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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Nasr escapa de entregar carro a Marciello no primeiro treino livre e projeta luta por pontos em Barcelona*

*Por: Grande Prêmio

Depois de uma pausa de quase três semanas, a F1 volta à pista neste fim de semana para o início da sua fase europeia. Entre 8 e 10 de maio, o circuito de Barcelona receberá a categoria com a expectativa de evolução de todo o grid, até pelo fato de que o traçado catalão é o mais conhecido por pilotos e equipes devido aos testes realizados durante a pré-temporada. Felipe Nasr também destacou a importância de conhecer bem a pista e traz a expectativa de voltar a lutar por pontos. Para cumprir seu objetivo, o piloto da Sauber terá como trunfo o fato de ter todo o tempo para acumular a maior quilometragem possível, uma vez que o reserva Raffaele Marciello vai participar do primeiro treino livre do GP da Espanha a bordo do carro de Marcus Ericsson.

Nasr teve um início de campeonato bastante positivo levando em conta sua condição de estreante na F1. Ainda na primeira corrida do campeonato, o GP da Austrália, o brasiliense mostrou consistência para garantir o quinto lugar, o melhor resultado de um piloto brasileiro em estreia na categoria. Em Sepang, Felipe enfrentou problemas com o diferencial do C34 e não chegou aos pontos, mas terminou novamente no top-10 na China, em oitavo lugar. No Bahrein, o novato não encontrou o melhor ritmo e também ficou longe da zona de pontuação.

Bom nome da primeira fase do Mundial de F1, Felipe Nasr projeta luta por pontos no GP da Espanha (Foto: AP)
Ao todo, Nasr soma 14 pontos e ocupa a oitava posição no Mundial de Pilotos. A intenção do brasileiro é poder lutar novamente por um bom resultado em Barcelona, mas deixou claro que precisa ter bem ajustado e equilibrado para ser bem-sucedido no seletivo circuito catalão.

“Estou ansioso para nossa primeira corrida na Europa. Conheço muito bem a pista em Barcelona graças às muitas categorias que tive a chance de correr. É um circuito técnico, que exige um bom downforce nas curvas de alta velocidade, bem como forte tração devido às curvas de baixa no último setor”, descreveu Felipe.

“São esses os dois principais fatores para obter um bom tempo de volta. Temos de maximizar tudo o que temos e aproveitar cada oportunidade para lutar novamente pelos pontos”, concluiu o piloto de 22 anos.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Nasr diz que reta mais longa da temporada pode ajudar Sauber a voltar aos pontos na F1 no GP da China*

*Por: Grande Prêmio

Após ficar fora da zona de pontuação no GP da Malásia, Felipe Nasr espera conseguir terminar outra vez no top-10 no GP da China deste fim de semana. E ele pensa que o carro da Sauber pode se comportar bem no Circuito Internacional de Xangai.
 
“A pista tem uma combinação de curvas de alta e baixa velocidade, o que exige bem dos pneus e é um desafio encontrar o equilíbrio certo para o carro. Fora isso, o circuito tem uma reta que é a mais longa de todo o calendário. Acho que isso pode ser positivo para nós, pois temos uma boa velocidade de reta”, afirmou o brasileiro.
 
“Como a pista tem curvas de velocidade, tração pode ser importante. Eu estou ansioso por um fim de semana positivo e para marcar pontos outra vez”, disse.
 
Felipe Nasr terminou em 12º na Malásia (Foto: Getty Images)
 
Nasr, quinto colocado no GP da Austrália, teve a oportunidade de conhecer o traçado de Xangai no ano passado com a Williams, participando do primeiro treino livre no lugar de Valtteri Bottas.
 
“Eu nunca corri neste circuito, mas é bom que eu já o conheça”, destacou.
 
A Sauber está na quarta posição do Mundial de Construtores após duas corridas, com 14 pontos somados, à frente da Toro Rosso e da Red Bull.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Sauber decide colocar reserva Marciello no lugar de Nasr para primeiro treino livre do GP da Malásia*

*Por: Grande Prêmio

A Sauber confirmou nesta segunda-feira (23) que o reserva Raffaele Marciello vai guiar o C34 no primeiro treino livre em Sepang, neste fim de semana, quando a F1 desembarca para a segunda etapa da temporada 2015. O italiano vai assumir o carro de Felipe Nasr, que faz sua estreia no Mundial neste ano e que vem de um quinto lugar na Austrália.

"Vai ser emocionante pilotar o C34 pela primeira vez", disse Marciello, que também faz parte da Academia de Jovens Pilotos da Ferrari.

Raffaele Marciello testou com a Ferrari em Abu Dhabi no ano passado (Foto: Getty Images)

"Isso também será especial para os italianos, porque faz alguns anos que não há nenhum piloto do meu país no grid. Definitivamente, desejo desfrutar ao máximo dessa experiência e estou realmente ansioso por isso", completou.

"Estou também confiante de que posso fazer um grande trabalho, bem como ajudar a equipe, a fim de encontrar um bom acerto para o carro. Nunca fui à Malásia antes, mas conheço bem a pista por conta dos testes no simulador da Ferrari, então acho que posso aprender tudo mais rapidamente", acrescentou o piloto de 20 anos.

Marciello se juntou à esquadra suíça no ano passado. O italiano de 20 anos já tem experiência na F1, depois de ter andando com a equipe italiana nos testes para novatos na bateria de pós-temporada no ano passado, em Abu Dhabi.

Além do trabalho com a Sauber, que é empurrada pelos motores de Maranello, Marciello também vai defender a Trident em sua segunda temporada na GP2 em 2015. No ano passado, Raffaele completou o campeonato na oitava colocação, com 74 pontos e uma vitória.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Há 5 anos na Inglaterra, Nasr fala de saudade do Brasil: "Sinto falta do sol"*


*Por: Globo Esporte

Em busca do sonho de trilhar uma carreira de sucesso na Fórmula 1, jovens pilotos de diversas partes do planeta escolhem Londres como base para crescer no automobilismo mundial. Com Felipe Nasr não foi diferente. Nascido em Brasília, o novo titular da Sauber mora há cinco em Londres, e costuma visitar o país natal durante o recesso de fim de ano, quando é verão no hemisfério sul. Além de matar a saudade de amigos e familiares, o piloto aproveita para curtir o sol tipicamente brasileiro.

- Não é como o Brasil. Eu sinto falta de casa, sinto falta do sol. Estou vivendo há cinco anos na Inglaterra, então já estou mais acostumado com o clima e a cultura, mas ainda é difícil voltar para cá após passar as férias de verão no Brasil. Quando volto, demoro um pouco a me acostumar, mas espero que fique bem logo. Londres é uma cidade fantástica. É um lugar único no mundo. É diferente de qualquer outro lugar na Europa - contou o piloto de 22 anos.

Morando na Inglaterra há cinco anos, Felipe Nasr revela: "Sinto falta do sol" (Foto: Divulgação/Sauber)

Após percorrer inúmeras categorias de base, como Fórmula BMW e Fórmula 3 Britânica, Felipe Nasr fez três temporadas de sucesso na GP2, o principal campeonato de acesso à F-1. Vindo de uma família extremamente envolvida com automobilismo, Felipe conta que sempre desejou chegar à F-1. Após uma temporada como reserva da Williams, em 2014, a oportunidade de estrear como titular na categoria máxima do esporte a motor finalmente veio este ano, com a escuderia suíça Sauber.

- Sempre foi o meu sonho, desde que eu comecei no kart, quando tinha 7 anos de idade. O desejo de chegar à Fórmula 1 me acompanhava, e eu me sinto muito feliz de ter alcançado isso. Mas esta é apenas a primeira parte do sonho. A segunda é trabalhar para progredir e um dia conquistar sucesso na F-1. Tudo na Fórmula 1 é fascinante. A tecnologia, o motor, o melhor equipamento disponível, os melhores engenheiros, os melhores projetistas. Tudo isso é fascinante. E dirigir um carro de Fórmula 1 é um sentimento único - descreveu Nasr.

Piloto brasiliense se sente honrado em continuar tradição brasileira na Fórmula 1 (Foto: Divulgação/Sauber)

O brasiliense também divide com o xará Felipe Massa a responsabilidade de representar o Brasil, país com grande tradição na categoria. Nasr reconhece que a pressão e a cobrança são grandes, mas se mostra confiante para esta nova etapa de sua carreira. O piloto cita os três campeões brasileiros - Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna - como inspiração para fazer bonito nas pistas.

- É realmente especial fazer parte da história. Senna, Piquet, Emerson Fittipaldi... E agora é a minha vez de ter meu primeiro ano na Fórmula 1. Eu amo correr. Eu acredito que nasci para isso. A responsabilidade é enorme, com certeza. Os brasileiros tem uma grande tradição na F-1. Todo piloto que chega à categoria sente a pressão. Ainda é um pouco difícil de acreditar que estou aqui, mas ao mesmo tempo eu me sinto muito preparado para encarar este novo desafio - comentou o piloto. 

Nasr faz sua temporada de estreia como titular pela Sauber, após um ano como reserva da Williams (Divulgação/Sauber)

Após o elogiado desempenho no GP da Austrália, quando terminou em quinto lugar, logo atrás do compatriota Massa, Nasr se prepara agora para pilotar na Malásia, no dia 29 deste mês. Embora o resultado na prova de abertura da temporada tenha deixado os fãs brasileiros entusiasmados, o tio e empresário Almir Nasr prefere frear a empolgação, diante das limitações estruturais da Sauber e admite que é improvável que o piloto chegue a vencer uma corrida já nesta temporada. 

Apesar de sentir saudade do Brasil, Felipe Nasr elogia Londres: "Lugar único no mundo" (Foto: Divulgação/Sauber)

domingo, 15 de março de 2015

Hamilton vence fácil GP da Austrália do 'resta um'. Massa é quarto e Nasr termina em histórico quinto lugar*

*Por: Grande Prêmio

Como já se previa, a Mercedes deu um passeio em Melbourne. Não tomou conhecimento de ninguém e tratou de assegurar a primeira dobradinha de 2015. E com Lewis Hamilton. Ou seja, o inglês deu o pontapé inicial na temporada do mesmo jeito que terminou em 2014: vencendo. E bem. O atual campeão converteu a pole avassaladora do sábado em uma vitória acachapante neste domingo (15), como que diz: ‘Esse titulo já é nosso’. Nico Rosberg até ensaiou uma reação, mas não pôde com a boa forma do companheiro de equipe.

O pódio prateado foi completado por Sebastian Vettel. A Ferrari se deu melhor que a Williams no pit-stop e colocou o alemão em posição de completar o top-3, à frente de Felipe Massa. É justiça dizer que o brasileiro tentou até o fim roubar de volta a colocação, mas não foi desta vez.

O outro Felipe fez história. Nasr tirou tudo que pôde da Sauber, soube segurar com maestria o ímpeto de Daniel Ricciardo nas voltas finais e cruzou a linha de chegada em quinto, se tornando o melhor brasileiro a estrear na F1.

O GP da Austrália também vai ficar conhecido pelos vários infortúnios e pelo grid enxuto. Apenas 15 carros largaram. A formação tão pequena vivida pela F1 foi em 1981, no GP de San Marino, em que 14 bólidos saíram para a corrida.

Confira como foi o GP da Austrália da F1

A abertura da temporada 2015 da F1 nem bem havia começado, e o grid já apresentava desfalques em Melbourne. Pouco antes dos carros irem à pista para a formação das posições de largada, veio a confirmação da Williams que Valtteri Bottas estava fora do GP da Austrália. O finlandês sentiu fortes dores nas costas durante o Q2 e teve seu desempenho no Q3 afetado. Mais tarde, depois de alguns exames, foi constatado que Bottas havia sofrido lesões leves no tecido da parte inferior da coluna. Só aí seriam 17 carros – a Manor Marussia, embora na pista, não teve como colocar seus dois pilotos para correr durante o fim de semana australiano.

Mas como desgraça pouca é bobagem. Assim que os pits foram abertos, 30 minutos antes da largada, Kevin Magnussen já apareceu lento pela pista, com uma fumaça suspeita na traseira do MP4-30. Era o motor da Honda que abria o bico. Fim de história. 16 carros largariam, porém... Menos de um minuto depois, Daniil Kvyat ficou parado. Falha no câmbio da Red Bull provocou a parada e tirou o russo da etapa no Albert Park. 15 carros, então, alinharam no grid para a primeira corrida do ano.

Eis aí a turma de 2015 em foto antes da largda (Foto: Getty Images)

Dito tudo isso, vamos para a primeira largada de 2015. Quando as luzes se apagaram na ensolarada e quente Melbourne, o pole Lewis Hamilton saiu em linha reta, tracionou bem e não deu chances para o colega Nico Rosberg, que acompanhou de longe até a primeira curva. Felipe Massa também partiu em segurança do terceiro posto, trazendo Sebastian Vettel em quarto. 
 
E Kimi Räikkönen foi quem estava no meio da primeira confusão do ano, quando houve um toque com Vettel. Mais lento pelo lado de fora da curva 1, o finlandês ficou refém da situação. Felipe Nasr e Pastor Maldonado, que vinham logo atrás, tentaram evitar um choque o ferrarista. O brasileiro teve sucesso, o venezuelano não. Com o choque, Maldonado foi parar na barreira de pneus da curva 2, abandonando, assim, a prova. O safety-car imediatamente foi chamado.

A ordem nesse momento era: Hamilton, Rosberg, Massa, Vettel, Carlos Sainz, Nasr, Daniel Ricciardo, Räikkönen, Max Verstappen, Nico Hülkenberg, Sergio Pérez, Marcus Ericsson, Jenson Button e Romain Grosjean.

Com a corrida sob bandeira amarela, Ericsson e Grosjean foram aos boxes. O sueco aproveitou para mudar os pneus médios pelos macios. Já o francês teve parar de vez.

A prova ganhou velocidade novamente na abertura da terceira volta. E Hamilton tratou de novo de manter a ponta, com vantagem para Rosberg. Massa seguiu os dois, trazendo Vettel. Pouco mais atrás, Nasr veio forte e já superou Sainz na primeira curva — o espanhol ainda perderia lugar para Ricciardo. Enquanto isso, Räikkönen segurava o ímpeto de Verstappen.

Lá na frente, Lewis ia tentando manter Nico sob controle, a diferença estava acima de 2s. Massa vinha a 2s5 de Rosberg, com Vettel seguindo de muito perto. Nasr estava mais longe, 4s do alemão da Ferrari, mas já tinha no encalço Ricciardo, Sainz e Räikkönen. Verstappen e Hülkenberg completavam o top-10, mas vinham distante do grupo intermediário — 2s era a desvantagem.

Não demorou nada, e o finlandês da Ferrari passou o espanhol da Toro Rosso, se aproximando agora de Ricciardo. Mais à frente, Vettel reduzia a diferença para Massa, apenas 0s6 separava dos dois. Na ponta, Hamilton e Rosberg já protagonizavam o gato e rato, com o alemão se alternando nas voltas rápidas. A vantagem do líder variada de 1s2 a 1s5. Tudo isso com dez voltas.

A ordem, portanto, era: Hamilton, Rosberg, Massa, Vettel, Nasr, Ricciardo, Räikkönen, Sainz, Verstappen, Hülkenberg, Ericsson, Button e Pérez. Aliás, estes dois últimos acabaram se tocando em uma tentativa de ultrapassagem mal sucedida do mexicano na curva 3, que acabou rodando.

A volta 16 marcou o pit-stop de Räikkönen. Parada muito ruim para o finlandês. Os mecânicos da Ferrari tiveram dificuldades em encaixar o pneu traseiro esquerdo. Kimi perdeu muito tempo e voltou no fundo do pelotão, atrás de Ericsson.

Na pista, Hamilton e Rosberg continuavam se revezando nas voltas mais rápidas. Enquanto isso, a Williams chamava Massa para a troca de pneus no giro 22. O brasileiro voltou atrás de Ricciardo e perdeu tempo tentando superar o piloto da Red Bull. O australiano entrou no fim daquela volta, abrindo, assim, a passagem para Felipe. Mas já era tarde, e isso cobraria seu preço mais tarde.

Vettel entrou dois giros depois. Pit-stop perfeito da Ferrari agora, o que permitiu ao tetracampeão retornar à pista na frente de Massa.
A Mercedes veio aos pits logo em seguida, primeiro com Hamilton na 26 — Nasr seguiu o inglês nos boxes. Rosberg parou no giro seguinte. As posições entre os prateados, entretanto, não mudou depois das paradas. Todo mundo aí foi buscar os pneus médios nessa fase da prova.

Com 30 voltas e depois da rodada de pits, a ordem da prova era: Hamilton (+2s2), Rosberg, Vettel, Massa, Räikkönen, Verstappen, Nasr, Ricciardo, Hülkenberg e Ericsson. De todos aí, apenas o holandês vinha sem paradas, e, com exceção do finlandês e do sueco, todo mundo vinha andando em cima dos pneus médios.

Isso mudaria a seguir com o pit-stop de Verstappen. Aliás, o jovem de 17 anos não pôde ir mais além. O motor o traiu. Assim, na volta 34, o mais jovem estreante da F1 abandonava a prova.

De volta à pista, Hamilton liderava com 1s6 de vantagem para Rosberg. Vettel vinha seguro em terceiro, à frente de Massa, que tinha Räikkönen no encalço. Mais atrás, Nasr tentava se livrar de Ricciardo, que tinha boa vantagem para Hülk, Ericsson e Sainz fechavam o top-10.

Aí a corrida alcançou a volta 40. E foi nela que Räikkönen foi chamado pela Ferrari para trocar os pneus macios pelos médios. Só que de novo uma falha no encaixe comprometeu a prova do finlandês. E comprometeu bem. Na volta à pista, Kimi sentiu que algo estava errado e, sem opção, teve de abandonar.

Assim, como a saída do campeão de 2009, Nasr subiu para quinto, sempre seguido por Ricciardo. A briga entre os dois se tornavam cada vez mais acirrada, assim como a disputa entre Vettel e Massa.

O brasileiro da Williams vinha tirando diferença para o ferrarista, ameaçando o pódio do alemão. Lá na frente, Hamilton cravava volta mais rápida em cima de volta mais rápida, como forma de mostrar a Rosberg que qualquer reação seria em vão.
 
Lewis Hamilton venceu na Austrália (Foto: Getty Images)
 
E assim teve fim o primeiro GP de 2015. Lewis Hamilton fechou a etapa australiana com a primeira vitória na temporada, comandando a dobradinha da Mercedes. Sebastian Vettel garantiu o pódio na primeira prova pela Ferrari, tendo Felipe Massa em quarto. Já Felipe Nasr foi o melhor brasileiro a estrear na F1 com o ótimo quinto posto, segurando Daniel Ricciardo até o fim.

A colocação de Nasr foi ainda mais impressionante, levando em consideração que a Sauber não somou sequer um ponto em 2014. Também é a melhor estreia de um novato da equipe suíça, superando o sexto lugar de Kimi Räikkönen na Austrália em 2001. Nico Hulkenberg ainda colocou a Force India em sétimo, à frente de outro carro da Sauber, o de Marcus Ericsson.

O novato Carlos Sainz Jr. foi o nono, enquanto Sergio Pérez finalizou em décimo, depois de uma última ultrapassagem em Jenson Button já no fim da corrida. Um alento também para a McLaren, que conseguiu terminar a prova, apesar de todos os problemas.

A F1 volta daqui a duas semanas, em Sepang, na Malásia.

sábado, 14 de março de 2015

Hamilton ganha primeira batalha interna contra Rosberg sai na pole na Austrália. Massa é 3º e Nasr quase vai ao Q3‏*


O ano virou, mas o domínio da Mercedes e de Lewis Hamilton continua o mesmo. O atual campeão mostrou força e venceu a primeira batalha interna da temporada 2015 da F1, ao conquistar com maestria e frieza a pole-position para o GP da Austrália, na tarde deste sábado (14) em Melbourne, madrugada no Brasil.


O britânico de 30 anos deu o pontapé inicial na luta pelo tri com o tempo de 1min26s237. Já Nico Rosberg errou na primeira volta rápida da fase final da classificação e teve de se contentar com o segundo posto do grid, com uma diferença de mais de meio segundo para o colega de equipe.

A Williams recuperou seu posto de melhor do resto com Felipe Massa. Com uma volta precisa nos instantes finais, o brasileiro virou 1min27s718 e garantiu o terceiro lugar, ainda que 1s3 atrás de Lewis. O desempenho de Massa empurrou Sebastian Vettel e a Ferrari para o quarto posto.

Kimi Räikkönen abre a terceira fila e terá Valtteri Bottas a seu lado no grid. Daniel Ricciardo tentou levantar a torcida no fim, mas vai sair mesmo do sétimo posto, à frente do novato Carlos Sainz Jr. As duas Lotus fecham o top-10, com Romain Grosjean melhor que Pastor Maldonado. Já o outro Felipe, o Nasr, passou muito perto do Q3 e vai sair em 11º neste domingo, na estreia na F1. 
Confira como foi a definição do grid da F1 para o GP da Austrália

A primeira sessão classificatória de 2015 começou com um novato na pista. O espanhol Carlos Sainz Jr. foi quem primeiro cruzou os pits para ganhar o asfalto do parque Albert no início do Q1. O jovem estreante da Toro Rosso foi seguido pela dupla da Lotus, pelo companheiro Max Verstappen, pelas duas Sauber e por Daniel Ricciardo. Todos deixaram os boxes calçados com os pneus médios.
Um instante mais tarde, a Mercedes mandou seus dois pilotos, que foram seguidos por Kimi Räikkönen, que já veio usando os pneus macios – único neste primeiro momento.

Aí que Felipe Nasr já inaugurou a tabela com 1min32s540, liderando um pelotão inicial que tinha ainda Verstappen, Carlos Sainz Jr., Daniel Ricciardo, Ericsson, Romain Grosjean e Pastor Maldonado.

Sebastian Vettel imitou o companheiro de Ferrari na sequência e também saiu com os macios. Por isso, não teve dificuldade de superar o então líder Räikkönen. O alemão encabeçava a lista de tempos com 1min29s307.

Nesse meio tempo, muita gente escapava da pista, entre eles Jenson Button, Nico Hülkenberg, que saíram na curva 1, e Carlos Sainz Jr. Outro drama vivia Daniil Kvyat. Informações davam conta de um problema no RB11 do russo, ainda na garagem.

Enquanto isso, Lewis Hamilton e as duas Williams também já estavam na pista, sempre com pneus médios. Assim, a tabela já mostrava a realidade da F1. Hamilton liderava com 1min28s586, seguido por Rosberg, Vettel, Bottas, Räikkönen, Massa, Hülkenberg, Verstappen, Grosjean, Pérez, Kevin Magnussen, Button, Ericsson, Ricciardo e Nasr. Kvyat e as dupla da Manor, Will Stevens e Roberto Merhi, seguiam sem tempo.

Dessa gente toda, apenas as duas Mercedes e das duas Williams tinham tempos registrados sem o uso dos macios.

Os dois minutos finais dessa primeira parte da classificação foram agitados, com os 18 pilotos na pista, incluindo Kvyat e sua problemática Red Bull. A Manor, entretanto, teimava em não sair.

Portanto, o resultado final desse Q1 viu Hamilton e Rosberg à frente, seguidos por Massa, que fez uma volta muito boa no minuto final, e por um impressionante Verstappen. Vettel, Grosjean, Sainz, Bottas, Hülkenberg e Räikkönen fecharam a lista dos dez melhores, sendo que Ricciardo, Maldonado, Pérez, Kvyat e Nasr conseguiram integrar a folha dos classificados para o Q2.

Já os eliminados foram: Ericcson, Button e Magnussen - estes dois últimos apenas confirmaram a frágil situação da McLaren em 2015. É a pior classificação da história da equipe inglesa na F1

A Manor Marussia, apesar do esforço épico, ficou mesmo de fora do GP da Austrália.

Os 15 minutos de Q2 tiveram início com Felipe Nasr sendo o primeiro a ir para a pista. O brasileiro da Sauber tacou os pneus macios já no primeiro stint. Valtteri Bottas e os dois pilotos da Force India logo se juntaram a Felipe na pista. Também calçados com os compostos de risca amarela.

A volta de Nasr foi em 1min29s614, quase três décimos melhor que a de Nico Hülkenberg, o segundo colocado nessa fase inicial. Mas não tardou para Bottas cravar 1min28s012 e se posicionar na ponta.

Foi então que Lewis Hamilton botou ordem na casa. Com os laranja, o inglês assustou com 1min26s894, contra 1min27s097 do colega Nico Rosberg, que o seguia na pista. Vettel, 0s7 atrás dos carros prateados, aparecia em terceiro como melhor do resto, à frente de Räikkönen, Bottas, Massa, Sainz, Grosjean, Ricciardo e Verstappen completavam o top-10 pouco mais de cinco minutos para o fim da parte intermediária da sessão.

Como de costume, os minutos finais viram uma pista congestionada. E a lista dos classificados mudou até a bandeirada. Hamilton, Rosberg e Vettel se mantiveram no top-3. Já Bottas pulou para quarto, empurrando Räikkönen para quinto. Massa se garantiu com um sexto tempo.

Felipe Nasr vai largar em 11º em Melbourne (Foto: Getty Images)

sexta-feira, 13 de março de 2015

Van der Garde e Sauber chegam a acordo, e Nasr garante enfim estreia na F1 neste fim de semana na Austrália*


Terminou neste sábado (14) de manhã em Melbourne a primeira parte do caso que deve perdurar por um bom tempo na temporada 2015 da F1. Antes do julgamento final na Corte de Victoria, as duas partes, Giedo van der Garde e Sauber, chegaram a um acordo. A ação que foi impetrada no tribunal, que pedia para que Van der Garde fosse colocado em um dos carros, do contrário poderia haver um confisco e Monisha Kaltenborn presa, foi retirada.

A primeira ação na Corte australiana e aquela que foi movida em dezembro na Justiça da Suíça seguem firmes. Esta última que foi anulada refere-se ao que inglês é definido como 'contempt of court', uma ordem para fazer ser obedecida a decisão judicial.

Detalhes ainda estão por ser dados, mas com a decisão judicial, Felipe Nasr e Marcus Ericsson estão garantidos no restante do fim de semana do GP da Austrália de F1.

Van der Garde demonstrou que não saiu de todo contente do caso. "Como eu sou um piloto muito passional, a decisão foi bem difícil para mim", disse. "Mas eu também desejo respeitar os interesses da FIA e da Sauber, bem como de Nasr e Ericsson. Meus agentes vão continuar as conversas com a Sauber no começo da semana que vem para achar uma solução aceitável para ambas as partes. Eu estou confiante de que vamos encontrar uma solução e vou informar à imprensa assim que a tiver", completou.

Os dois pilotos só puderam andar no segundo treino livre desta sexta-feira em Melbourne, já que durante o primeiro o imbróglio ainda se desenrolava. Nasr ficou com o 11º tempo e Ericsson, 15º. O GRANDE PRÊMIO acompanha os bastidores do caso e as atividades em pista AO VIVO e em TEMPO REAL.

Declaração de Van der Garde no Facebook

quinta-feira, 12 de março de 2015

Lista de inscritos divulgada pela FIA após julgamento em Melbourne tem Nasr e Ericsson representando Sauber*


Felipe Nasr e Marcus Ericsson são os pilotos indicados pela Sauber para o GP da Austrália na lista de inscritos divulgada pela FIA nesta quinta-feira (12). O nome de Giedo van der Garde, que derrotou a equipe suíça na justiça pelo direito de correr em 2015, não apareceu.

A lista foi publicada pela FIA às 18h32 no horário local, cerca de duas horas depois de a Suprema Corte de Victoria negar o apelo da Sauber e confirmar a vitória de Van der Garde no tribunal.


O holandês espera correr neste fim de semana em Melbourne e já entrou com uma nova ação para se certificar que a escuderia de Hinwil obedecerá à decisão da justiça. Há a ameaça até de confisco dos itens do time caso ele não corra no GP da Austrália.

A Sauber ainda não se manifestou a respeito da confirmação do êxito de Van der Garde no judiciário.

Os 20 pilotos inscritos para o GP da Austrália, no entanto, ainda podem mudar, desde que com a aprovação dos comissários desportivos. Um bom exemplo disso é o GP da Bélgica de 2014, quando a Marussia inicialmente inscreveu Alexander Rossi para a prova, mas acabou correndo com Max Chilton.

domingo, 1 de março de 2015

Bottas se mantém no topo e encerra último dia de testes da F1 em 2015 com melhor tempo. Nasr é terceiro*

*Por: Grande Prêmio

Ao menos no topo da tabela, os tempos da manhã não mudaram neste domingo (1) em Barcelona, e Valtteri Bottas terminou o último dia da pré-temporada da F1 na primeira colocação.

Usando compostos supermacios pouco antes do almoço, Bottas marcou 1min23s063 e saltou para a ponta. Sebastian Vettel também colocou o mesmo tipo de pneu para fazer uma volta lançada logo na sequência, mas não conseguiu superá-lo: 1min23s469 foi sua melhor marca.

Deste modo, o que se viu foi um 'repeteco' do que ocorrera no sábado com Felipe Massa e Kimi Räikkönen na pista. Só a diferença entre os dois é que havia sido inferior, míseros 0s014. Isso no confronto entre a Williams e a Ferrari. Ao contrário da programação que Lewis Hamilton teve no último dia, Nico Rosberg não partiu para voltas voadoras e assim permitiu que o time de Grove fechasse os testes na frente.

Embora tenha marcado o melhor tempo do derradeiro dia, no entanto, Bottas não é o piloto mais rápido da pré-temporada. Com os compostos macios, Rosberg cravou 1min22s792 na sexta-feira e Hamilton anotou 1min23s022 no sábado. O melhor tempo do brasileiro Felipe Massa, que não treinou neste domingo, foi 1min23s262 com a borracha supermacia.

Nico Rosberg foi discreto neste sábado, mas o mais rápido da pré-temporada (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

Atrás de Bottas e Vettel, apareceu o brasileiro Felipe Nasr, que teve um dia bastante ocupado com a Sauber para encerrar a preparação para o seu ano de estreia. Percorreu a distância de mais de duas corridas inteiras e virou uma melhor volta na casa de 1min24s023.

Um acidente aconteceu, protagonizado pelo venezuelano Pastor Maldonado. Ele estava no contorno da curva 4 quando saiu reto no final dela e foi de encontro ao muro para um impacto frontal. O lance, naturalmente, provocou uma bandeira vermelha e colocou fim à pré-temporada da Lotus. Momentos antes, o piloto dizia que estava contente com a preparação e o carro, muito melhores que o E22 do ano passado.

Mais bandeiras vermelhas foram causadas pela Red Bull e a Toro Rosso. Pela manhã, o carro de Daniel Ricciardo parou na reta dos boxes devido a uma falha no ERS que demorou algumas horas para ser consertada. O australiano perdeu um precioso tempo de pista. À tarde, foi a vez de o motor de Max Verstappen pedir um descanso. Eles fecharam em quinto e quarto, respectivamente.

Enquanto tudo isso acontecia, a McLaren Honda continuava sofrendo. A esperança da equipe era dar tantas voltas quanto na sexta-feira, mas o tempo foi passando durante a manhã e nada de Jenson Button ir à pista. Ele deixou os boxes pela primeira vez às 12h53 no horário local e fez dois giros de instalação. Oficialmente, o motivo foi que estavam sendo feitas checagens em sistemas que demoraram mais do que o esperado para serem concluídas. À tarde, o inglês foi andando de pouco em pouco e experimentando os diferentes tipos de pneus, cravando 1min25s327.

Jenson Button (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

Ao longo da tarde de domingo, ninguém se preocupou muito em mostrar o jogo. Predominaram as simulações de corrida e os long-runs. Destaque para as altas cronometragens de Nasr, Sergio Pérez e Nico Rosberg.

Agora as equipes começam a preparar os carros e os equipamentos para uma viagem rumo ao outro lado do mundo: em duas semanas, no dia 15 de março, o GP da Austrália abre a temporada 2014 do Mundial de F1. Todos os treinos livres, as classificações e as corridas serão acompanhadas AO VIVO e em TEMPO REAL pelo GRANDE PRÊMIO.

F1. Treinos coletivos, Barcelona, dia 8:

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Rosberg destroça tempo de Massa, lidera sexta-feira e começa a acabar com esperanças das rivais para 2015*

*Por: Grande Prêmio

Pela primeira vez na temporada, a Mercedes colocou pneus macios, e o resultado foi arrebatador: Nico Rosberg liderou a tarde desta sexta-feira (27) com um tempo 0s7 melhor que o de Felipe Massa, segundo piloto mais rápido da pré-temporada. E assim as esperanças de quem ainda sonhava com a queda da Mercedes começam a acabar.

A marca de 1min24s321 de Rosberg com os pneus médios no domingo já impressionara, mas o alemão saiu do carro dizendo que era possível baixar ainda mais. E o mesmo pode ser dito do que ele fez no sexto dia de treinos coletivos no Circuito da Catalunha.

Depois de ir à pista pela primeira vez com os compostos macios da Pirelli e cravar 1min22s792, ele retornou ao traçado com outro jogo de pneus e melhorou a primeira e a terceira parciais. Contudo, cometeu um erro que custou 0s1 na segunda e, desta forma, virou 'apenas' 1min22s802.

Na tarde de quinta-feira, com a Williams, Massa fez 1min23s500 com o mesmo tipo de pneu. E aquele foi um tempo que o deixou bem satisfeito e o fez falar que a equipe precisava provar que está na briga pelas primeiras colocações. Mas ele também admitiu que estava preparado para ver este tempo sendo destroçado.

Pois bem. Um dado referente ao GP da Espanha de 2014 é que pode servir de alento para os que ainda tentam secar os campeões mundiais: foi em Montmeló que as Flechas Prateadas impuseram um de seus mais avassaladores domínios, deixando Daniel Ricciardo, o terceiro colocado, 1s atrás no treino classificatório e 49s atrás na corrida. Em outros circuitos, a competição foi mais apertada.

Valtteri Bottas foi o segundo colocado com 1min23s995, também registrado em um giro com pneus macios no qual o carro chegou a sair de frente no contorno da curva 12, já no trecho final do traçado.

Jenson Button chegou a 100 voltas nesta sexta-feira em Barcelona (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

Ao segundo assunto mais importante do dia: a McLaren Honda. Melhor dia de toda a pré-temporada para a escuderia anglo-nipônica, com 100 voltas completadas aparentemente sem problemas. A programação começou fluindo lentamente, mas depois embalou. Foram 44 voltas até a hora do almoço e outras 56 à tarde. Tanta quilometragem que o time se deu ao luxo de treinar pit-stops nas voltas finais. Foi quando, na 101ª passagem do dia, o inglês parou na pista entre as curvas 7 e 8.

O melhor tempo de Button foi 1min25s590, o bastante para que ele ficasse com a quinta posição na sexta-feira.

Entre Bottas e Button apareceram Felipe Nasr, com a Sauber, e Sebastian Vettel, com a Ferrari. Ambos fizeram seus tempos com compostos macios. O brasileiro virou 1min24s071, 0s2 mais veloz que o companheiro Marcus Ericsson com pneus supermacios na quinta. Vettel, por sua vez, não levou a SF15-T ao limite e fez 1min25s339. Pastor Maldonado e Max Verstappen seguiram.

A outra bandeira vermelha do dia foi causada por Daniil Kvyat. A Red Bull parou na pista por precaução para checar um sensor do sistema hidráulico por volta das 15h locais (11h de Brasília), resolveu o problema e ainda percorreu uma boa quilometragem depois disso. Quilometragem, aliás, que foi o ponto alto do dia: todas as equipes andaram muito bem.

Nico Hülkenberg estreou o carro de 2015 da Force India (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

O time que menos voltas foi capaz de completar foi a Force India, que estreou VJM08, carro de 2015, por volta das 12h20. Embora fosse apenas o primeiro dia do novo bólido, Nico Hülkenberg superou a casa das 70 voltas.

Mercedes, Sauber, Ferrari, McLaren, Lotus e Toro Rosso foram as escuderias que giraram mais de 100 vezes pelos 4.655 metros do Circuito da Catalunha.

Faltam dois dias para o término da pré-temporada do Mundial de F1 de 2015, que se encerra no domingo. O GRANDE PRÊMIO segue acompanhando tudo AO VIVO e em TEMPO REAL.

F1, Treinos livres, Barcelona, dia 6:

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Grosjean lidera, mas Rosberg espanta com volta de pneus médios no fim de teste tumultuado em Barcelona*

*Por: Grande Prêmio

A Lotus pode ter ocupado as manchetes três vezes nesta semana, mas foi um tempo registrado pela Mercedes no fim da tarde deste domingo (22) em Barcelona que impressionou.

Se Romain Grosjean foi o líder, com uma volta de 1min24s067 usando pneus supermacios, o que Nico Rosberg fez para garantir o segundo tempo chamou a atenção. Com pneus médios, o alemão cravou 1min24s584 na primeira de seis voltas cronometradas consecutivas — ou seja, o tanque não estava tão vazio assim. Minutos depois, baixou para 1min24s321, também com médios.

Essa foi a primeira vez em que a Mercedes atraiu os olhares pelo o que fez perante ao cronômetro na pré-temporada. Até aqui, a equipe vinha apenas 'cozinhando o galo' e realizando testes que visavam mais a confiabilidade, o funcionamento dos sistemas e o comportamento do carro em condições de corrida.

Para efeito de comparação, o tempo da pole-position no GP da Espanha de 2014, com Rosberg e Lewis Hamilton se digladiando para tirar o máximo de performance do F1 W05 Hybrid, havia ficado na casa de 1min25s1. 

Nico Rosberg contorna a chicane com sua Mercedes em pneus médios no domingo (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

De longe, este domingo foi o dia mais tumultuado da pré-temporada. A começar pelo simples fato de que dois pilotos precisaram ser encaminhados para o Centro Médico após acidentes: Fernando Alonso e Carlos Sainz. Definitivamente, não foi um bom dia para corredores espanhóis de F1...

O acidente de Alonso foi o mais grave. A 35 minutos do fim da sessão da manhã, o bicampeão perdeu o controle da McLaren por uma causa ainda desconhecida na saída da curva 3 e se chocou contra o muro interno. O impacto foi lateral e sem muita força, mas ainda assim ele saiu do cockpit "confuso", como descreveram o pai e o empresário.

Alonso foi transportado de helicóptero para o Hospital General de Catalunya para mais exames, e lá se confirmou que não sofrera nenhuma lesão. Ainda assim, ele passará a noite em observação.

Por causa do lance, a McLaren não treinou na sessão da tarde e perdeu ainda mais tempo de testes, um bem imaterial bastante escasso na F1 atual. Até a batida, o MP4-30 dera 20 voltas e registrara na melhor delas 1min27s956. À tarde, Jenson Button, que andou muito pouco na quinta-feira e no sábado, entraria no carro para tentar acumular mais quilometragem.
Fernando Alonso é levado de helicóptero para hospital em Barcelona (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
O outro acidente, de Sainz, aconteceu na mesma curva 3, mas metros antes. O jovem da Toro Rosso perdeu a traseira do carro e foi para a caixa de brita. O impacto não teve consequências mais graves e ele foi liberado rapidamente do Centro Médico. Ainda, uma outra bandeira vermelha se fez necessária devido a saídas de pista: Rosberg deixou o traçado na curva 5 no início da manhã.

Outras três paralisações ocorreram por falhas mecânicas: primeiro, com a Force India de Nico Hülkenberg; depois, com a Williams de Valtteri Bottas; por fim, com a Sauber de Felipe Nasr.

No mais, outros dois pilotos foram capazes de entrar na casa de 1min24s. Daniil Kvyat, o terceiro mais rápido, marcou 1min24s941 com pneus macios, e Nasr, 1min24s956, com supermacios.
Nasr perdeu toda a manhã nos boxes enquanto a Sauber consertava um problema mecânico e teve uma tarde relativamente tranquila até parar na pista no fim da sessão.

As maiores quilometragens ficaram com Nico Rosberg e Valtteri Bottas, ambos alcançando 13 dezenas de giros ao redor do Circuito da Catalunha. Sebastian Vettel também andou com a Ferrari, concentrando-se no acerto do chassi e em avaliações de pneus, e foi oitavo, mas não chegou a melhorar seu tempo da manhã.

Terminada a segunda bateria de testes, a F1 continua em Barcelona para a terceira e última: mais quatro dias de treinos acontecem entre os dias 26 de fevereiro e 1º de março. O GRANDE PRÊMIO, mais uma vez, fará cobertura AO VIVO e em TEMPO REAL.

F1, Treinos coletivos, Barcelona, dia 4:

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Nasr e Wolff se envolvem em acidente no primeiro dia de testes em Barcelona*


Um acidente entre o brasileiro Felipe Nasr e a escocesa Susie Wolff provocou a terceira bandeira amarela do dia em Barcelona. A Sauber trabalha para consertar o carro e devolver Nasr à pista. Posteriormente, Susie admitiu a culpa e disse que não viu o brasileiro passar por si
  

Felipe Nasr e Susie Wolff se envolveram em um acidente na curva 5 do Circuito da Catalunha no início da tarde desta quinta-feira (19) na Espanha.

De início, as imagens do que exatamente ocorreu entre o brasileiro da Sauber e a escocesa da Williams não permitiam saber se os carros colidiram ou se algo ainda mais estranho aconteceu — apenas ocorrera a sinalização de bandeira vermelha e, depois, as câmeras do circuito interno de TV mostraram uma Sauber com a traseira destruída.

Uma imagem mais nítida começou a indicar sinais mais claros: a traseira destruída da Sauber azul e a frente acabada da Williams branca. Os relatos ouvidos pelo GRANDE PRÊMIO foram de que Nasr vinha para ultrapassar a escocesa por dentro na curva 5 do circuito catalão. Sem notar a presença do brasileiro, Susie fechou a porta e houve o choque entre os dois carros. A pilota admitiu a culpa.

O que a Sauber fez foi informar que Nasr saiu do carro e passa bem, além de iniciar os trabalhos de reconstrução do C34. Um novo câmbio, aerofólio e uma nova suspensão vão ter de ser colocados no carro. Susie também está OK.


Ambos os pilotos já haviam percorrido enorme quilometragem no primeiro dia da segunda bateria de testes da pré-temporada. Nasr, que fechou a manhã como líder e havia caído para a terceira colocação, deu 68 giros. Wolff completou 83 passagens. Uma corrida na pista de Montmeló tem 66 voltas.

Em Barcelona, o brasileiro vai testar neste primeiro dia e no último, também conhecido como domingo, 22 de fevereiro. Ericsson comanda os trabalhos com o C34 na sexta-feira e no sábado.