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quarta-feira, 18 de março de 2015

Contusão de Valtteri Bottas pode exigir um mês de descanso*

*Por: UOL Esporte


“Herniação do núcleo pulposo” é o termo médico para a contusão sofrida pelo finlandês Valtteri Bottas que o deixou fora da abertura da temporada da Fórmula 1 em 2015. Um termo que parece complicado, mas que requer basicamente um tratamento simples: anti-inflamatórios e repouso. Muito repouso.

Para entendermos: o que houve foi um pequeno rasgo no anel que protege o núcleo do disco intervertebral – que é, em termos mais leigos, uma cartilagem presente entre os corpos das vértebras que funciona como uma espécie de “almofada”. Com isso, o líquido presente neste núcleo se expande e pressiona nervos, causando dores nas costas. Este site, em inglês, contém alguns gráficos ilustrando a questão.

Com descanso, anti-inflamatórios e fisioterapia, o organismo ganha tempo para reconstruir o tecido rasgado. No caso de Bottas, ainda que se trate de um “rasgo muito pequeno” como a Williams descreveu em seu comunicado de imprensa, fica a dúvida se ele estará apto para competir no GP da Malásia, cujo primeiro treino livre ocorre dentro de apenas nove dias.

“Haverá a necessidade de uma reavaliação clínica para saber se ele estará apto a competir em duas semanas depois da lesão. Ressalvando que faltam detalhes para saber a gravidade dela e sua repercussão sobre os nervos, acho pouco provável que ele possa retornar plenamente em quinze dias. Com um bom tratamento, em um mês estaria apto para retomar suas funções”, me explicou o Dr. José Carlos Ramos de Oliveira, professor do Departamento de Clinica Médica da Unicamp.

Vale ressaltar que a própria natureza da pilotagem de um F-1 recomendaria uma recuperação completa. Não se pode relevar o fato da dor ter surgido durante a classificação, quando o carro está mais leve e as forças sofridas pelo corpo, especialmente em frenagens, são ainda mais fortes – pode se acreditar que o rasgo tenha ocorrido em uma delas. Acelerar a volta antes da cicatrização total poderia gerar uma herniação ainda maior. Em casos mais graves deste diagnóstico, uma recuperação pode levar até 18 meses.

No meio disso, fica a dúvida de quem substituiria Bottas caso ele não possa correr em Sepang. Ainda em Melbourne, a chefe de equipe Claire Williams foi sucinta ao responder se seria a escocesa Susie Wolff. “Susie é nossa piloto de testes, não piloto reserva”.

É mais um sinal de que o time não confia inteiramente na capacidade da piloto. Até aqui, Susie Wolff participou de duas sessões de treino livre – em circuitos que já conhecia antes – e de um teste de pré-temporada, quando bateu com a Sauber de Felipe Nasr. Neste ano, anda novamente em dois treinos livres, nos GPs da Espanha e da Inglaterra – também pistas das quais possui conhecimento prévio.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Protagonismo



Por: Jpaulo Silva


Esse é o papel que as 10 equipes e os 20 pilotos inscritos para a 66ª temporada de Fórmula 1 esperam alcançar nas 20 etapas deste ano. Protagonismo que faz com que os "iguais" se destaquem dos outros em suas áreas de atuação...o palco das pistas.

Ferrari - que vem de um período turbulento e de profundas mudanças, desde a saída do mandatário Lucca di Montezemollo, trouxe o germânico Vettel para ver se consegue repetir os tempos de glória do compatriota e multi campeão Schumacher.

McLaren - que vem de um jejum de 6 anos sem títulos, e que não saboreia o gosto da vitória há um bom tempo, espera voltar a ser forte e protagonizar uma temporada fantástica, como nos tempos do mitológico Senna, agora com Alonso e Honda.

Willians - que assumida pela filha de Sir Frank, mostrou ser capaz de fazer frente em certos momentos às quase imbatíveis flechas de prata, agora espera repetir a dose e, quem sabe, superar a equipe mantenedora de seus motores.

Red Bull - que perdeu para a Ferrari sua principal estrela, o tetra campeão Sebastien Vettel, agora busca a motivação no surpreendente Daniel Ricciardo para voltar ao auge.

Mercedes - que venceu a temporada passada de forma arrasadora, espera manter o protagonismo que lhe rendeu um título inédito graças aos desempenhos fantásticos de Nico Rosberg e Lewis Hamilton.

Lotus, Force India, Sauber e STR - que não querem carregar o título de pior do ano em 2015, estão longe de serem as protagonistas nesse espetáculo chamado de Fórmula 1. Continuam sendo as figurantes que auxiliam no enredo de manobras, batidas e ultrapassagens que tanto gostamos de acompanhar pela TV.

O espetáculo começa no dia 15/03 em Melbourne (Austrália) e se encerra no dia 29/11 em Yas Marina (Abu Dhabi), onde sairão consagrados a equipe e o piloto protagonista da história da F1 2015.

Boa temporada!!!



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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Análise: o que revelou a primeira semana de testes da F1 em Barcelona?*

*Por: Renan do Couto

A segunda semana de testes da pré-temporada da F1 talvez tenha sido ainda mais inconclusiva do que a primeira, com os times trabalhando em programas muito diferentes.

O foco de ninguém foi em performance até aqui. Depois de dedicar o primeiro teste principalmente à confiabilidade e à checagem dos sistemas, bem como às comparações entre os carros deste ano e os do ano passado, em Barcelona foi a hora de explorar um pouco mais os equipamentos. Verificar acertos diferentes, uma ou outra peça nova para alguns, comparar pneus, e por aí vai.

Os últimos quatro dias mantiveram a impressão de que a Ferrari realmente melhorou, mas foi a Mercedes em arregalou os olhos do povo no fim da tarde de domingo (22). Nico Rosberg cravou 1min24s321 com pneus médios, o segundo melhor tempo da semana. É difícil se saber com quanto combustível, por exemplo, Red Bull e Ferrari andaram em 1min24s5 com compostos macios. Entretanto, se é que alguém fica surpreso com isso, mais uma vez o sinal de alerta foi aceso pelas Flechas Prateadas.

A Lotus, líder no combinado dos tempos e em três dos quatro dias, foi um destaque por mostrar progresso em relação ao ano passado. Em parte, isso vem de um chassi melhor, em parte, da mudança para o motor Mercedes. Mas seus tempos foram artificiais, cravados com pneus supermacios.

Já a McLaren Honda continua seu calvário.

O GRANDE PRÊMIO traz um resumo, equipe por equipe, dos trabalhos executados na segunda das três baterias de testes desta pré-temporada:

Lotus E23 de Pastor Maldonado na pista de Jerez (Foto: Reprodução/Twitter)

LOTUS MERCEDES
P1
Romain Grosjean — 1min24s064 — 111 voltas
P3 Pastor Maldonado — 1min24s348 — 173 voltas
P14 Jolyon Palmer — 1min26s280 — 77 voltas

A Lotus liderar três dos quatro dias de testes não deixou de ser uma surpresa, mas está claro para todos que esse posicionamento foi artificial. A equipe usou pneus supermacios para marcar seus melhores tempos. A visão dos pilotos é de que o carro melhorou, é mais estável e previsível. O que precisa ser aprimorado, agora, é a confiabilidade, segundo Pastor Maldonado. Na manhã do primeiro dia, duas falhas em sensores deixaram o venezuelano parado na pista. Também foi preciso trocar a embreagem. Mesmo assim, a quilometragem foi relativamente boa. O programa foi dedicado à avaliação de componentes aerodinâmicos, dos diferentes tipos de compostos e de acertos. Uma simulação de corrida de Maldonado foi interrompida pela chuva, mas ele disse que o ritmo até então era bom. Campeão da GP2, Jolyon Palmer teve a chance de treinar por um dia.

Nico Rosberg fez o melhor tempo dos pneus médios em Barcelona (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

MERCEDES
P2
Nico Rosberg — 1min24s321 — 195 voltas
P9 Lewis Hamilton — 1min24s923 — 108 voltas
P21 Pascal Wehrlein — 1min28s489 — 48 voltas

O teste começou esquisito para os campeões mundiais, mas terminou com eles fazendo todos arregalarem os olhos. Esquisito porque, de repente, nenhum dos pilotos titulares estava à disposição. Lewis Hamilton se sentiu mal e Nico Rosberg se recuperava de uma inflamação no pescoço. Foi preciso chamar Pascal Wehrlein de volta da Force India para poder fazer o F1 W06 Hybrid rodar. Além de mais testes de confiabilidade, a prioridade de um time que teve alguns problemas do gênero em 2014, foram avaliados componentes da suspensão, aerodinâmicos, diferentes acertos e praticadas largadas. No último dia, com pneus médios, Rosberg fez o tempo que impressionou a todos, menos à própria Mercedes: ele disse que a equipe sabe que tem mais para tirar do carro.

Equipes da Renault puderam celebrar melhor confiabilidade em Barcelona (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

RED BULL RENAULT
P4 Daniel Ricciardo — 1min24s574 — 212 voltas
P10 Daniil Kvyat — 1min24s941 — 209 voltas

A Red Bull já aproveitou para testar algumas novas peças em Barcelona, além de trabalhar em acertos diferentes, avaliações de pneus, ritmo de corrida e fazer muitos, muitos pit-stops. Mas também sobrou tempo para colocar pneus macios e andar com um tanque não muito cheio. Foi quando Daniel Ricciardo fez o tempo que lhe rendeu a liderança da sexta-feira. De qualquer forma, o mais importante foi que o time conseguiu andar. Foram 421 giros, o equivalente a mais de seis corridas. O problema do ERS da Renault que custou voltas em Jerez ficou para trás.

A Ferrari continua animando os tifosi (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

FERRARI
P5
Kimi Räikkönen — 1min24s584 — 163 voltas
P15 Sebastian Vettel — 1min26s312 — 178 voltas
Desta vez, a Ferrari não se preocupou muito em andar nas cabeças. Em Jerez, o time liderou três dias. Em Barcelona, nenhum. Mas isso não faz as concorrentes deixarem de ficar atentas para o crescimento vermelho. Assim como Ricciardo, Kimi Räikkönen colocou pneus macios no fim da sexta-feira para marcar um tempo na casa de 1min24s5. No sábado e no domingo, Sebastian Vettel se dedicou muito à confiabilidade e aos long-runs. No sábado, só usou compostos médios, para se ter uma ideia. A equipe ainda não fez uma simulação de corrida, mas pretende fazê-la na próxima bateria de testes.
Williams treinou muitos pit-stops em Barcelona (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

WILLIAMS MERCEDES
P6
Felipe Massa — 1min24s672 — 143 voltas
P12 Valtteri Bottas — 1min25s345 — 173 voltas

P22 Susie Wolff — 1min28s906 — 83 voltas

A Williams viu seu carro envolvido em um acidente na quinta-feira, com Susie Wolff colidindo com Felipe Nasr, mas o programa não ficou tão prejudicado. A escocesa disse que tudo que seria feito pela equipe já havia sido trabalho e que os testes da tarde seriam mais dedicados ao desenvolvimento dela. Nos dias seguintes, com os titulares, a quilometragem percorrida foi alta. 40 pit-stops foram praticados no sábado. Embora não houvessem novas peças, a equipe pôde entender melhor o acerto do carro e o motor, segundo Felipe Massa. Atualizações serão colocadas na pista na quinta-feira.

Pascal Wehrlein teve um dia e meio a bordo do carro da Force India (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

FORCE INDIA MERCEDES
P7
Sergio Pérez — 1min24s702 — 193 voltas
P17 Nico Hülkenberg — 1min26s591 — 36 voltas
P18 Pascal Wehrlein — 1min27s564 — 113 voltas

Usar o carro de 2014 certamente não é o ideal para a Force India. O trabalho consistiu em avaliar melhor os pneus de 2015 e em testar alguns componentes que serão utilizados no VJM08. Mas nem a frente, por exemplo, era a deste ano: veio o bico gonzo ainda. Sergio Pérez conseguiu andar bastante no dia e meio que teve para trabalhar — deu sorte pelo chamado de Wehrlein de volta à Mercedes na quinta-feira. Nico Hülkenberg, nem tanto: um problema mecânico e as muitas bandeiras vermelhas do domingo não colaboraram com os seus esforços, ele deu 36 voltas.

Carlos Sainz foi agressivo até na entrada do box para se adaptar à F1 (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

TORO ROSSO RENAULT
P8
Max Verstappen — 1min24s739 — 223 voltas
P13 Carlos Sainz Jr. — 1min25s604 — 188 voltas

A experiência que os pilotos estão ganhando é essencial para a Toro Rosso. Com a dupla mais jovem da história da F1, a equipe tem de ficar contente por ter dado mais de 400 giros nos últimos quatro dias. Em 2014, a confiabilidade era um problema sério. Neste ano, até aqui, está bem boa. No domingo, Carlos Sainz sofreu um acidente que teve um forte impacto, segundo ele descreveu. O espanhol escapou da pista na curva 3 em um lance que teve o vento interferindo bastante no comportamento do carro.

Sauber melhorou, mas ainda tem muito o que fazer, segundo Felipe Nasr (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

SAUBER FERRARI
P11 Felipe Nasr — 1min24s956 — 151 voltas
P16 Marcus Ericsson — 1min26s340 — 164 voltas

Desta vez, nada de Sauber andando nas primeiras posições. A quilometragem foi razoável, e a equipe já passou de 3000 km na pré-temporada. Contudo, sofreu com problemas de confiabilidade que exigiram uma troca de caixa de câmbio e uma revisão completa no carro. Por este último fator, Felipe Nasr perdeu metade do programa que estava planejado para o domingo, mas ainda assim pôde dar 71 voltas. O brasileiro relatou que o carro melhorou em relação a Jerez e está mais estável e consistente, porém precisa aprimorar os long-runs para ficar mais competitivo para as corridas.

A McLaren continuou tendo muitos problemas (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

MCLAREN HONDA
P19 Fernando Alonso — 79 voltas
P20 Jenson Button — 42 voltas

Mais uma semana desastrosa para a McLaren, que só teve um dia verdadeiramente produtivo: Alonso deu 59 voltas na sexta-feira e virou um tempo razoável. Na quinta e no sábado, um problema na vedação do MGU-K limitou a quilometragem — e Alonso só andou tanto na sexta porque estava com a potência reduzida. No domingo, teve o estranho acidente sofrido pelo bicampeão no fim da manhã, que exigiu que ele fosse transportado de helicóptero para o hospital. 

A McLaren garante que já sabe que está no caminho certo. O time foi agressivo no conceito do carro, mas diz que tem bons indícios de que acertou. Jenson Button está confiante de que o carro tem potencial, apenas é difícil de extraí-lo tão cedo.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Williams BMW Ultimate 2003


Por: André Almeida

No ano de 2003, a Williams resolveu projetar virtualmente um carro que transpusesse os limites das regras da época de concepção do chassi, limitando-se apenas ao motor v10, pneus com ranhuras e as medidas de largura e comprimento. 

O carro possuía seis rodas, mas, diferentemente do famoso Tyrrel P34, e da versão testada pela própria Williams no início dos anos 80, quatro dessas rodas ficavam atrás, e não à frente. 


Atualmente, esta é a única imagem que consigo dispor, da revista Autosport da época. Pelas simulações feitas, ja que o carro nao chegou a ser construído, alcançava facilmente mais de 430km/h.

Seria interessante ver um projeto assim nos tempos de hoje, pois a tecnologia evoluiu e estendeu ainda mais os limites de 12 anos atrás.

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