a hora final. Foi só então que aconteceram as duas bandeiras vermelhas do sábado. A primeira delas, causada pela Sauber de Marcus Ericsson. A segunda, pela Toro Rosso de Carlos Sainz. Ambos, no entanto, passaram confortavelmente das 100 voltas antes de enfrentarem as falhas mecânicas.

Sainz foi o quarto colocado, à frente de Romain Grosjean com a Lotus, e de Ericsson.

Hülkenberg, sétimo colocado, surprendeu pela excelente quilometragem. O segundo dia da vida do VJM08 da Force India foi ainda melhor que o primeiro, permitindo ao alemão completar 157 giros. Ninguém andou mais que ele, que igualou o total rodado por Nico Rosberg no primeiro dia de trabalhos da pré-temporada, em Jerez.

A McLaren Honda tornou a andar pouco. Kevin Magnussen, reserva do time, teve uma manhã tranquila e deu 38 voltas. À tarde, quando foi retomar as atividades, notou um vazamento de óleo que veio a encerrar os trabalhos. A equipe explicou que o vazamento aconteceu em um local muito fundo do chassi e era melhor fazer uma boa investigação para que Jenson Button tivesse um domingo livre de problemas.

O último dos 12 dias de testes da F1 antes de o campeonato de 2015 começar acontece neste domingo, também em Barcelona. A sessão vai das 5h às 14h (horário de Brasília) e será acompanhada AO VIVO e em TEMPO REAL pelo GRANDE PRÊMIO.

F1, Treinos coletivos, Barcelona, dia 7:

 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Williams anda rápido pela primeira vez, e Massa lidera quinto dia de testes de pré-temporada em Barcelona*

*Por: Grande Prêmio

Felipe Massa foi o piloto mais rápido do quinto dia de testes da F1 em Barcelona. Na primeira vez em que a Williams resolveu andar um pouco mais veloz, o brasileiro colocou pneus macios para cravar 1min23s500, o tempo mais rápido de todas as sessões de treino realizadas no Circuito da Catalunha.

A Williams, que havia prometido realizar uma simulação de classificação nesta semana em Barcelona, enviou Massa à pista com os compostos de banda amarela. Ele retornou aos boxes imediatamente após marcar este tempo. A melhora em relação aos pneus médios foi de 1s1.

Até então, o melhor tempo dos pneus macios havia ficado na casa de 1min24s5, na semana passada, com Daniel Ricciardo. Massa havia feito 1min26s com estes mesmos compostos na última sexta-feira.

Na comparação com a Mercedes, o melhor tempo das Flechas Prateadas continua sendo o 1min24s321 anotado por Nico Rosberg no domingo, com pneus médios. Portanto, se o alemão melhorar o mesmo que o brasileiro conseguiu, será 0s3 mais rápido. Nesta quinta-feira, Lewis Hamilton fez 1min24s881 com os médios antes de perder o restante do dia com um problema no MGU-K do F1 W06 Hybrid.

Hamilton, no entanto, foi o terceiro colocado. No fim da tarde, Marcus Ericsson usou pneus supermacios para marcar 1min24s276 — ainda acima do melhor tempo deste tipo de composto, conquistado por Romain Grosjean no domingo.

Felipe Massa foi o mais rápido da quinta-feira (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
O que chamou a atenção com relação a Ericsson foi um long-run que ele realizou durante a tarde, com tempos bastante consistentes em torno de 1min30s-1min31s enquanto ele usava pneus médios. Com pneus duros, o ritmo passou a oscilar mais. Felipe Nasr declarou no fim de semana que melhorar esse aspecto do carro era importante para o campeonato.

Em termos de bandeiras vermelhas e paralisações, o dia foi bastante tranquilo. Houve uma pausa de menos de dois minutos pela manhã depois que Daniil Kvyat ficou parado no fim do pit-lane e outra de 12 minutos à tarde devido à quebra da Toro Rosso de Carlos Sainz. Apesar disso, ambos voltaram a andar e passaram da casa das 70 voltas.

Kvyat foi o quarto colocado, com Romain Grosjean completando o top-5.

A McLaren Honda pouco andou. Somente sete voltas foram percorridas por Jenson Button antes que um vazamento no sistema hidráulico exigisse a troca do motor. Seu melhor giro cronometrado foi de 1min31s479.

A equipe acabou sendo mais notícia fora da pista do que dentro, com uma coletiva realizada por Ron Dennis para falar a respeito de Fernando Alonso. Ele admitiu que o espanhol ficou inconsciente após o acidente do último domingo, mas reafirmou que nenhuma lesão foi encontrada nos exames.

As atividades da F1 em Barcelona serão retomadas nesta sexta-feira com acompanhamento AO VIVO e em TEMPO REAL do GRANDE PRÊMIO. O treino começará às 5h (de Brasília).

F1, Treinos coletivos, Barcelona, dia 5:

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Grosjean lidera, mas Rosberg espanta com volta de pneus médios no fim de teste tumultuado em Barcelona*

*Por: Grande Prêmio

A Lotus pode ter ocupado as manchetes três vezes nesta semana, mas foi um tempo registrado pela Mercedes no fim da tarde deste domingo (22) em Barcelona que impressionou.

Se Romain Grosjean foi o líder, com uma volta de 1min24s067 usando pneus supermacios, o que Nico Rosberg fez para garantir o segundo tempo chamou a atenção. Com pneus médios, o alemão cravou 1min24s584 na primeira de seis voltas cronometradas consecutivas — ou seja, o tanque não estava tão vazio assim. Minutos depois, baixou para 1min24s321, também com médios.

Essa foi a primeira vez em que a Mercedes atraiu os olhares pelo o que fez perante ao cronômetro na pré-temporada. Até aqui, a equipe vinha apenas 'cozinhando o galo' e realizando testes que visavam mais a confiabilidade, o funcionamento dos sistemas e o comportamento do carro em condições de corrida.

Para efeito de comparação, o tempo da pole-position no GP da Espanha de 2014, com Rosberg e Lewis Hamilton se digladiando para tirar o máximo de performance do F1 W05 Hybrid, havia ficado na casa de 1min25s1. 

Nico Rosberg contorna a chicane com sua Mercedes em pneus médios no domingo (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

De longe, este domingo foi o dia mais tumultuado da pré-temporada. A começar pelo simples fato de que dois pilotos precisaram ser encaminhados para o Centro Médico após acidentes: Fernando Alonso e Carlos Sainz. Definitivamente, não foi um bom dia para corredores espanhóis de F1...

O acidente de Alonso foi o mais grave. A 35 minutos do fim da sessão da manhã, o bicampeão perdeu o controle da McLaren por uma causa ainda desconhecida na saída da curva 3 e se chocou contra o muro interno. O impacto foi lateral e sem muita força, mas ainda assim ele saiu do cockpit "confuso", como descreveram o pai e o empresário.

Alonso foi transportado de helicóptero para o Hospital General de Catalunya para mais exames, e lá se confirmou que não sofrera nenhuma lesão. Ainda assim, ele passará a noite em observação.

Por causa do lance, a McLaren não treinou na sessão da tarde e perdeu ainda mais tempo de testes, um bem imaterial bastante escasso na F1 atual. Até a batida, o MP4-30 dera 20 voltas e registrara na melhor delas 1min27s956. À tarde, Jenson Button, que andou muito pouco na quinta-feira e no sábado, entraria no carro para tentar acumular mais quilometragem.
Fernando Alonso é levado de helicóptero para hospital em Barcelona (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
O outro acidente, de Sainz, aconteceu na mesma curva 3, mas metros antes. O jovem da Toro Rosso perdeu a traseira do carro e foi para a caixa de brita. O impacto não teve consequências mais graves e ele foi liberado rapidamente do Centro Médico. Ainda, uma outra bandeira vermelha se fez necessária devido a saídas de pista: Rosberg deixou o traçado na curva 5 no início da manhã.

Outras três paralisações ocorreram por falhas mecânicas: primeiro, com a Force India de Nico Hülkenberg; depois, com a Williams de Valtteri Bottas; por fim, com a Sauber de Felipe Nasr.

No mais, outros dois pilotos foram capazes de entrar na casa de 1min24s. Daniil Kvyat, o terceiro mais rápido, marcou 1min24s941 com pneus macios, e Nasr, 1min24s956, com supermacios.
Nasr perdeu toda a manhã nos boxes enquanto a Sauber consertava um problema mecânico e teve uma tarde relativamente tranquila até parar na pista no fim da sessão.

As maiores quilometragens ficaram com Nico Rosberg e Valtteri Bottas, ambos alcançando 13 dezenas de giros ao redor do Circuito da Catalunha. Sebastian Vettel também andou com a Ferrari, concentrando-se no acerto do chassi e em avaliações de pneus, e foi oitavo, mas não chegou a melhorar seu tempo da manhã.

Terminada a segunda bateria de testes, a F1 continua em Barcelona para a terceira e última: mais quatro dias de treinos acontecem entre os dias 26 de fevereiro e 1º de março. O GRANDE PRÊMIO, mais uma vez, fará cobertura AO VIVO e em TEMPO REAL.

F1, Treinos coletivos, Barcelona, dia 4:

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Diretor da Lotus crê que Grosjean e Maldonado lutarão por pódio em 2015*

*Por: GloboEsporte

Como sempre acontece nas entrevistas com o argentino Federico Gastaldi, diretor geral da equipe Lotus, a entrevista acaba se tornando uma longa, agradável e proveitosa conversa. Nesse encontro com o repórter do GloboEsporte.com, nesta quinta-feira no Circuito da Catalunha, em Barcelona, Gastaldi revelou, por exemplo, o que a escuderia está fazendo, agora, para apagar da memória a pior temporada da sua história, a do ano passado, e as razões de sua organização passar de candidata ao título, em 2013, a uma das últimas em 2014.

“Pode parecer ousadia, mas vejo potencial no projeto deste ano da Lotus para lutar pelas primeiras colocações, como fizemos em 2012 e 2013”, diz Gastaldi. “Os testes aqui de Barcelona vão mostrar melhor nosso potencial. Dispomos, agora, da melhor unidade motriz da F1, Mercedes, e o grupo que trabalha em Enstone (Inglaterra) reputo como dos mais capazes.” Falou mais: “Essencialmente foi a nossa estrutura que permitiu a Benetton e Renault, como o time já se chamou, serem campeões e lutar pelo campeonato em 2012 e 2013.”

Pastor Maldonado foi o piloto mais rápido do primeiro dia de testes de Barcelona (Foto: Getty Images)
Acidentes de percurso como o de 2014 podem acontecer, comentou. Em 2013, a Lotus marcou 315 pontos, chegou ao pódio 14 vezes, Kimi Raikkonen poderia ter sido campeão. Mas apenas uma temporada depois, seus pilotos, Pastor Maldonado e Romain Grosjean, os mesmos de hoje, marcaram pontos em três etapas somente, 10 no total, ou 305 a menos de 2013.

“Tivemos muitos problemas com a unidade motriz da Renault. E nosso carro apresentava uma falha aerodinâmica que só foi percebida tarde demais (no GP da Bélgica, 12.º do calendário, dia 28 de agosto)”, diz o diretor da Lotus. Mas o planejamento para permitir ao time chegar com frequência ao pódio, este ano, começou bem antes.

 “Todos que trabalhavam com a Renault enfrentavam sérias dificuldades. Nos treinos do GP de Mônaco, Pastor deixou os boxes e ainda na volta de aquecimento parou na pista por causa da unidade motriz. Nesse instante decidimos que precisávamos trocar nosso fornecedor”, conta Gastaldi. O que aconteceu a seguir surpreendeu ele e o sócio da Lotus, Gerhard Lopez, de Luxemburgo.

“Procuramos a direção da Mercedes já naquele fim de semana. E qual não foi a nossa alegria ao saber que seria possível competir com a unidade motriz deles. E importante também, o custo era bem menor que o da Renault, não sabíamos disso”, conta, rindo, o argentino.

O desmantelamento de parte do grupo técnico da Lotus da mesma forma teve responsabilidade no desastre de 2014. “Eu considero James Allison como um dos mais competentes diretores técnicos da F1. E ele aceitou o desafio de coordenar os projetos da Ferrari”, explicou Gastaldi. Junto com ele foi o especialista em aerodinâmica Dirk de Beer. “Mas os demais engenheiros permaneceram. Allison não trabalhava sozinho. E é esse grupo, agora coordenado por outro engenheiro capaz, Nick Chester, que produziu o bom carro que temos este ano.” E emendou: “Agora mais maduro”.

Trocar Kimi Raikkonen, campeão do mundo de 2007, e grande responsável pelos brilhantes campeonatos de 2013 e 2014 da Lotus, pelo venezuelano Pastor Maldonado não fez a escuderia perder tanta força como os números do ano passado sugerem, na opinião do dirigente. “Pastor já venceu corrida (GP da Espanha de 2012, com Williams). Se lhe dermos um bom carro voltará a vencer. E Romain, conhecemos, é outro que com um carro eficiente vai lutar pelas vitórias, tenha a certeza disso, amadureceu muito.”

Nos paddocks da F1 não há quem não comente sobre a situação financeira difícil da Lotus, Sauber e Force India. Procede, diretor? “Perdemos a conta do número de reuniões que tivemos com o senhor Bernie Ecclestone e os representantes de outros times. E ao longo do ano passado não avançamos um único centímetro nas mudanças que consideramos importantes não apenas para nós, para essencialmente para a F1.”

Alguns valores alimentados pela F1 são impressionantes para o diretor da Lotus. “Há muita vaidade aqui, este é um mundo de egos imensos. Há interesses de toda natureza. Eles não enxergam que somos importantes também para eles. O que está mais errado aqui é alguns, que já têm muito dinheiro, ficarem com a parte do leão do gerado pelo show. E os que não têm tanto, ou bem menos, receberem tão menos. É um modelo que não funciona.”

Equipes como Ferrari, Mercedes, McLaren, RBR têm garantido na divisão do dinheiro da F1 valores bastante elevados; a partir deste ano ainda mais, com o novo Acordo da Concórdia. Essa é a revolta de Lopez e Gastaldi, da Lotus, Monisha Kaltenborn, Sauber, e Vijay Mallya, Force India. Em bloco os três pressionam Ecclestone a rever o critério, curiosamente não definido por ele, mas muito pelos responsáveis das maiores equipes da F1, “que têm muita força”.

Mesmo com tudo isso jogando contra, afirma Gastaldi, a Lotus ainda irá dispor, este ano, de um orçamento que a permitirá voltar a crescer. “Não se compara com o desses times que recebem muito mais de nós, mas em 2012 e 2013 com menos da metade deles quase chegamos lá. Temos potencial, depois dos erros do ano passado, de voltarmos a ser bem competitivos.”


A nova F1 é bem vista pelo diretor da Lotus. Motores de 1000 cavalos, carros e motores mais largos vão ao encontro do que os fãs desejam. Sua visão, contudo, é a de que não teria sentido tentar implantá-la já em 2016.

“Como? Nós votamos no que é melhor para a F1. Não haveria como nos preocuparmos com o atual campeonato e, ao mesmo tempo, manter um programa completamente distinto, pois o conhecimento de hoje não servirá para nada nessa nova F1.” A Lotus não tem, como explicou, alguém que tire dinheiro indefinidamente do bolso. “Como existe na F1.”

Nesta quinta-feira, Maldonado recorreu a alguns recursos conhecidos na F1, como manter pouca gasolina no tanque e usar os pneus macios da Pirelli, mais aderentes, para estabelecer o melhor tempo do primeiro dia de treinos da segunda série da pré-temporada. O venezuelano registrou 1min25s011, seguido por Kimi Raikkonen, com a Ferrari SF15-T, ratificando os dotes do carro italiano, com o tempo de 1min25s167.

Mas também é verdade que Maldonado completou 69 voltas no exigente traçado de 4.655 metros, o que mostra quem além de o E23-Mercedes da Lotus ser rápido, em condições favoráveis, é confiável.

Pastor Maldonado colocou a Lotus no topo da tabela de tempos em Barcelona (Foto: Divulgação)