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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Ferrari encerra rumores sobre Bottas e anuncia renovação com Räikkönen para temporada 2016 da F1*

*Por: Grande Prêmio

Em meio às várias dúvidas sobre qual seria o companheiro de Sebastian Vettel em 2016, especialmente após as conversas entre Ferrari e Valtteri Bottas ficarem claras, o time italiano confirmou nesta quarta-feira (19) que Kimi Räikkönen permanece por pelo menos mais um ano em Maranello.
 
O campeão mundial de 2007 está 84 pontos atrás de Vettel no Mundial de Pilotos e obteve como melhor resultado no ano o segundo lugar no GP do Bahrein. O nórdico abriu a temporada recebendo elogios, mas já chegou a ouvir críticas abertas do chefe Maurizio Arrivabene por erros cometidos em momentos cruciais, como no GP do Canadá, quando rodou e perdeu o terceiro lugar justamente para Bottas.
Quando já parecia quase fora do páreo, Räikkönen, de 35 anos, recebe a chance de disputar mais uma temporada após um ano e meio de decepção desde que voltou à Ferrari.

"A Scuderia Ferrari comunica que renovou o acordo de colaboração com Kimi Räikkönen. A próxima temporada a equipe estará novamente formada novamente pelo piloto finlandês e por Sebastian Vettel”, disse a Ferrari em comunicado.

Kimi Räikkönen está garantido por pelo menos mais uma temporada em Maranello (Foto: AP)

É importante para a equipe ter um piloto experiente, já que o momento é de evolução com um novo trabalho. Mas inclusive as reclamações de Pat Symonds, dizendo abertamente que as conversas entre Bottas e a Ferrari acabariam atrapalhando a Williams, davam a clara sensação de que o jovem nórdico era favorito para andar ao lado de Vettel.
 
A única barreira estimada para a ida do piloto à Ferrari era a multa rescisória, estipulada em cerca de R$ 41 milhões. A imprensa italiana chegou a cravar que a equipe pagaria, mas Bottas chegou a afirmar que não sabia de onde tantos rumores saíam.

O anúncio indica ser um prelúdio de uma temporada de poucas grandes mudanças de pilotos das equipes top, ao contrário do ano passado. Com Räikkönen permanecendo na Ferrari e Lewis Hamilton já tendo renovado com a Mercedes, os pilotos de Mercedes e Ferrari estão sob contrato. Assim, Valtteri Bottas deve permanecer em Grove com a Williams, onde Felipe Massa também fica. 
 
Com essas portas se fechando, Nico Hülkenberg acaba ficando sem mercado e, a não ser que sua falta de parceiros comerciais tão fortes acabem fazendo com que a Force India pretenda ir por outro caminho, o que não parece ser o caso, ele deve seguir onde está. Daniel Ricciardo também fica sem mercado para uma possível saída da Red Bull.
 
A grande dúvida permanece sendo na McLaren, onde Fernando Alonso fica, mas Jenson Button só fica se a equipe decidir acionar uma cláusula opcional do contrato. Mesmo que escolha cortar Button, o caminho claro da McLaren parece ser um de seus jovens pilotos, Kevin Magnussen ou Stoffel Vandoorne.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Raikkonen feliz com engenheiro de corrida britânico*

*Por: AutoRacing

Dave Greenwood e Kimi Raikkonen

Kimi Raikkonen agora está feliz com o relacionamento com seu engenheiro de corrida. No ano passado, o finlandês enfrentou dificuldades para se adaptar a trabalhar com o italiano Antonio Spagnolo.

Raikkonen supostamente queria levar com ele para a Ferrari seu engenheiro de confiança Mark Slade, com quem ele venceu corridas na McLaren e novamente na Lotus.

Contudo, Slade não quis se mudar para a Itália. Portanto, Raikkonen agora está trabalhando com outro britânico, Dave Greenwood, que veio da Marussia.

“Dave é realmente inteligente e faz as coisas exatamente como elas devem ser feitas”, declarou o campeão mundial de 2007 ao jornal Turun Sanomat. “É mais fácil trabalhar com um inglês”, acrescentou Raikkonen. “Sim, Dave me lembra Mark. Os dois sabem o que eu quero”.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

O retorno do Homem de Gelo



Por Lucas Costa


Eletrizante. Talvez o melhor desse início de temporada. Esse GP do Bahrein marcou o retorno ao pódio de um campeão mundial que pode voltar a disputar o título.

Campeão em 2007, o finlandês Kimi Raikkonen teve uma atuação muito boa, superando seu companheiro Sebastian Vettel, que havia subido ao pódio nas três primeiras corridas, inclusive com uma vitória na Malásia. Desde seu retorno à Fórmula 1, o “Homem de Gelo” só havia vencido duas vezes. Em 2012, pela Lotus, venceu em Abu Dhabi o último GP daquela temporada e quebrou dois tabus. O primeiro foi de voltar a vencer na categoria máxima do automobilismo, o que não acontecia desde 2009, quando venceu o GP da Bélgica, ainda pela Ferrari. O segundo foi o fato de ser a primeira vitória da lendária equipe Lotus em décadas. A tradicional equipe teve sua última vitória em 1987, com Ayrton Senna, no GP do Leste dos EUA.

Em 2014, no retorno à Ferrari, o desempenho do finlandês foi pífio. Nenhum pódio e o décimo segundo lugar no campeonato, com 55 pontos. O carro de 2015 dava esperança pra sonhar, até pelo bom desempenho durante a pré-temporada, mesmo sem liderar uma vez sequer.

Na Austrália, Raikkonen abandonou após erro da equipe em um pit-stop. Na Malásia e na China, chegou na quarta colocação. E no Bahrein, conseguiu superar seu companheiro após um festival de erros do mesmo. E se tivessem mais três ou quatro voltas, Kimi poderia alcançar Lewis Hamilton e até voltar a vencer. Tirando a primeira corrida, ele teve bons desempenhos nas últimas três.

Desde sua estreia na Fórmula 1, em 2001, seu melhor desempenho aconteceu na temporada de 2005, quando foi vice campeão pela McLaren. Na época, o finlandês venceu sete das dezenove corridas. Uma vitória a mais do que em 2007, quando conquistou seu primeiro e único título até aqui.

Vamos agora para a quinta corrida da temporada, na Espanha, onde o Homem de Gelo já venceu duas vezes. Sua última vitória aconteceu no GP da Austrália de 2013, ainda pela Lotus. Será que Kimi Raikkonen ressurge de vez?




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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Hamilton tira Massa da liderança e volta a colocar Mercedes na frente no penúltimo dia de testes da F1 em Barcelona*

*Por: Grande Prêmio

A Mercedes tornou a liderar um dia de testes da F1 em 2015. Neste sábado (28), Lewis Hamilton foi o dono da melhor marca entre os nove pilotos que treinaram no Circuito da Catalunha, em Barcelona, na Espanha. E usando pneus mais duros do que os adversários mais próximos.

Até a hora do almoço, a liderança pertencia a Felipe Massa e à Williams com um tempo de 1min23s262 nos compostos supermacios. Kimi Räikkönen, também com os supermacios, virou 1min23s276 na Ferrari.

Hamilton, à tarde, anotou 1min23s022 com os pneus macios no carro da Mercedes — equipe que segue sem usar os compostos mais moles que tem à disposição.

Lewis Hamilton liderou no Circuito da Catalunha (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

Mas não foi um dia de tanta quilometragem para a Mercedes, não perto do que o time já chegou a fazer nesta pré-temporada. Hamilton ficou um bom tempo parado nos boxes enquanto a equipe executava mudanças na parte mecânica do carro — nenhum problema foi confirmado.

Hamilton foi, portanto, 0s240 mais veloz que Massa, este sim dono de uma boa quilometragem. O brasileiro passou das 100 voltas e não enfrentou problemas. Ele tem comemorado a boa confiabilidade do seu carro. Räikkönen seguiu imediatamente atrás até o fim da tarde e fechou em terceiro lugar.

O dia teve pouquíssimas interrupções, ao menos até a hora final. Foi só então que aconteceram as duas bandeiras vermelhas do sábado. A primeira delas, causada pela Sauber de Marcus Ericsson. A segunda, pela Toro Rosso de Carlos Sainz. Ambos, no entanto, passaram confortavelmente das 100 voltas antes de enfrentarem as falhas mecânicas.

Sainz foi o quarto colocado, à frente de Romain Grosjean com a Lotus, e de Ericsson.

Hülkenberg, sétimo colocado, surprendeu pela excelente quilometragem. O segundo dia da vida do VJM08 da Force India foi ainda melhor que o primeiro, permitindo ao alemão completar 157 giros. Ninguém andou mais que ele, que igualou o total rodado por Nico Rosberg no primeiro dia de trabalhos da pré-temporada, em Jerez.

A McLaren Honda tornou a andar pouco. Kevin Magnussen, reserva do time, teve uma manhã tranquila e deu 38 voltas. À tarde, quando foi retomar as atividades, notou um vazamento de óleo que veio a encerrar os trabalhos. A equipe explicou que o vazamento aconteceu em um local muito fundo do chassi e era melhor fazer uma boa investigação para que Jenson Button tivesse um domingo livre de problemas.

O último dos 12 dias de testes da F1 antes de o campeonato de 2015 começar acontece neste domingo, também em Barcelona. A sessão vai das 5h às 14h (horário de Brasília) e será acompanhada AO VIVO e em TEMPO REAL pelo GRANDE PRÊMIO.

F1, Treinos coletivos, Barcelona, dia 7:

 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Williams anda rápido pela primeira vez, e Massa lidera quinto dia de testes de pré-temporada em Barcelona*

*Por: Grande Prêmio

Felipe Massa foi o piloto mais rápido do quinto dia de testes da F1 em Barcelona. Na primeira vez em que a Williams resolveu andar um pouco mais veloz, o brasileiro colocou pneus macios para cravar 1min23s500, o tempo mais rápido de todas as sessões de treino realizadas no Circuito da Catalunha.

A Williams, que havia prometido realizar uma simulação de classificação nesta semana em Barcelona, enviou Massa à pista com os compostos de banda amarela. Ele retornou aos boxes imediatamente após marcar este tempo. A melhora em relação aos pneus médios foi de 1s1.

Até então, o melhor tempo dos pneus macios havia ficado na casa de 1min24s5, na semana passada, com Daniel Ricciardo. Massa havia feito 1min26s com estes mesmos compostos na última sexta-feira.

Na comparação com a Mercedes, o melhor tempo das Flechas Prateadas continua sendo o 1min24s321 anotado por Nico Rosberg no domingo, com pneus médios. Portanto, se o alemão melhorar o mesmo que o brasileiro conseguiu, será 0s3 mais rápido. Nesta quinta-feira, Lewis Hamilton fez 1min24s881 com os médios antes de perder o restante do dia com um problema no MGU-K do F1 W06 Hybrid.

Hamilton, no entanto, foi o terceiro colocado. No fim da tarde, Marcus Ericsson usou pneus supermacios para marcar 1min24s276 — ainda acima do melhor tempo deste tipo de composto, conquistado por Romain Grosjean no domingo.

Felipe Massa foi o mais rápido da quinta-feira (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
O que chamou a atenção com relação a Ericsson foi um long-run que ele realizou durante a tarde, com tempos bastante consistentes em torno de 1min30s-1min31s enquanto ele usava pneus médios. Com pneus duros, o ritmo passou a oscilar mais. Felipe Nasr declarou no fim de semana que melhorar esse aspecto do carro era importante para o campeonato.

Em termos de bandeiras vermelhas e paralisações, o dia foi bastante tranquilo. Houve uma pausa de menos de dois minutos pela manhã depois que Daniil Kvyat ficou parado no fim do pit-lane e outra de 12 minutos à tarde devido à quebra da Toro Rosso de Carlos Sainz. Apesar disso, ambos voltaram a andar e passaram da casa das 70 voltas.

Kvyat foi o quarto colocado, com Romain Grosjean completando o top-5.

A McLaren Honda pouco andou. Somente sete voltas foram percorridas por Jenson Button antes que um vazamento no sistema hidráulico exigisse a troca do motor. Seu melhor giro cronometrado foi de 1min31s479.

A equipe acabou sendo mais notícia fora da pista do que dentro, com uma coletiva realizada por Ron Dennis para falar a respeito de Fernando Alonso. Ele admitiu que o espanhol ficou inconsciente após o acidente do último domingo, mas reafirmou que nenhuma lesão foi encontrada nos exames.

As atividades da F1 em Barcelona serão retomadas nesta sexta-feira com acompanhamento AO VIVO e em TEMPO REAL do GRANDE PRÊMIO. O treino começará às 5h (de Brasília).

F1, Treinos coletivos, Barcelona, dia 5:

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O dia em que Kimi Raikkonen falou


Por: Carlos Frederico Pereira da Silva Gama

Kimi Raikkonen não falou muito quando largou, há quase 10 anos, no grande prêmio do Japão, disputado na pista da Honda em Suzuka, em 9 de outubro de 2005.

O dia de chuva que precedeu a corrida foi de surpresas. A grande rival da Honda, a Toyota, fez uma surpreendente pole com Ralf Schumacher, o nem tão rápido irmão. O irmão mais rápido ficou 6 segundos atrás, em 14º.

O campeão mundial de 2005, Fernando Alonso – mais jovem campeão da história da F1 até então, primeiro e único de sua geração a derrotar Michael Schumacher numa disputa de título – seria o 16º. Alonso tinha o melhor carro do ano, a Renault. 8 segundos atrás do pole.

Kimi – com uma rápida, mas frágil McLaren-Mercedes – fez apenas o 17º tempo. 16 segundos atrás.

A madrugada de sábado para domingo no Brasil chegou com sol em Suzuka.
Múltiplas batidas (como as de Rubens Barrichello, de saída da Ferrari, e Takuma Sato) na largada favoreceram a recuperação de Alonso.

Ao fim da primeira volta, o genial espanhol já era o 8º colocado.

Kimi saiu da pista e caiu para antepenúltimo lugar. Que terá dito o finlandês?

Encerrando a carreira na Sauber, o campeão mundial de 1997 Jacques Villeneuve jogou Juan Pablo Montoya (na outra McLaren) para fora da pista.

O carro de segurança entrou na pista.

Na relargada, Kimi foi passando. Um a um.
Passou Alonso. Depois Schumacher.
Com as paradas, faltava Giancarlo Fisichella, o Físico.
De 17º para 2º lugar.
A maior performance em Suzuka desde a vitória de Ayrton Senna em 1988.
Kimi chegou, Fisichella viu e fechou a porta. Faltavam duas voltas.
Na última volta, a reta curva (Galvão) viu Raikkonen e Fisichella lado a lado.


E aí aconteceu isso:




O chefe da McLaren, Ron Dennis, falou muito após o GP:



E Kimi?

“What a sensacional race, Kimi” (Conferência de imprensa após o GP)
“Yes...” (Kimi)


 

Tudo o que coube nessa fala motivou, 10 anos depois, uma homenagem. 

O que Kimi Raikkonen teria dito na linha de chegada?

KIMI VOITTAA KIMI (“Kimi Kimi win” em finlandês)



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