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sexta-feira, 20 de março de 2015

Mesmo sem terminar GP da Austrália, Lotus se diz satisfeita com desempenho e já traça como meta alcançar Williams*

*Por: Grande Prêmio

Depois de apresentar uma melhora significativa e exibir uma performance promissora no GP da Austrália, a Lotus afirmou que agora a meta é alcançar a Williams. A equipe de Enstone trocou os motores da Renault pelos Mercedes para 2015 e conseguiu conceber um carro menos problemático do que o modelo da temporada 2014.

No grid em Melbourne, Romain Grosjean e Pastor Maldonado disputaram o Q3 e saíram em oitavo e nono, respectivamente. Na corrida, o venezuelano acabou se envolvendo em um toque ainda na primeira curva depois da largada e abandonou. O francês não completou a prova devido a problemas na unidade de força, também na volta inicial.

Ainda assim, o diretor-técnico da esquadra preta e dourada, Nick Chester, afirmou que está "razoavelmente feliz" como desempenho apresentado por seus comandados na etapa australiana, mas quer mais.

Pastor Maldonado acabou sendo atingido e abandonou a prova logo no início (Foto: Getty Images)

"Nós achamos que é possível entrar no Q3 regularmente, mas há mais coisas que queremos neste ano, como reduzir a lacuna para Williams e se afastar ainda mais do grupo que vem imediatamente atrás de nós", explicou o dirigente.

"O desempenho do carro foi muito bom desde o início. Os pilotos ficaram felizes, o carro é fácil de pilotar e trabalha bem com os pneus. No sábado, a performance definitivamente estava lá e conseguimos colocar os dois carros no Q3", acrescentou.

Chester tem certeza ainda de que, sem os infortúnios, o time poderia ter terminado o GP no Albert Park entre os cinco primeiros. "Se não tivesse acontecido o infeliz acidente e o vazamento do sistema de ar de carga, provavelmente estaríamos lutando pelo quinto e sexto", afirmou.

“Ambos os pilotos se classificaram à frente de Felipe Nasr, que fechou a corrida em quinto. Nosso desempenho na sexta-feira foi muito bom, então não razão para não querer nesse resultado", encerrou o diretor-técnico da Lotus.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Protagonismo



Por: Jpaulo Silva


Esse é o papel que as 10 equipes e os 20 pilotos inscritos para a 66ª temporada de Fórmula 1 esperam alcançar nas 20 etapas deste ano. Protagonismo que faz com que os "iguais" se destaquem dos outros em suas áreas de atuação...o palco das pistas.

Ferrari - que vem de um período turbulento e de profundas mudanças, desde a saída do mandatário Lucca di Montezemollo, trouxe o germânico Vettel para ver se consegue repetir os tempos de glória do compatriota e multi campeão Schumacher.

McLaren - que vem de um jejum de 6 anos sem títulos, e que não saboreia o gosto da vitória há um bom tempo, espera voltar a ser forte e protagonizar uma temporada fantástica, como nos tempos do mitológico Senna, agora com Alonso e Honda.

Willians - que assumida pela filha de Sir Frank, mostrou ser capaz de fazer frente em certos momentos às quase imbatíveis flechas de prata, agora espera repetir a dose e, quem sabe, superar a equipe mantenedora de seus motores.

Red Bull - que perdeu para a Ferrari sua principal estrela, o tetra campeão Sebastien Vettel, agora busca a motivação no surpreendente Daniel Ricciardo para voltar ao auge.

Mercedes - que venceu a temporada passada de forma arrasadora, espera manter o protagonismo que lhe rendeu um título inédito graças aos desempenhos fantásticos de Nico Rosberg e Lewis Hamilton.

Lotus, Force India, Sauber e STR - que não querem carregar o título de pior do ano em 2015, estão longe de serem as protagonistas nesse espetáculo chamado de Fórmula 1. Continuam sendo as figurantes que auxiliam no enredo de manobras, batidas e ultrapassagens que tanto gostamos de acompanhar pela TV.

O espetáculo começa no dia 15/03 em Melbourne (Austrália) e se encerra no dia 29/11 em Yas Marina (Abu Dhabi), onde sairão consagrados a equipe e o piloto protagonista da história da F1 2015.

Boa temporada!!!



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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Análise: o que revelou a primeira semana de testes da F1 em Barcelona?*

*Por: Renan do Couto

A segunda semana de testes da pré-temporada da F1 talvez tenha sido ainda mais inconclusiva do que a primeira, com os times trabalhando em programas muito diferentes.

O foco de ninguém foi em performance até aqui. Depois de dedicar o primeiro teste principalmente à confiabilidade e à checagem dos sistemas, bem como às comparações entre os carros deste ano e os do ano passado, em Barcelona foi a hora de explorar um pouco mais os equipamentos. Verificar acertos diferentes, uma ou outra peça nova para alguns, comparar pneus, e por aí vai.

Os últimos quatro dias mantiveram a impressão de que a Ferrari realmente melhorou, mas foi a Mercedes em arregalou os olhos do povo no fim da tarde de domingo (22). Nico Rosberg cravou 1min24s321 com pneus médios, o segundo melhor tempo da semana. É difícil se saber com quanto combustível, por exemplo, Red Bull e Ferrari andaram em 1min24s5 com compostos macios. Entretanto, se é que alguém fica surpreso com isso, mais uma vez o sinal de alerta foi aceso pelas Flechas Prateadas.

A Lotus, líder no combinado dos tempos e em três dos quatro dias, foi um destaque por mostrar progresso em relação ao ano passado. Em parte, isso vem de um chassi melhor, em parte, da mudança para o motor Mercedes. Mas seus tempos foram artificiais, cravados com pneus supermacios.

Já a McLaren Honda continua seu calvário.

GRANDE PRÊMIO traz um resumo, equipe por equipe, dos trabalhos executados na segunda das três baterias de testes desta pré-temporada:

Lotus E23 de Pastor Maldonado na pista de Jerez (Foto: Reprodução/Twitter)

LOTUS MERCEDES
P1
Romain Grosjean — 1min24s064 — 111 voltas
P3 Pastor Maldonado — 1min24s348 — 173 voltas
P14 Jolyon Palmer — 1min26s280 — 77 voltas

A Lotus liderar três dos quatro dias de testes não deixou de ser uma surpresa, mas está claro para todos que esse posicionamento foi artificial. A equipe usou pneus supermacios para marcar seus melhores tempos. A visão dos pilotos é de que o carro melhorou, é mais estável e previsível. O que precisa ser aprimorado, agora, é a confiabilidade, segundo Pastor Maldonado. Na manhã do primeiro dia, duas falhas em sensores deixaram o venezuelano parado na pista. Também foi preciso trocar a embreagem. Mesmo assim, a quilometragem foi relativamente boa. O programa foi dedicado à avaliação de componentes aerodinâmicos, dos diferentes tipos de compostos e de acertos. Uma simulação de corrida de Maldonado foi interrompida pela chuva, mas ele disse que o ritmo até então era bom. Campeão da GP2, Jolyon Palmer teve a chance de treinar por um dia.

Nico Rosberg fez o melhor tempo dos pneus médios em Barcelona (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

MERCEDES
P2
Nico Rosberg — 1min24s321 — 195 voltas
P9 Lewis Hamilton — 1min24s923 — 108 voltas
P21 Pascal Wehrlein — 1min28s489 — 48 voltas

O teste começou esquisito para os campeões mundiais, mas terminou com eles fazendo todos arregalarem os olhos. Esquisito porque, de repente, nenhum dos pilotos titulares estava à disposição. Lewis Hamilton se sentiu mal e Nico Rosberg se recuperava de uma inflamação no pescoço. Foi preciso chamar Pascal Wehrlein de volta da Force India para poder fazer o F1 W06 Hybrid rodar. Além de mais testes de confiabilidade, a prioridade de um time que teve alguns problemas do gênero em 2014, foram avaliados componentes da suspensão, aerodinâmicos, diferentes acertos e praticadas largadas. No último dia, com pneus médios, Rosberg fez o tempo que impressionou a todos, menos à própria Mercedes: ele disse que a equipe sabe que tem mais para tirar do carro.

Equipes da Renault puderam celebrar melhor confiabilidade em Barcelona (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

RED BULL RENAULT
P4 Daniel Ricciardo — 1min24s574 — 212 voltas
P10 Daniil Kvyat — 1min24s941 — 209 voltas

A Red Bull já aproveitou para testar algumas novas peças em Barcelona, além de trabalhar em acertos diferentes, avaliações de pneus, ritmo de corrida e fazer muitos, muitos pit-stops. Mas também sobrou tempo para colocar pneus macios e andar com um tanque não muito cheio. Foi quando Daniel Ricciardo fez o tempo que lhe rendeu a liderança da sexta-feira. De qualquer forma, o mais importante foi que o time conseguiu andar. Foram 421 giros, o equivalente a mais de seis corridas. O problema do ERS da Renault que custou voltas em Jerez ficou para trás.

A Ferrari continua animando os tifosi (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

FERRARI
P5
Kimi Räikkönen — 1min24s584 — 163 voltas
P15 Sebastian Vettel — 1min26s312 — 178 voltas
Desta vez, a Ferrari não se preocupou muito em andar nas cabeças. Em Jerez, o time liderou três dias. Em Barcelona, nenhum. Mas isso não faz as concorrentes deixarem de ficar atentas para o crescimento vermelho. Assim como Ricciardo, Kimi Räikkönen colocou pneus macios no fim da sexta-feira para marcar um tempo na casa de 1min24s5. No sábado e no domingo, Sebastian Vettel se dedicou muito à confiabilidade e aos long-runs. No sábado, só usou compostos médios, para se ter uma ideia. A equipe ainda não fez uma simulação de corrida, mas pretende fazê-la na próxima bateria de testes.
Williams treinou muitos pit-stops em Barcelona (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

WILLIAMS MERCEDES
P6
Felipe Massa — 1min24s672 — 143 voltas
P12 Valtteri Bottas — 1min25s345 — 173 voltas

P22 Susie Wolff — 1min28s906 — 83 voltas

A Williams viu seu carro envolvido em um acidente na quinta-feira, com Susie Wolff colidindo com Felipe Nasr, mas o programa não ficou tão prejudicado. A escocesa disse que tudo que seria feito pela equipe já havia sido trabalho e que os testes da tarde seriam mais dedicados ao desenvolvimento dela. Nos dias seguintes, com os titulares, a quilometragem percorrida foi alta. 40 pit-stops foram praticados no sábado. Embora não houvessem novas peças, a equipe pôde entender melhor o acerto do carro e o motor, segundo Felipe Massa. Atualizações serão colocadas na pista na quinta-feira.

Pascal Wehrlein teve um dia e meio a bordo do carro da Force India (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

FORCE INDIA MERCEDES
P7
Sergio Pérez — 1min24s702 — 193 voltas
P17 Nico Hülkenberg — 1min26s591 — 36 voltas
P18 Pascal Wehrlein — 1min27s564 — 113 voltas

Usar o carro de 2014 certamente não é o ideal para a Force India. O trabalho consistiu em avaliar melhor os pneus de 2015 e em testar alguns componentes que serão utilizados no VJM08. Mas nem a frente, por exemplo, era a deste ano: veio o bico gonzo ainda. Sergio Pérez conseguiu andar bastante no dia e meio que teve para trabalhar — deu sorte pelo chamado de Wehrlein de volta à Mercedes na quinta-feira. Nico Hülkenberg, nem tanto: um problema mecânico e as muitas bandeiras vermelhas do domingo não colaboraram com os seus esforços, ele deu 36 voltas.

Carlos Sainz foi agressivo até na entrada do box para se adaptar à F1 (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

TORO ROSSO RENAULT
P8
Max Verstappen — 1min24s739 — 223 voltas
P13 Carlos Sainz Jr. — 1min25s604 — 188 voltas

A experiência que os pilotos estão ganhando é essencial para a Toro Rosso. Com a dupla mais jovem da história da F1, a equipe tem de ficar contente por ter dado mais de 400 giros nos últimos quatro dias. Em 2014, a confiabilidade era um problema sério. Neste ano, até aqui, está bem boa. No domingo, Carlos Sainz sofreu um acidente que teve um forte impacto, segundo ele descreveu. O espanhol escapou da pista na curva 3 em um lance que teve o vento interferindo bastante no comportamento do carro.

Sauber melhorou, mas ainda tem muito o que fazer, segundo Felipe Nasr (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

SAUBER FERRARI
P11 Felipe Nasr — 1min24s956 — 151 voltas
P16 Marcus Ericsson — 1min26s340 — 164 voltas

Desta vez, nada de Sauber andando nas primeiras posições. A quilometragem foi razoável, e a equipe já passou de 3000 km na pré-temporada. Contudo, sofreu com problemas de confiabilidade que exigiram uma troca de caixa de câmbio e uma revisão completa no carro. Por este último fator, Felipe Nasr perdeu metade do programa que estava planejado para o domingo, mas ainda assim pôde dar 71 voltas. O brasileiro relatou que o carro melhorou em relação a Jerez e está mais estável e consistente, porém precisa aprimorar os long-runs para ficar mais competitivo para as corridas.

A McLaren continuou tendo muitos problemas (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

MCLAREN HONDA
P19 Fernando Alonso — 79 voltas
P20 Jenson Button — 42 voltas

Mais uma semana desastrosa para a McLaren, que só teve um dia verdadeiramente produtivo: Alonso deu 59 voltas na sexta-feira e virou um tempo razoável. Na quinta e no sábado, um problema na vedação do MGU-K limitou a quilometragem — e Alonso só andou tanto na sexta porque estava com a potência reduzida. No domingo, teve o estranho acidente sofrido pelo bicampeão no fim da manhã, que exigiu que ele fosse transportado de helicóptero para o hospital. 

A McLaren garante que já sabe que está no caminho certo. O time foi agressivo no conceito do carro, mas diz que tem bons indícios de que acertou. Jenson Button está confiante de que o carro tem potencial, apenas é difícil de extraí-lo tão cedo.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Grosjean lidera, mas Rosberg espanta com volta de pneus médios no fim de teste tumultuado em Barcelona*

*Por: Grande Prêmio

A Lotus pode ter ocupado as manchetes três vezes nesta semana, mas foi um tempo registrado pela Mercedes no fim da tarde deste domingo (22) em Barcelona que impressionou.

Se Romain Grosjean foi o líder, com uma volta de 1min24s067 usando pneus supermacios, o que Nico Rosberg fez para garantir o segundo tempo chamou a atenção. Com pneus médios, o alemão cravou 1min24s584 na primeira de seis voltas cronometradas consecutivas — ou seja, o tanque não estava tão vazio assim. Minutos depois, baixou para 1min24s321, também com médios.

Essa foi a primeira vez em que a Mercedes atraiu os olhares pelo o que fez perante ao cronômetro na pré-temporada. Até aqui, a equipe vinha apenas 'cozinhando o galo' e realizando testes que visavam mais a confiabilidade, o funcionamento dos sistemas e o comportamento do carro em condições de corrida.

Para efeito de comparação, o tempo da pole-position no GP da Espanha de 2014, com Rosberg e Lewis Hamilton se digladiando para tirar o máximo de performance do F1 W05 Hybrid, havia ficado na casa de 1min25s1. 

Nico Rosberg contorna a chicane com sua Mercedes em pneus médios no domingo (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

De longe, este domingo foi o dia mais tumultuado da pré-temporada. A começar pelo simples fato de que dois pilotos precisaram ser encaminhados para o Centro Médico após acidentes: Fernando Alonso e Carlos Sainz. Definitivamente, não foi um bom dia para corredores espanhóis de F1...

O acidente de Alonso foi o mais grave. A 35 minutos do fim da sessão da manhã, o bicampeão perdeu o controle da McLaren por uma causa ainda desconhecida na saída da curva 3 e se chocou contra o muro interno. O impacto foi lateral e sem muita força, mas ainda assim ele saiu do cockpit "confuso", como descreveram o pai e o empresário.

Alonso foi transportado de helicóptero para o Hospital General de Catalunya para mais exames, e lá se confirmou que não sofrera nenhuma lesão. Ainda assim, ele passará a noite em observação.

Por causa do lance, a McLaren não treinou na sessão da tarde e perdeu ainda mais tempo de testes, um bem imaterial bastante escasso na F1 atual. Até a batida, o MP4-30 dera 20 voltas e registrara na melhor delas 1min27s956. À tarde, Jenson Button, que andou muito pouco na quinta-feira e no sábado, entraria no carro para tentar acumular mais quilometragem.
Fernando Alonso é levado de helicóptero para hospital em Barcelona (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
O outro acidente, de Sainz, aconteceu na mesma curva 3, mas metros antes. O jovem da Toro Rosso perdeu a traseira do carro e foi para a caixa de brita. O impacto não teve consequências mais graves e ele foi liberado rapidamente do Centro Médico. Ainda, uma outra bandeira vermelha se fez necessária devido a saídas de pista: Rosberg deixou o traçado na curva 5 no início da manhã.

Outras três paralisações ocorreram por falhas mecânicas: primeiro, com a Force India de Nico Hülkenberg; depois, com a Williams de Valtteri Bottas; por fim, com a Sauber de Felipe Nasr.

No mais, outros dois pilotos foram capazes de entrar na casa de 1min24s. Daniil Kvyat, o terceiro mais rápido, marcou 1min24s941 com pneus macios, e Nasr, 1min24s956, com supermacios.
Nasr perdeu toda a manhã nos boxes enquanto a Sauber consertava um problema mecânico e teve uma tarde relativamente tranquila até parar na pista no fim da sessão.

As maiores quilometragens ficaram com Nico Rosberg e Valtteri Bottas, ambos alcançando 13 dezenas de giros ao redor do Circuito da Catalunha. Sebastian Vettel também andou com a Ferrari, concentrando-se no acerto do chassi e em avaliações de pneus, e foi oitavo, mas não chegou a melhorar seu tempo da manhã.

Terminada a segunda bateria de testes, a F1 continua em Barcelona para a terceira e última: mais quatro dias de treinos acontecem entre os dias 26 de fevereiro e 1º de março. O GRANDE PRÊMIO, mais uma vez, fará cobertura AO VIVO e em TEMPO REAL.

F1, Treinos coletivos, Barcelona, dia 4:

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Maldonado lidera testes da F1 em Barcelona pela segunda vez na semana. Massa termina em sétimo*

*Por: Grande Prêmio

Pastor Maldonado liderou os treinos coletivos da F1 em Barcelona pela segunda vez em três dias. No circuito em que conquistou sua única vitória na categoria, há três anos, o venezuelano da Lotus cravou 1min24s348 com pneus supermacios na tarde deste sábado (21) e assim desbancou o líder do período da manhã, Max Verstappen.

O holandês de apenas 17 anos também calçou supermacios e andou leve em seu melhor giro, ainda antes do almoço, e foi o que mais quilômetros percorreu: quase 600 km. Foram 129 voltas, praticamente dois GPs da Espanha completos.

Verstappen ainda provocou uma bandeira vermelha no fim do dia, ao ficar parado na saída dos boxes, a menos de meia hora do encerramento das atividades.

Lewis Hamilton foi o terceiro colocado com a Mercedes, marcando 1min26s076 no melhor de seus 96 giros.

Pastor Maldonado, duas vezes o mais veloz em Barcelona (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
Os treinos coletivos deste sábado já começaram atípicos. Em apenas 1min25s a bandeira vermelha foi acionada pela primeira vez. A razão foi uma saída de pista de Sebastian Vettel após a curva 4. Ele não chegou a bater, mas se viu parado na caixa de brita e só saiu de lá guinchado. Hamilton, que também estava na pista para uma volta de instalação, relatou que o traçado estava escorregadio. O alemão acabaria o dia com mais de 100 voltas e o quinto lugar.

Além da paralisação causada por Vettel, uma outra ocorreu ainda na manhã no momento em que a McLaren de Jenson Button parou na curva 7. Isso, um dia depois que Fernando Alonso conseguiu treinar sem grandes dificuldades com o MP4-30. Foram mais cinco voltas até a pausa do almoço e uma longa espera à tarde até que se descobrisse que o problema foi similar ao que havia sido registrado com o mesmo Button na quinta-feira. Para poder seguir rodando neste sábado, foi preciso reduzir a potência do MGU-K. Um novo selo do sistema de recuperação de energia cinética será colocado no carro para o teste de Alonso no domingo.

Marcus Ericsson foi quarto com a Sauber depois de passar praticamente toda a manhã esperando a equipe executar a troca da caixa de câmbio do C34. Seu melhor tempo foi 1min26s340.

Daniil Kvyat foi mais um que deu mais que 100 voltas, terminando em sexto, seguido por Felipe Massa, que andou somente na parte da manhã. À tarde, Valtteri Bottas entrou no cockpit e participou de muitas simulações de pit-stop antes de realmente se preocupar em marcar tempos. Seu melhor foi 1min27s556.

As atividades serão retomadas neste domingo (21) com o quarto e último dia de testes da segunda bateria da pré-temporada. Devido ao término do horário de verão, os treinos terão início às 5h (de Brasília) e se encerrarão às 14h. O GRANDE PRÊMIO cobre tudo AO VIVO e em TEMPO REAL.

F1, Treinos coletivos, Barcelona, dia 3:

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Diretor da Lotus crê que Grosjean e Maldonado lutarão por pódio em 2015*

*Por: GloboEsporte

Como sempre acontece nas entrevistas com o argentino Federico Gastaldi, diretor geral da equipe Lotus, a entrevista acaba se tornando uma longa, agradável e proveitosa conversa. Nesse encontro com o repórter do GloboEsporte.com, nesta quinta-feira no Circuito da Catalunha, em Barcelona, Gastaldi revelou, por exemplo, o que a escuderia está fazendo, agora, para apagar da memória a pior temporada da sua história, a do ano passado, e as razões de sua organização passar de candidata ao título, em 2013, a uma das últimas em 2014.

“Pode parecer ousadia, mas vejo potencial no projeto deste ano da Lotus para lutar pelas primeiras colocações, como fizemos em 2012 e 2013”, diz Gastaldi. “Os testes aqui de Barcelona vão mostrar melhor nosso potencial. Dispomos, agora, da melhor unidade motriz da F1, Mercedes, e o grupo que trabalha em Enstone (Inglaterra) reputo como dos mais capazes.” Falou mais: “Essencialmente foi a nossa estrutura que permitiu a Benetton e Renault, como o time já se chamou, serem campeões e lutar pelo campeonato em 2012 e 2013.”

Pastor Maldonado foi o piloto mais rápido do primeiro dia de testes de Barcelona (Foto: Getty Images)
Acidentes de percurso como o de 2014 podem acontecer, comentou. Em 2013, a Lotus marcou 315 pontos, chegou ao pódio 14 vezes, Kimi Raikkonen poderia ter sido campeão. Mas apenas uma temporada depois, seus pilotos, Pastor Maldonado e Romain Grosjean, os mesmos de hoje, marcaram pontos em três etapas somente, 10 no total, ou 305 a menos de 2013.

“Tivemos muitos problemas com a unidade motriz da Renault. E nosso carro apresentava uma falha aerodinâmica que só foi percebida tarde demais (no GP da Bélgica, 12.º do calendário, dia 28 de agosto)”, diz o diretor da Lotus. Mas o planejamento para permitir ao time chegar com frequência ao pódio, este ano, começou bem antes.

 “Todos que trabalhavam com a Renault enfrentavam sérias dificuldades. Nos treinos do GP de Mônaco, Pastor deixou os boxes e ainda na volta de aquecimento parou na pista por causa da unidade motriz. Nesse instante decidimos que precisávamos trocar nosso fornecedor”, conta Gastaldi. O que aconteceu a seguir surpreendeu ele e o sócio da Lotus, Gerhard Lopez, de Luxemburgo.

“Procuramos a direção da Mercedes já naquele fim de semana. E qual não foi a nossa alegria ao saber que seria possível competir com a unidade motriz deles. E importante também, o custo era bem menor que o da Renault, não sabíamos disso”, conta, rindo, o argentino.

O desmantelamento de parte do grupo técnico da Lotus da mesma forma teve responsabilidade no desastre de 2014. “Eu considero James Allison como um dos mais competentes diretores técnicos da F1. E ele aceitou o desafio de coordenar os projetos da Ferrari”, explicou Gastaldi. Junto com ele foi o especialista em aerodinâmica Dirk de Beer. “Mas os demais engenheiros permaneceram. Allison não trabalhava sozinho. E é esse grupo, agora coordenado por outro engenheiro capaz, Nick Chester, que produziu o bom carro que temos este ano.” E emendou: “Agora mais maduro”.

Trocar Kimi Raikkonen, campeão do mundo de 2007, e grande responsável pelos brilhantes campeonatos de 2013 e 2014 da Lotus, pelo venezuelano Pastor Maldonado não fez a escuderia perder tanta força como os números do ano passado sugerem, na opinião do dirigente. “Pastor já venceu corrida (GP da Espanha de 2012, com Williams). Se lhe dermos um bom carro voltará a vencer. E Romain, conhecemos, é outro que com um carro eficiente vai lutar pelas vitórias, tenha a certeza disso, amadureceu muito.”

Nos paddocks da F1 não há quem não comente sobre a situação financeira difícil da Lotus, Sauber e Force India. Procede, diretor? “Perdemos a conta do número de reuniões que tivemos com o senhor Bernie Ecclestone e os representantes de outros times. E ao longo do ano passado não avançamos um único centímetro nas mudanças que consideramos importantes não apenas para nós, para essencialmente para a F1.”

Alguns valores alimentados pela F1 são impressionantes para o diretor da Lotus. “Há muita vaidade aqui, este é um mundo de egos imensos. Há interesses de toda natureza. Eles não enxergam que somos importantes também para eles. O que está mais errado aqui é alguns, que já têm muito dinheiro, ficarem com a parte do leão do gerado pelo show. E os que não têm tanto, ou bem menos, receberem tão menos. É um modelo que não funciona.”

Equipes como Ferrari, Mercedes, McLaren, RBR têm garantido na divisão do dinheiro da F1 valores bastante elevados; a partir deste ano ainda mais, com o novo Acordo da Concórdia. Essa é a revolta de Lopez e Gastaldi, da Lotus, Monisha Kaltenborn, Sauber, e Vijay Mallya, Force India. Em bloco os três pressionam Ecclestone a rever o critério, curiosamente não definido por ele, mas muito pelos responsáveis das maiores equipes da F1, “que têm muita força”.

Mesmo com tudo isso jogando contra, afirma Gastaldi, a Lotus ainda irá dispor, este ano, de um orçamento que a permitirá voltar a crescer. “Não se compara com o desses times que recebem muito mais de nós, mas em 2012 e 2013 com menos da metade deles quase chegamos lá. Temos potencial, depois dos erros do ano passado, de voltarmos a ser bem competitivos.”


A nova F1 é bem vista pelo diretor da Lotus. Motores de 1000 cavalos, carros e motores mais largos vão ao encontro do que os fãs desejam. Sua visão, contudo, é a de que não teria sentido tentar implantá-la já em 2016.

“Como? Nós votamos no que é melhor para a F1. Não haveria como nos preocuparmos com o atual campeonato e, ao mesmo tempo, manter um programa completamente distinto, pois o conhecimento de hoje não servirá para nada nessa nova F1.” A Lotus não tem, como explicou, alguém que tire dinheiro indefinidamente do bolso. “Como existe na F1.”

Nesta quinta-feira, Maldonado recorreu a alguns recursos conhecidos na F1, como manter pouca gasolina no tanque e usar os pneus macios da Pirelli, mais aderentes, para estabelecer o melhor tempo do primeiro dia de treinos da segunda série da pré-temporada. O venezuelano registrou 1min25s011, seguido por Kimi Raikkonen, com a Ferrari SF15-T, ratificando os dotes do carro italiano, com o tempo de 1min25s167.

Mas também é verdade que Maldonado completou 69 voltas no exigente traçado de 4.655 metros, o que mostra quem além de o E23-Mercedes da Lotus ser rápido, em condições favoráveis, é confiável.

Pastor Maldonado colocou a Lotus no topo da tabela de tempos em Barcelona (Foto: Divulgação)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Maldonado faz o melhor tempo para a Lotus*

*Por: AutoRacing


Pastor Maldonado minimizou os problemas técnicos ao colocar seu Lotus na liderança, num agitado primeiro dia de testes no Circuito da Catalunha.

O venezuelano trouxe duas bandeiras vermelhas no início do dia, quando o seu Lotus E23 parou com dois problemas técnicos diferentes.

Ele também passou uma parte da tarde no pitlane, mas voltaria a sair mais tarde para fazer a melhor volta com 1min 25.011s, dando a Lotus um impulso de pré-temporada muito desejado

Os esforços de Maldonado foram suficientes para derrubar Kimi Raikkonen do topo da tabela de tempos com a Ferrari.

Daniel Ricciardo completou apenas algumas voltas na parte da manhã, e, quando a equipe resolveu vários problemas técnicos, ele compensou o tempo perdido na parte da tarde, completando quase 60 voltas no total e fazendo o terceiro melhor tempo.

Apesar de apenas sentir o seu primeiro gosto do carro de 2015 no período da tarde, Sergio Perez foi rápido com o Force India VJM07 de 2014, terminando em quarto lugar.

O mexicano recebeu a chance de pilotar o carro depois de Pascal Wehrlein – que originalmente deveria dirigir o carro o dia todo – foi chamado pela Mercedes para substituir o indisposto Lewis Hamilton no carro de fábrica. Hamilton conseguiu dar 11 voltas antes de desistir, com Wehrlein pulando no W06 para fazer o nono melhor tempo – um pouco mais lento do que ele conseguiu na Force India.

Depois de definir o ritmo da manhã, Felipe Nasr sofreu uma tarde de pancadas depois de fazer contato com Susie Wolff e colidir com as barreiras na curva 5. Encerrando prematuramente o dia de Wolff e dificultando a quilometragem de Nasr, o brasileiro voltou à pista nos minutos finais, apenas para parar novamente na curva 9.

Max Verstappen foi o piloto mais ocupado do dia, dando 94 voltas no Toro Rosso para ficar em sexto, à frente de Jenson Button, cujo dia começou de forma brilhante na McLaren-Honda em termos de tempos de volta, apenas para parar depois de 21 voltas com um problema no MPU-K exigindo uma substituição inteira da unidade de potência.

Apesar de seu fim precoce para o dia, Wolff ainda conseguiu completar 86 voltas no Williams FW37.